Países da Europa Ocidental

O território da Europa Ocidental pode ser definido de duas formas, historicamente ou geograficamente. A definição geográfica, feita pela ONU, inclui a Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Liechtenstein, Luxemburgo, Mônaco, Países Baixos e a Suíça.. Já a separação político-histórica do continente europeu engloba toda a parte oeste da região, pois, esses foram os países ... Europa Ocidental: Países - Jogo de Mapa: Se torne um especialista em geografia e se divirta ao mesmo tempo! Seterra é um jogo de geografia divertido e educativo que lhe dá acesso a mais de 200 questionários personalizáveis. Seterra irá desafiár você com quizzes sobre países, capitais, bandeiras, oceanos, lagos e muito mais! Introduzido em 1997 e disponível em 39 idiomas diferentes ... A Europa Ocidental é uma região geográfica localizada na área oeste do continente europeu. É a região mais rica da Europa e é composta por vinte e quadro países. Vale ressaltar que esta divisão, baseada na localização geográfica, não é unânime. Os países da UE, os países candidatos e outros países europeus. A UE nem sempre teve a dimensão atual. Em 1951, ano em que se iniciou a cooperação económica na Europa, apenas a Bélgica, a Alemanha, a França, o Luxemburgo e os Países Baixos participavam neste projeto. Muitos países que fazem parte da Europa Ocidental possuem uma das melhores economias da Europa, como é o caso da Alemanha, Reino Unido, França, Suíça, Suécia, Holanda e Dinamarca. Porém, existem alguns países que enfrentaram crises e ainda não se estabilizaram totalmente, como é o caso de Portugal , Grécia e Espanha. Países Altamente Industrializadas da Europa Ocidental. Países Altamente Industrializados da Europa. A Alemanha. A França. O Reino Unido. A Itália. Benelux ( Bélgica, Holanda e Luxemburgo ). Suécia. Austria. A Europa Ocidental está localizada a oeste do continente europeu e é composta por 24 países, sendo a maioria deles integrantes, política e economicamente, da União Europeia (U.E). Apresenta um grande desenvolvimento industrial e tecnológico, com altos índices de desenvolvimento humano. POPULAÇÃO Com sua população total por volta de 397,5 milhões de habitantes pelo… Europa Ocidental. Os países que fazem parte da Europa Ocidental, como o Reino Unido, Alemanha, França, Países Baixos, possuem de maneira geral economia desenvolvida. Esses países são bastante visitados especialmente pelas suas histórias, presença de museus, pela gastronomia e belas paisagens. Saiba quais são os países da Europa. Veja a lista dos países do continente europeu e as regiões em que se encontram. Saiba também o que é União Europeia. São 50 os Países da Europa. A Europa é o segundo menor continente do mundo em extensão e tem o mesmo número de países que a Ásia, que é o maior de todos os continentes. Lista de Países Vejamos a seguir a lista de países por cada uma das quatro regiões da Europa. Europa...

A polarização política atual lembra MUITO os conflitos religiosos europeus dos séculos XVI e XVII

2020.09.25 15:58 ssantorini A polarização política atual lembra MUITO os conflitos religiosos europeus dos séculos XVI e XVII

1- Até o século XVI, apenas o catolicismo tinha vez na Europa Ocidental (religião era algo ainda mais central na vida individual e social do que hoje).
Da mesma forma que até meados dos anos 2000, a imprensa mainstream, o mundo acadêmico e artístico, com sua ideologia esquerdo-progressista, tinha a hegemonia e o controle praticamente completo do discurso e da narrativa.
2- Pouco antes do século XVI, foi criada a imprensa, o que permitiu o barateamento e a massificação de obras escritas como nunca antes, incentivando a alfabetização e o consumo de livros por pessoas de fora da elite.
Algo semelhante ocorreu com o surgimento da internet e das redes sociais entre os anos 90 e 2000, tornando acessível pela primeira vez a pessoas comuns a capacidade de divulgar seus pensamentos e idéias de forma massiva.
3- O evento 2 gerou uma crise para o mainstream católico, pois agora pessoas de fora da elite clerical poderiam elas próprias lerem a Bíblia, em sua própria língua, e chegarem a conclusões diferentes da "oficial" que a Igreja pregava. Os heréticos ou reformadores (que sempre existiram) agora teriam uma chance muito maior de serem ouvidos, compreendidos e receberem apoio, como de fato ocorreu. As tentativas de reforma anteriores à imprensa não foram bem sucedidas, as posteriores sim.
Igualmente, a internet e as redes sociais permitiram que as pessoas trocassem informações diretamente, sem a intermediação e o filtro da imprensa mainstream, o que possibilitava verem melhor as contradições, as fake news e vieses desta. Tornou possível a pessoas de fora do mainstream político/acadêmico/cultural (que sempre existiram) divulgarem suas idéias para mais pessoas. Não era mais possível ostracizá-las e abafá-las como antes, assim como não era mais possível filtrar as informações que chegavam ao conhecimento do público.
4- Após as reformas, criou-se uma intensa polarização religiosa na Europa. Cada lado considerava a existência do outro como uma abominação imperdoável. A violência se irrompia a todo momento. Pessoas de uma mesma cidade ou vizinhança tornaram-se inimigas mortais e às vezes participavam de ondas de massacres direcionados a seus próprios patrícios. Cada adepto de uma religião (católico, luterano, calvinista, puritano) achava que sua fé era a única correta e que os que não a seguiam eram perversos e mereciam ser eliminados, se necessário. Qualquer coisa era pretexto para rompantes de violência. Os católicos iniciavam mais políticas violentas, por se acharem os "originais" e corretos, com pleno direito ao controle total da religiosidade alheia. Os protestantes ficavam mais na defensiva inicialmente, porque estavam acostumados a serem minoria. Estes passaram a defender formas mais liberais de governo por conta disso. A Igreja Católica começou a atacar as "fontes do mal": livros (index librorum proibitorum) e liberalismo (passou a apoiar o absolutismo, ampliou a inquisição).
Algo semelhante ocorreu com as ideologias compartilhadas via rede social. Adeptos do mainstream esquerdista ou da contracultura direitista se veem como corretos e não toleram o discurso alheio, chegando ao ponto de se isolarem em bolhas, brigarem com parentes e amigos e atacarem materialmente ("cancelamentos") ou mesmo fisicamente os adeptos da ideologia oposta. Os esquerdistas são mais intolerantes e incisivos por acharem que sua ideologia é a "correta" ou "normal" (por ser a mainstream e dominante) e portanto tem o direito de dominar, por isso passaram a ter uma visão menos liberal da política e cultura: defendem leis e maior controle estatal sobre a internet e o discurso em geral, enquanto os direitistas passaram a defender mais liberdades e menos censura.
5- Essa guerra cultural passou para a esfera política/governamental. Ao invés de governantes estáveis, a Europa passou a ter uma sucessão de reis com diferentes credos, cada um implementando uma política do tipo "8 ou 80" quando assumia. Reis católicos proibiam o protestantismo e perseguiam seus fiéis, patrocinavam pogroms. Depois reis protestantes assumiam a faziam o completo oposto (embora tendessem mais a criar leis garantindo liberdade religiosa). A estabilidade deixou de existir e cada lado passou a trabalhar com um mindset de eliminar o outro ao invés de tentar chegar a um entendimento ou absorvê-lo.
Igualmente, a polarização política atingiu as esferas do poder, com candidatos "8 ou 80" sendo eleitos e assumindo, às vezes em sucessão, cada um desfazendo o que o anterior criou e indo na direção completamente oposta. A era dos políticos moderados parece ter chegado ao fim.
COMO ESSA SITUAÇÃO SE RESOLVEU NA EUROPA?
6- A situação se resolveu com uma guerra continental ampla, mortífera e destrutiva. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) foi mais mortífera e destrutiva proporcionalmente do que as 2 guerras mundiais. Civis sofreram, cadáveres se acumularam, a maioria mortos de fome (era comum se chegar a um vilarejo e este estar lotado de cadáveres, com as bocas cheias de grama e casca de árvores).
A disputa religiosa na esfera do poder, com cada lado querendo dominar e não cedendo, atingiu um ponto crítico na disputa pelo Sacro Império Romano Germânico, quando reinos protestantes se insurgiram contra demandas do imperador católico. Formou-se 2 alianças ou ligas: uma católica e outra protestante. A guerra se estendeu por muitos anos, com vantagens ora de um lado ora de outro. Finalmente, um país de maioria católica (França) decidiu que lutar somente por causa de religião era uma grande bobagem, pois se ele ajudasse a Espanha e os Habsburgos na guerra, eles se fortaleceriam e posteriormente a França ficaria em má situação geopolítica frente a uma potência rival fortalecida.
A França já estava acostumada com o contraditório religioso (sua população era a mais dividida nesse quesito, era a menos homogênea, e a que mais se matou entre si por conta de religião). Por causa dessa reflexão, ela deu um foda-se para a religião e apoiou o lado protestante, levando à derrota da liga católica. Quando a guerra terminou, os países envolvidos decidiram que não valia a pena essa moeção de carne e destruição somente por causa de religião, e que saia mais barato tolerar a fé alheia. Pouco a pouco, todos os envolvidos criaram leis garantindo a liberdade religiosa e abandonaram o fator "religião" nas relações diplomáticas e nas considerações de ordem geopolítica. O "interesse de estado" passou a predominar sobre a religião na hora de definir alianças.
Guardando as devidas proporções, algo semelhante poderá acontecer com a polarização política atual? Não sabemos.
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2020.09.11 16:39 DIOgenes_123 Pequim, Suzhou, Shenzhen e Xangai : o que o futuro reserva para a China.

Existem três Chinas: uma é urbana e altamente desenvolvida, uma é urbana e menos desenvolvida e a última é rural e subdesenvolvida. As duas primeiras estão crescendo econômica e demograficamente, enquanto a última, embora tenha visto um crescimento econômico substancial, está diminuindo demograficamente devido a migrações internas.
Neste texto, analisaremos a primeira China: altamente urbanizada e desenvolvida, comparando-a com dois dos países mais desenvolvidos do mundo, Alemanha e Japão, sendo a Alemanha a potência econômica da Europa, enquanto o Japão, apesar de economicamente mais fraco em comparação com o resto do 1º mundo, ainda possui alguns dos melhores indicadores sociais do mundo desenvolvido.
As quatro cidades que analisaremos (Pequim, Suzhou, Shenzhen e Xangai) têm uma população metropolitana combinada de 83 milhões de habitantes. Esse é o tamanho da população da Alemanha. Sua expectativa de vida é, respectivamente, 82,2, 83,54, 81,25 e 83,64. Em comparação, o Japão e a Alemanha têm expectativa de vida de 83,98 e 80,64, respectivamente!
As quatro cidades têm PIB per capita em PPP (portanto, levando em conta o poder de compra interno da moeda) de US $ 39.944, US $ 49.477, US $ 52.335 e US $ 38.454, enquanto o PIB per capita alemão e japonês são de US $ 53.735 e US $ 42.794!
Os sistemas de metrô de Pequim, Suzhou, Shenzhen, Xangai, Berlim e Tóquio têm 669 km, 119 km, 293 km, 676 km, 152 km e 304 km, respectivamente. (nota de rodapé: Tóquio tem uma população de 14 milhões).
Finalmente, as taxas de crescimento econômico dessas cidades chinesas são impressionantes: 6,6%, 7%, 7,7% e 6,6%! Em comparação, os 2,2% da Alemanha e 1,7% do Japão são bastante modestos. E lembre-se, são cidades que tendem a taxas de crescimento mais baixas em comparação com algumas regiões menos desenvolvidas do país, que crescem a taxas muito maiores. Por exemplo, Guizhou, localizada no interior, cresceu 9,1% em 2018.
A tendência nacional chinesa é seguir o caminho dessas cidades muito mais desenvolvidas. Com as políticas governamentais de industrialização do interior e o fortalecimento do mercado consumidor interno, essa tendência se tornará realidade.
Agora, a pergunta é: como o mundo reagirá quando mais de 1 bilhão de chineses viverem em áreas urbanas tão desenvolvidas quanto a Europa Ocidental e a América do Norte? Isso revolucionará indústrias altamente especializadas, à medida que mais e mais chineses largam seus arados e vestem jalecos. Estes são tempos emocionantes para a humanidade.
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2020.07.10 03:15 CidVerte O Brasil e o mundo

Trabalho com consultoria e já trabalhei em quase 30 países espalhados pelo mundo. Como vou sozinho e trabalho com a equipe local, acabo mergulhando na cultura de uma maneira bem diferente do que um turista faz. Durante as viagens as comparações com o Brasil são inevitáveis. Decidi compartilhar minhas experiências como retribuição de tudo que já aprendi e ri neste sub, também na esperança de ter uma conversa saudável durante esta loucura de 2020.
Separei por tópicos para facilitar a leitura.
Obs: quando digo "Ásia" entenda a Ásia em sua parte desenvolvida (Japão, Coréia do Sul, China, Singapura, etc) e não a Ásia como um todo.
[VIOLÊNCIA] Em nenhum país tive a sensação de violência urbana tão presente quanto no Brasil, muitas cidades têm sua "no go zone" mas no Brasil geralmente as cidades têm bolhas de segurança e no resto é bom ficar atento. Moçambique é extremamente pobre porém tem uma zona urbana mais segura que o Brasil. Países muçulmanos são extremamente seguros mas a extorsão rola solto, quer dizer, tem roubo estilo "flanelinha" mas não tem assalto com violência ostensiva. As cidades da costa oriental da China são extremamente seguras, mais do que Europa e EUA. Só quando você sai do Brasil e consegue relaxar nas ruas é que percebe o quanto a vida urbana no Brasil é estressante, você praticamente está o tempo todo calculando o perigo e avaliando qual a chance do cidadão perto de você ser um bandido.
[NEGÓCIOS] Pior país que já fiz negócios na vida foi a Venezuela, foi tão ruim que tivemos que fechar o contrato com uma empresa sediada no Panamá que possuía os meios de operar dentro da Venezuela (a Venezuela também foi o único caso que tive que fazer o trabalho remotamente porque já em 2015 não dava para ir pra lá). O segundo pior lugar foi a Argentina, você tem que aumentar muito o preço porque pra mover o dinheiro de lá para o Brasil é uma quantidade absurda de impostos, é muito demorado e toda a operação é feita em Pesos, ou seja, cada dia de atraso é a inflação que come. Entretanto quando o preço é muito alto o cliente não consegue pagar logo a margem de lucro é tão baixa que quase não compensa operar na Argentina. O Brasil tem uma fama terrível entre os países de primeiro mundo que acham um absurdo ter que contratar um brasileiro (famoso despachante) para conseguir andar com a documentação (alvarás, licenças, impostos, etc). Normalmente países com bom ambiente de negócios têm regras claras, estáveis e muita informação disponível de modo que um estrangeiro consiga lidar com a papelada. Muçulmanos são folgados e abusados, pedem coisas ridículas para fechar um contrato, por exemplo, um cliente árabe exigiu que ele e a equipe dele tivessem um treinamento de 3 dias em Paris, com as despesas pagas por nós!
[AMBIENTE DE TRABALHO] Melhor ambiente de trabalho que vi até hoje foi na Europa ocidental, o pessoal trabalha de maneira eficiente e sem a loucura de muitas horas de trabalho que vi nos EUA e na Ásia. Na França e na Noruega por exemplo a cultura workaholic não é bem vista e ficar depois do horário pode significar que você não trabalhou de forma eficiente para terminar no prazo. Em países desenvolvidos o material de trabalho é abundante e acessível e você não precisa ficar mendigando para conseguir um mouse, um segundo monitor, um PC decente ou até um simples grampeador. Na Europa a hierarquia é levada a sério (nos EUA depende muito da empresa), o chefe não é seu colega de trabalho. Na Ásia a hierarquia é levada ao extremo, cada um socializa com alguém do mesmo nível, chefe e subalternos não sentam à mesma mesa no restaurante da empresa e eu era o único a dar "bom dia" pro porteiro que sempre me respondia se curvando sem me olhar. Para os asiáticos cada um faz seu trabalho e acabou, não precisa de "bom dia". No Rio de Janeiro TODOS os dias meu trabalho começava com atraso porque a equipe não chegava, a hora do almoço era de 2h e o pessoal saía mais cedo, no final reclamaram que meu workplan foi muito corrido e não deu tempo de concluir tudo. Na Alemanha TODOS os dias o trabalho começou 9h em ponto com a equipe completa e um dia um engenheiro chegou atrasado, 9:05, ele era mexicano.
[RACISMO] O ser humano tende a ser racista e vai ser sempre assim. O Brasil é (ainda) um oásis neste ponto. Quem fala que o Brasil é racista não sabe o milagre que é termos japoneses, europeus, libaneses, negros, índios e chineses convivendo e se casando sem isso ser um problema, no máximo com piada de mal gosto e preconceito social se o sujeito for pobre. Na Coréia/China/Japão eles consideram indianos e outros asiáticos do sub continente como não civilizados, nem vou comentar o que eles pensam de negros porque isso já foi bastante divulgado. Falando em negros, por mais estranho que possa parecer para alguns, os únicos no mundo que se importam com os negros são os ocidentais. Europa Leste, Ásia, Oriente Médio e os muçulmanos do norte da África estão pouco se lixando para os negros. Os Negros dos EUA são até o momento o grupo mais racista que já tive contato, fiquei alguns dias hospedado em uma vizinhança de negros em Chicago, fui xingado pra caramba na rua um dia e tratado com extrema grosseria várias vezes, até na igreja.
[TURISMO] O melhor lugar que já fiz turismo foi no Sul da França: Pirineus de um lado, Alpes do outro, Côte d'Azur embaixo, campos de lavanda e vinhedos no meio. A França é um país muito focado em turismo, os preços são claros (colocados na porta do restaurante sem nenhuma cobrança extra ou pegadinha), as igrejas não cobram pra entrar e as informações para o turista são claras e abundantes mesmo em lugares afastados. O clima é temperado e qualquer estação do ano você tem algo excelente para fazer (montanha ou praia). Com inglês e espanhol você se vira muito bem e ao contrário dos parisienses o povo é bem receptivo no interior do país. Se não quer ir tão longe um excelente destino é o Chile, dentro da América do Sul é o mais perto que se pode chegar de um país desenvolvido. Dentro do país eu recomendo Ouro Preto, é um lugar excelente e único no mundo.
[SOCIEDADE] Em geral as pessoas são muito parecidas em qualquer lugar do mundo mas se expressam de maneira diferente. Outra coisa que observei é que quem faz o país é o povo, não teve um lugar que eu estive em que o povo não refletisse o país nos mínimos detalhes, quanto mais atrasado o país menos o povo segue regras de trânsito, maior é a malandragem (das ruas e da classe média em ambiente corporativo) e sempre estão tentando tirar vantagem de você já começando no aeroporto. E finalmente : taxista é sempre uma desgraça em qualquer lugar, isso é invariável.
[PANORAMA GERAL] O Brasil é um país médio, longe de ser desenvolvido e longe de ser uma desgraça. O pior do Brasil é, de longe, a violência. Muita gente de muito talento sai do país sem querer voltar por causa da violência. Pobreza e crise econômica a gente tira de letra mas medo de morrer por causa de um celular é uma coisa fudida, seu bem maior é a vida. Por causa da fuga de cérebros para o exterior e para o interior de concursos públicos sem finalidade produtiva eu tenho perspectivas negativas para o futuro do Brasil. Entretanto o Brasil não é um país fudido, as instituições são meio vacalhadas mas em geral funcionam, existe ciência de ponta sendo feita (com muita raça) e existe no país opções de saúde que, apesar de não contemplarem toda a população com a qualidade desejável, ainda consegue fazer o mínimo. Para vocês terem uma perspectiva do que é lugar ruim, em Moçambique eu dei consultoria em uma das maiores estatais do país, reparei que os funcionários (que eram classe média local) faziam fila depois do expediente para encher garrafas de água no filtro. Depois de algumas perguntas descobri que eles estavam sem acesso à água potável. Imaginei que se isso acontecia em Maputo, capital federal que concentra boa parte da riqueza, o que seria a vida nos cantos mais esquecidos do país. Fica para você pensar : não importa aonde você esteja no Brasil, tem alguém no mundo que sonha em viver como você.
Tl;dr: baseado nos países que conheci, fiquei comparando com o Brasil e fazendo análises sem pretensão de estar certo.
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2020.07.10 00:46 HairlessButtcrack O BLM fez-me racista

Não teve nem 10 minutos no outro sub, quiz por aqui para ter outras perspectivas.
Fui criado a tratar todos da mesma maneira e julgar as pessoas ao nível das suas acções. Sempre tive isso como um dos meus pilares morais.
Ao crescer sempre vi pessoas a terem comentários de merda como "há e tal isso são coisas da tua cabeça", "ha e tal nasceu mulato mas tem olhos verdes já viste!?", "(estava a mandar vir com ele) e mandou me à merda", "ela é gira mas é burra e antipática", "não sabe coser nem cozinhar o marido é que faz tudo" entre outros. Estes sempre foram comentários que ou eram parvos para quem tinha a pele mais rija ou ofensivos para os outros. Às vezes acabavam com altercações mas pronto a malta aprendia.
Fui educado com valores católicos, um dos que me foi bem embutido foi "não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti" que para quem tem carro na cidade parece ser algo que nenhum condutor conhece.
"Quem nunca pecou que atire a primeira pedra" ou "não acredites em tudo o que ouves" que até há pouco tempo eram ícones na língua portuguesa mas agora já não. Agora basta ouvir "racista", "homofóbico", "nazi", "neo-", "sexista", "facho", "violador" que tudo o que é razão vai pela janela.
A isso entra um novo problema completamente importado dos Estados Unidos, "ismo sistémico" que não é ismo é um bicho papão que serve para pessoas que não foram educadas como deve de ser poderem ter um bode expiatório para justificar a sua própria incompetência/irresponsabilidade/infantilidade/imaturidade/falta de respeito. Algo que depois é papado pelos parvinhos todos na Internet que apesar de terem toda a informação descoberta pelo ser humano a dois cliques preferem achar que uma opinião anedótica de um gajo no Twitter é representativo do universo.
O meu problema neste momento é especialmente com o racismo, não estou a dizer que não existe quem o disser é obviamente estúpido. Sempre houve, ainda existe e continuará a existir. Agora a prevalência é que é diferente. Se me disserem que Portugal é mais racista que a China ou grande parte dos países em África ou Rússia ou Japão vou vos dar um estalo.
(Os exemplos seguintes são dos Estados Unidos) Não interessa que a maior causa de violência a negros sejam outros negros, não interessa que a maior causa de morte de negros sejam outros negros, não interessa que os brancos sejam os mais mortos pela polícia, não interessa que em países em que ter arma (us, México e Guatemala) é um direito constitucional hajam mais mortos pela polícia, não interessa que isto seja um problema maioritariamente americano. Não interessa que quando os navegadores chegaram a África para trocar bens foram lhes dados escravos em troca. Não interessa que países como Israel, Arábia Saudita, Rússia, China não recebam refugiados. "O homem branco é racista"
Mas isto não é exclusivo do racismo, sexismo também é outro bom exemplo. Não interessa que no ocidente as mulheres (tendo em conta todas as variáveis especialmente mesma educação, experiência, propensão a risco, e horas de trabalho) recebem ligeiramente mais que o homem, como saem do emprego para formar famílias (daí o wage gap), também não interessa que em Portugal as mulheres fiquem com a custódia dos filhos 95% das vezes ou que iniciem ≈80% dos divórcios, ou que a violência doméstica tenha taxas semelhantes entre homens e mulheres. "O homem é machista"
Mas se vens com justificações ou ousas sequer em rejeitar tais ideais progressistas és "-ista" Obviamente
Estou a dizer que estes problemas não existem ou não possam existir!? NÃO FODASSE ÓBVIO QUE NÃO. Estou a dizer que não são prevalentes? Estou. Dizer que é um bicho papão que está tão entranhado na "cultura branca" é pedir um convite a fazer como alguns dos escravos libertados nos EUA fizeram quando voltaram para África que acabaram por ser mais discriminados do que eram lá apesar de serem da mesma cor.
A Europa é o sítio menos racista no mundo se acham que é racista e sexista ponham-se no caralho experimentem o Sudão do Sul ou o Irão estão os dois bons nesta altura do ano. Eu obviamente pela minha narrativa e maneira de tratar pessoas segundo as suas acções sou racista e de certeza que não vou mudar. Se és um humano de merda és um humano de merda dá me igual que sejas "preto, monhé, kike, chinoca, cigano, paneleiro, gaja ou travesti" estou me a cagar. Assim que fazes algo que não é socialmente aceitável e até que tentes emendar ou mudar és inferior a mim e à média nacional, ponto.
Isto leva me a falar sobre a importância de uma sociedade homogénea, vocês não têm a noção de como ter uma sociedade assim é importante. A religião até à pouco tempo era quem mantia essa uniformidade em Portugal. O momento que se começa a apontar diferenças é o momento que as sociedades se dividem. Não é por nada que assim que Espanha permite cada região falar a sua própria língua que começam os movimentos separatistas. Não é por nada que o divide et impera é a estratégia militar mais bem sucedida de todos os tempos e uma que a Rússia usa desde a guerra fria(1983) e que tem usado (tanto como a China) para criar divisões nos Estados Unidos e vindo a verter para cá pelas redes sociais.
Eu acho e entendo que quando há problemas se devem falar neles contudo sou contra alimentar narrativas que se dizem prevalentes mas quando vamos a ver acontecem pontualmente. Tal como "os videojogos fazem as crianças matar pessoas" vamos ver os números... Correlação 0. Correlação com acesso a armas fraco. Correlação com passarem na televisão é grande.
Isto de alimentar narrativas de victimização e narrativas de extrema esquerda vai dar merda mais tarde ou mais cedo. Já estamos a ver partidos de direita e extrema direita a aparecer por todo o lado. O pnr a ganhar mais força e o Chega a ter o maior crescimento que algum partido alguma vez teve na história de Portugal. Continuem a dizer que são vítimas de ismos e a dizer que os outros são nazis continuem. Continuem a achar que a comunidade cigana não cria problemas e Leirosa há de se tornar num Panamá do Sul.
Sempre vi a cor de pele do outro como alguém vê a cor do cabelo ou cor dos olhos nunca registei sequer até ser chamado à atenção, hoje é a primeira coisa que noto continuo com a minha moral de tratar com respeito quem assim o merece mas irrita-me solenemente já não conseguir ver a cor de pele como a cor dos olhos.
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2020.06.29 12:17 AntonioMachado [2015] Domenico Losurdo - A Luta de Classes Explica o Mundo

Entrevista: https://www.marxists.org/portugues/losurdo/2015/06/12.htm
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2020.06.27 15:10 AntonioMachado [2005] Domenico Losurdo - Marx, a tradição liberal e a construção histórica do conceito universal de homem

Artigo: http://www4.pucsp.bneils/downloads/v13_14_losurdo.pdf
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2020.05.22 14:55 diplohora EUA/USAXURSS e a guerra fria

EUA/USAXURSS e a guerra fria

https://preview.redd.it/bddnn4a2db051.jpg?width=640&format=pjpg&auto=webp&s=52663d25573c1efff47e4d61c073ea464cdad01f
A segunda metade da década de 1940 marcou o início da #GuerraFria entre os #EstadosUnidos 🇺🇸 e a #UniãoSoviética ☭. O reconhecimento da existência de interesses antagônicos e irreconciliáveis entre os #EUA e a #URSS balizou a adoção de políticas norte-americanas voltadas a conter o expansionismo soviético🛑, simbolizadas na “doutrina Truman”, formulada em 1947. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Com a criação do Plano Marshall💰 (inicialmente proposto em 1947 e aprovado no Congresso norte-americano em 1948) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (#OTAN, 1949), o governo norte-americano visou, respectivamente, a apoiar a reconstrução econômica europeia📈 e a estabelecer uma aliança defensiva permanente🛡, para fazer frente a possíveis investidas soviéticas nos países da Europa ocidental. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #CACD #CACD2019 #cacdista #cacdistas #politicainternacional #políticainternacional #PI #diplomacia #politicaexterna #políticaexterna #IRBr #relacoesinternacionais #relaçõesinternacionais #relaçoesinternacionais #diplomata #Cespe #Cebraspe #concurso #study #studygram #estudar #atualidades #Itamaraty #HistóriaMundial
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2020.05.05 11:54 ThorDansLaCroix Minha perspectiva em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.05.05 11:38 ThorDansLaCroix Meu ponto de vista em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.04.22 10:47 DIOgenes_123 Ruim sem guerra, pior com ela

Independentemente de se considerar a China capitalista ou socialista, o fato é que ela incomoda bastante os países capitalistas centrais.
Enquanto ela produzia manufaturas baratas, era um país aceitável. Mas quando os chineses ousaram competir em indústrias de ponta e se aliar a outros países emergentes com projetos soberanos, então a China se tornou um problema para o Ocidente.
Agora, acarretará este conflito em guerra? O fato da China ter ogivas nucleares tornam uma guerra convencional muito improvável. Além disso, o regime possui amplo apoio da população, e seu exército é de ponta.
Guerras híbridas, por outro lado, já são a norma na geopolítica atual, mesmo entre países “aliados”: já está comprovado que a inteligência americana espionou países europeus na área industrial e governamental.
Quando a França se opôs levemente à guerra contra o Iraque, os EUA já iniciaram uma campanha de difamação. A Rússia de Yeltsin era um aliado, já a de Putin, inimigo dos EUA (embora as nações europeias continuem a comprar o gás russo, ignorando a opção mais cara norte-americana). Vários “aliados americanos” continuam a instalar Torres de 5G da Huawei, e a Europa não seguiu os EUA quando este decidiu rasgar o acordo nuclear iraniano. O Ocidente nunca foi um monólito, pois as burguesias nacionais continuam a tomar vantagens de seus estados contra eventuais competidores externos.
Portanto, como parar a ascensão chinesa? Resposta: é impossível. Duas guerras mundiais não impediram que a Alemanha se tornasse a maior potência europeia. Seja em 5 ou 50 anos, burguês ou socialista, a China está fadada ao sucesso econômico.
Em verdade, um conflito aberto contra a China, mesmo que não-militar, levaria à necessidade de forjar alianças mais igualitárias com nações subdesenvolvidas asiáticas ao redor da China, como Índia ou o Sudeste Asiático, acelerando a formação de novas burguesias competidoras.
Assim, seria melhor ao Ocidente fazer uma “partilha” do mundo com a burguesia chinesa, como eventualmente foi preciso fazer com os alemães ou os japoneses. Porém, a Nova Rota da Seda, com seus planos de investimento em infraestrutura sem exigências de políticas econômicas neoliberais, assim como o apoio chinês a Cuba e Venezuela, demonstram certo desinteresse do governo chinês em se tornar uma nova potência neocolonial ao estilo Ocidental.
Mundo Multipolar? Com a eventual ascensão das burguesias de países asiáticos como Índia, Indonésia, Malásia, Irã, etc, mais correto seria dizer que estamos a caminho de um Mundo Multimperial!
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2020.04.21 14:21 escrevisaicorrendo Não há nada que possamos fazer para impedir o declínio do mundo democrático liberal

É um argumento que estou pensando há alguns dias, o mundo ocidental em que vivemos hoje está com os dias contados, por conta de alguns fatores:
Mas o pior de tudo é que o ocidente toma uma posição passiva quanto aos problemas que enfrenta. Ao invés de tentar impedilos todos ficam com medo de serem chamados de racistas ou xenofóbicos. No caso da Turquia onde ela sempre invade os espaço aéreo da Grécia e fica ameaçando a Europa com novas ondas de imigrantes os europeus só rebatem com palavras, nenhuma ação é tomada. Ou então, as ações do Trump contra a China só fizeram ela ficar mais forte, como por exemplo a saída do Trans-Pacific Partnership onde a China apenas tomou a posição deles.
Na minha opinião é um trem sem volta. O mundo democrático liberal tá com os dias contados.
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2020.04.11 01:26 DivinaNunato Pandemia revela que mundo pós-ocidental já chegou

Historicamente, momentos de grande instabilidade geopolítica ― como guerras ou profundas crises econômicas ― costumam marcar o fim ou o início de uma época. Não necessariamente pela crise em si, mas por seu poder de revelar novas realidades que, em momentos de paz e estabilidade, não estavam facilmente visíveis. É quando se percebe, de maneira repentina, que arranjos antigos e modos de convivência articulados décadas antes se tornaram obsoletos.
Em 1898, por exemplo, a vitória dos Estados Unidos na guerra contra a Espanha em Cuba e nas Filipinas levou à perda das possessões espanholas nas Américas e no Pacífico ― mais importante do que isso, porém, o evento revelou algo que muitos analistas já sentiam, mas que não havia se manifestado tão claramente: os Estados Unidos, naquela época ainda com poder bélico limitado, estavam no processo de se tornar uma potência global. Ficou óbvio que os países europeus, a maioria dos quais tinha dado apoio diplomático à Espanha até o início das hostilidades, já não tinham como deter Washington.
Outro exemplo é a Crise de Suez em 1956, quando a atuação decisiva dos EUA revelou que a Europa já não controlava eventos no Oriente Médio. Enquanto Londres ainda se via como grande potência até então, eventos no Egito mostraram ao mundo que só havia duas potências globais ― os EUA e a União Soviética. Depois de Suez, nem os políticos mais patrióticos em Londres e Paris tinham como negar a dura realidade de que os europeus teriam de se contentar com seu status de potência de segunda classe.
Foi a crise financeira de 2008 que revelou que, embora os EUA ainda liderassem o mundo, o país já não tinha capacidade de resolver sozinho a maior instabilidade econômica desde a Segunda Guerra Mundial. O arranjo antigo, simbolizado pelo G7 ― grupo de cinco países europeus mais ricos, além dos EUA e do Japão ― cujos líderes até então tinham se reunido periodicamente para gerir a economia global, já não servia mais. Os BRICS, sobretudo a China, lideraram a resposta à crise, aumentaram suas contribuições financeiras ao FMI e os encontros anuais do G20 tornaram-se a principal plataforma para discutir o futuro da economia global.
O relativo declínio dos EUA no tabuleiro global, desde então, tornou-se visível em diversos momentos. Em 2014, o Governo Obama foi incapaz de ganhar o apoio da comunidade internacional em sua tentativa de isolar o Governo Putin depois da invasão e anexação russa da Crimeia ― algo que a Rússia dificilmente teria ousado fazer dez anos antes. Na sangrenta guerra na Síria, que produziu a maior crise migratória em décadas e desestabilizou a Europa, Washington nunca chegou a controlar eventos. Com a chegada de Trump, cuja eleição foi muito mais reflexo do que causa da erosão da hegemonia americana, os EUA retiraram-se dos três principais debates globais da atualidade: a liberalização do comércio, a crise migratória e a mudança global do clima. Mais recentemente, Trump fracassou no que talvez seja o maior legado da sua presidência: foi incapaz de demover a maioria dos seus principais aliados, entre eles o Reino Unido, de excluir a empresa chinesa Huawei da construção da rede de telecomunicação 5G, que dará um enorme poder à China na economia do século 21.
A resposta confusa e incoerente do Governo americano ao novo coronavírus ― que Micah Zenko, especialista de segurança internacional, chamou de “maior falha de inteligência na história dos EUA”, mostra que Washington não está preparada para assumir a liderança global na maior crise que a humanidade enfrenta atualmente. Em artigo intitulado The Death of American Competence, o professor de Harvard Stephen Walt escreveu recentemente que “a reputação de expertise de Washington tem sido uma das suas principais fontes de poder. O coronavírus provavelmente acaba com isso de maneira irreversível.” Pior, acumulam-se relatos de que o Governo americano está confiscando encomendas de máscaras e ventiladores chineses feitos por países aliados, entre eles a Alemanha e a França.
É provável que o Governo chinês não tenha compartilhado todas as informações sobre o número de vítimas no início da pandemia. Não se sustenta, porém, o discurso vitimista e conspiratório de Trump de que a China seja responsável pela resposta incoerente dos EUA. Afinal, tanto a Alemanha quanto a Coreia do Sul conseguiram, com informações publicamente disponíveis, articular estratégias muito mais eficazes do que Washington.
O fracasso retumbante dos EUA na resposta à pandemia tem um grande impacto para seu papel no mundo porque países não apenas se tornam grandes potências pelo poder militar que acumulam, mas também por sua capacidade de resolver problemas internacionais e prover bens públicos globais ― fundamentais para que sua liderança seja vista como legítima pela comunidade internacional. Consciente das limitações que seu sistema político autoritário impõe na tentativa de acumular soft power, o Governo de Pequim tem buscado prover cada vez mais bens públicos, como, por exemplo, enviando mais soldados para missões de paz da ONU do todos os outros membros permanentes do Conselho de Segurança juntos; tornando-se principal investidor e parceiro comercial na maioria dos países em desenvolvimento; e convertendo-se em maior investidor em tecnologia sustentável do mundo. A decisão de Pequim de doar equipamento médico a países ao redor do mundo, bem como sua capacidade de aumentar a produção de máscaras e ventiladores em meio à pandemia, é prova da ambição chinesa de preencher o vácuo de poder global deixado por Washington. Não parece haver dúvida de que será Pequim, e não os EUA, a principal fonte de financiamento para ajudar outros países a superar a recessão global que virá.
Levará anos para se poder avaliar as consequências geopolíticas da pandemia. Muito, porém, indica que ela será lembrada por historiadores como um “momento Suez” para os Estados Unidos ― revelando, de maneira inegável, que a comunidade internacional já não olha para Washington para resolver seus problemas mais urgentes. Além de acelerar o fim da liderança americana, a atual crise o revela de maneira mais nítida, tornando urgente o debate sobre como se adaptar ao mundo pós-ocidental.
Oliver Stuenkel é professor-adjunto de relações internacionais da FGV-SP
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2020.04.03 06:39 meucat Estou achando que a China colocou o Tedros na OMS pensando no longo prazo: converter todo o ocidente num imensa favela de mendigos vivendo das migalhas do governo

Lembremos que o chefão da OMS não é médico, mas por alguma mandrakagem da China chegou ao máximo cargo para cuidar da saúde do planeta.
O homem é marxista, foi ministro de um regime comunista na Etiópia, e como bem disse o Tucker no seu programa, elogiou desde o inicio o tratamento da China ao coronavírus, parecendo "como se" ele queria que o vírus se espalhe no ocidente, enquanto falava bem do regime socialista chinês por seu poder de controlar a epidemia , dando a entender que o regime chinês é superior ao ocidental.
O gozado é que o resto da China (que tem 1.4 BI de habitantes, tirando os 50 MI de Whuan sobram 1.35 BI) estes 1.35 não se contaminaram (eles somam mais que a população junta de todo o mundo ocidental).
Misteriosamente o vírus não chegou a Beijing , Shangai e outras cidades importantes da China, mas chegou imediatamente na Itália, Espanha e outros países que ficam 20 vezes mais longe.
Agora todo mundo tanto na Europa, USA , Brasil, Argentina (bom, este nem precisa de virus), o pessoal está passando a viver da esmola do governo. Todo mundo a fazer imensas filas pera pegar um toquinho de grana que sabemos não vai dar nem para o café da manha, e todo mundo sem trabalhar, sem produzir e tentando driblar o destino de qualquer jeito, sem esperança, e-x-a-t-a-m-e-n-t-e como acontece na Venezuela.
Veja o programa do Tucker na FOX
https://www.youtube.com/watch?v=ETmjEx8ctU0
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2020.04.02 01:03 capybaranaranja Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
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2020.03.05 20:52 Emile-Principe Jones Manuel - os revolucionários e a questão da violência

Jones Manuel - os revolucionários e a questão da violência
https://www.youtube.com/watch?v=d6kdHZqd0uc&t=4s
Salve galera. O tema do vídeo de hoje e “Os Revolucionarios e a questão da violência”: quem realmente defende a paz? Ano passado Gregório Duvivier no seu programa Greg News fez um vídeo falando que os revolucionários como Lenin eram militaristas, a favor da violência, ao contrário dos social-democratas. Esses sim Democráticos e Defensores da Paz. E muito comum ouvir nos discursos da direita e de certa esquerda liberal e moderada que os revolucionários, em especial os anarquistas e os Comunistas são Defensores da violência, do sangue e que eles gostam de ver morte. Mas é verdade realmente? Os revolucionários eles são Defensores da violência? Eles têm fetiche pela violência? A história real não é assim! Antes de entrar propriamente em uma análise histórica, e importante algumas considerações teóricas: os revolucionários - especialmente os marxistas - consideram que a violência é um dado estrutural do sistema capitalista. O capitalismo como um sistema sócioeconômico que funciona oprimindo e explorando a imensa maioria da população, precisa da violência para se reproduzir. Então não é coincidência que em todos os países capitalistas do mundo as principais vítimas da violência policial e do sistema penal e carcerário sejam pessoas pobres oriundas da classe trabalhadora. Também não é coincidência que todas as vezes que existe uma rebelião Popular, uma tentativa de revolução, ou até uma série de Protestos massivos, a resposta do Estado burguês é repressão repressão e mais repressão. O que os marxistas perceberam foi que a violência é um dado da realidade gostemos dela ou não. O capitalismo ele não funciona sem uma violência sistemática contra os de baixo. Evidentemente que em alguns países o uso cotidiano da violência é maior do que em outros. Em países de Capitalismo dependente como o Brasil, a violência no cotidiano da classe trabalhadora é muito maior do que em países de Capitalismo Central. Como por exemplo se você for comparar os índices de letalidade policial Eles são muito maiores no Brasil do que na Inglaterra. Só que essas diferenças, embora importantes, são explicadas não porque o capitalismo na Europa é mais democratic, mais humano, mas sim porque ali é um dos centros mundiais do capitalism, e a riqueza extraída de toda a periferia do capitalismo possibilita um nível de distribuição de renda um pouco melhor, e as contradições e os conflitos de classe tendem a tomar um caráter menos Agudo. Mas até isso na própria Europa já está mudando. Não é mais uma realidade então atual, até porque não existe mais estado de bem-estar social na Europa: ele já foi quase que todo destruído.
Outra questão muito importante é que os teóricos da burguesia, os ideologos do capitalismo tendem a subestimar o papel da violência na reprodução desse sistema e não so pensadores burgueses, até criticos de esquerda acabam caindo nessa ilusão. Por exemplo, a partir dos anos 60 se tornou uma moda na Europa ocidental a partir de certa leitura bastante equivocada de Gramsci, dizer que a dominação de classes no capitalismo desenvolvido não se dava mais com uso da força, mas sim pela hegemonia, pelo convencimento. Então escolas, igrejas, partidos politicos, meios de mídia, seriam o principal instrumento de dominação da classe dominante. Michel Foucault passou a falar de uma microfísica do Poder: uma sociedade com instituições carcerárias capilares: tanto a escola com uma clínica psiquiátrica, seria uma instituição carcerária em uma análise descendente do poder: ou seja uma compreensão do Poder de baixo para cima. O estado burguês com seu sistema de Justiça Criminal, forças Armadas e aparelhos repressivos da maneira geral não seria o centro estratégico de exercício do Poder, mas sim essas micro relações de poderes conferidos por toda a sociedade. Ainda na França Pierre Bourdier começou a falar de um poder simbolico, que esse sim seria o verdadeiro centro da crítica A Dominação. Fora de um campo de esquerda, Habermas e Hannah Arendt passaram a falar que a política não tem violência. A política é uma esfera de consenso e de diálogo intersubjetivo entre as partes, e se tem violência não é política. A violência seria por definição A negação da dimensão política da vida humana.
Isso tudo e Muito bonito. E ótimo para vender livros, para produzir filmes, para ganhar uma bolsa de produtividade da “Capes, CNPQ” (institutos de pesquiza), mas no mundo real o capitalismo nunca vai dispensar a violência, Especialmente na periferia do sistema. O que os revolucionários compreenderam é que além da violência ser um dado estrutural orgânico do capitalism, não existe em um exemplo na história da humanidade em que uma classe dominante aceitou perder seu poder, Sua riqueza e seu prestígio de forma pacífica, sem a mais brutal reação violenta contra o movimento emancipatório dos de baixo. Aliás a própria América Latina nos dá centenas de exemplos disso: os ciclos de golpes, ditaduras empresariais militares em nosso continente, não foram em sua maioria contra projetos políticos revolucionários. Foram contra projetos reformistas muito moderados: um exemplo disso é o golpe Empresarial militar no Brasil de 1964: o governo João Goulart não era um governo comunista, um governo revolucionário. João Goulart era um político nacionalista que defendeu uma reforma agrarian, reforma bancária, acabar com analfabetismo, saúde e coisas do tipo. Um projeto tão moderado como esse, foi encarado pela classe dominante brasileira e pelo imperialismo estadunidense como algo inaceitavel, e o resultado todos nós sabemos.
Então não adianta idealizer. A classe dominante nunca vai entregar seu poder sem uma reação violentissima, e a violência é um dado estrutural do capitalism. Isso não significa evidentemente que a dominação de classe se dá apenas pela repressão. Como mostrou Antônio Gramisci - e essa e sua contribuição real - a dominação exercida pela classe burguesa se dá em uma combinação complexa e estratégica entre coercao e consenso: convencimento e repressão. Os aparelhos ideológicos da classe dominante atuam para legitimar a violência da burguesia, e Esses aparelhos repressivos da burguesia garantem que os aparelhos ideológicos da classe dominada - dos trabalhadores - sejam reprimidos, combatidos para que a ideologia burguesa seja egemônica no seio da sociedade. Então repressão e convencimento atuam de maneira organica, combinada na ordem burguesa. Isso não significa porém, que a repressão tenha perdido importância nas formas atuais de dominação do capitalismo. Muito pelo contrário: para ter um simples exemplo disso, na França que é mostrada por muitos como um exemplo de país democratic, de país civilizado, quando começou o protesto dos chamados coletes amarelos, o governo Macron em um mês prendeu mais de mil manifestantes, e a França protagonizou cenas de violência brutal da polícia contra os manifestantes. Basta acontecer alguma crise política, levante popular ou tentativa de revolução que a resposta da burguesia vai ser sempre um mar de sangue e de brutalidade.
Do ponto de vista histórico os comunistas sempre foram Defensores da Paz. Na época do movimento operário social-democrata, no período da segunda internacional, enquanto os revolucionarios como Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Lenin, Trotsky eram contra a política Colonial dos Estados capitalistas em África e em Ásia, os reformistas eram a favor. Então Eduardo Bernstein, por exemplo, defendeu o colonialismo do Estado alemão em África, e dizia que era legítimo: que o Estado alemão estava buscando seus interesses. A revolucionária Rosa Luxemburgo sempre foi contra a política colonial e defendeu os povos de África contra a ganância do estado dos monopólios na Alemanha. Na primeira guerra mundial enquanto os reformistas foram totalmente a favor da guerra e se dedicaram a chamar os trabalhadores para matar os Trabalhadores de outros países, os evolucionários foram totalmente contra a Guerra. Lenin, Rosa Luxemburgo, Trotsky, Stalin e tantos outros chamados de violentos, de repressivos Foram contra a primeira guerra mundial: denunciaram a guerra como uma guerra inter-imperialista que visava a conquista colonial do mundo. Ao final da segunda guerra mundial os grande movimentos que passaram para a história em defesa da Paz e contra as guerras, foram protagonizados pelos comunistas: movimento contra a guerra da Coreia, contra a agressão do colonialismo francês na Argélia, movimento contra a guerra no Vietnã e uma série de campanhas mundiais pela paz tiveram uma participação fundamental nos comunistas. Aliás por falar em comunistas enquanto os partidos social-democratas da Europa, ou apoiaram diretamente ou fingiram que não viram a política do imperialismo estadunidense de promoção de golpes de estado na América Latina, Os Comunistas não so eram os principais perseguidos por essas ditaduras militares como tiveram um papel fundamental no processo de volta da Democracia burguesa. Na história real do século 20 - Essa era dos extremos, Como dizia o saudoso Historiador Eric Hobsbawn - os social-democratas não eram a favor da Paz. Eles defendiam evidentemente a democracia burguesa no seu país, mas eram totalmente entusiastas da política colonial e da política de guerra do imperialismo em toda a periferia do sistema capitalista. O historiador e filósofo italiano Domenico Losurdo criou até um conceito para tratar dessa realidade: ele chamou essa esquerda de esquerda Imperial: ou seja, era uma esquerda que na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canadá e vários outros países defende uma política democrática e de paz, mas apoiam o seu estado burguês e os seus monopólios capitalistas na exploração no saque, na repressão de toda a periferia do sistema, e obtem beneficios desses super-lucros que os seus paises – enquanto paises centrais do capitalismo – conseguem obter. De forma que, na historia real do capitalism, onde existiu um movimento forte pela paz, esse movimento foi protagonizado ou no mínimo tinha uma intensa participação dos comunistas.
Nós não temos nenhum tipo de fetiche pela violência. Rosa Luxemburgo, Lenin e vários outros revolucionários criticaram abertamente os terroristas. Na Rússia por exemplo existe uma cultura política muito forte de terrorismo de esquerda: intelectuais que compreenderam que grandes atos Como matar um primeiro-ministro iria despertar as massas para luta. Lenin sempre combateu esse tipo de concepção, e defendeu que o terrorismo não tem nenhum tipo de capacidade mobilizadora, e muito mais importante do que mataram o primeiro-ministro é conseguir organizar e educar politicamente a classe operária para compreender que dentro do capitalism, dentro dessa forma de estado burguês ela não conseguiria alcançar os seus objetivos fundamentais. A defesa dos comunistas da violência revolucionária é uma defesa fundamentada numa compreensão crítica e real do que e a dinâmica do capitalism, mas que não está faltando nenhum tipo de fetiche da violência ou sede de sangue. Dois exemplos para terminar são suficientes para ilustrar isso: durante a segunda guerra mundial o exército japonês era famoso por sua brutalidade: era um exército que não fazia prisioneiros: todas as vezes que conseguiram conquistar uma região da China, eles matavam todo mundo e antes de matar as mulheres faziam rodadas de estupros coletivos. Já as forças de resistência Nacional da China, dirigidas pelo partido comunista não apenas não matavam os prisioneiros de guerra japoneses, como faziam um trabalho de educação política com eles: faziam agitação e propaganda contra a guerra imperialista: contra O Extermínio entre os membros da classe trabalhadora. Muito desses prisioneiros eram soltos, voltavam para o exército japonês e continuavam reproduzindo a propaganda anti-Guerra ao ponto que a partir de 1944 o exército japonês começou a fuzilar todos os soldados que foram presos pelo exército chinês e depois de liberados, pois segundo o auto commando military do japao, os comunistas são muito perigosos e qualquer pessoa que tenha contato com eles, está contaminada pela ideologia do pacifismo. Outro exemplo muito importante é a demonizada república democrática popular da Coreia: Coreia do Norte. E dito que esse país é um país militarista, violento, que promove a Guerra. Na realidade a milenar nação coreana Foi dividida em duas pelo imperialismo estadunidense em uma guerra que matou mais de 2 milhões de coreanos. Depois que foi assinado o armistício - como uma especie de pausa na Guerra - os Estados Unidos mantêm - dos anos 50 até hoje - mais de 30 mil soldados divididos entre o Japão e a Coreia do Sul apontados para Coreia do Norte - inclusive armas nucleares nessa região - e ameaça constantemente o país com uma nova guerra de destruição neocolonial. A Coreia do Norte conseguiu desenvolver um importante poder bélico, se amar, inclusive desenvolver armas nucleares, e é graças ao fato de a Coreia possuir armas nucleares e um poderoso exército que até hoje não aconteceu uma nova guerra na região. A capacidade de armamento da economia norte-coreana, fruto principalmente da sua economia planificada, garante a paz na região. Exemplos significativo disso é a Líbia quando era governada por Gaddafi. Gaddafi tinha um projeto da bomba atômica da Líbia. Por pressao do imperialismo Caddafu desistiu desse projeto. Pouco tempo depois estáva a OTAM invadindo a Líbia, destruindo o país que tinha o maior IDH (Indice de desenvolvimento humano) da África, deixando o país em um mar de sangue e caos como está até hoje.
O militarismo na Coreia do Norte é fundamental para a paz, até porque a questão da Paz e da Guerra não deve ser entendido de forma mecânica, mas de forma de dialetica. No mundo dominado pelo imperialism, se armar é uma garantia de paz dos povos que lutam por sua emancipação. O imperialismo só entende a linguagem da força. “E se quer garantir-se a paz, prepare-se para a Guerra.” Como muito bem disse Plínio de Arruda Sampaio (ex-membro do Partido Socialismo e liberdade, PSOL) na Saudosa campanha presidencial de 2010 (Brasil), ninguém deveria ter armas atômicas, mas se os Estados Unidos tem armas atômicas, se Israel tem armas atômicas, outros povos em sua defesa também tem direito de ter. Em síntese os revolucionários não são violentos sedentos de sangue, promotores da violência. Nós somos contra as guerras imperialistas, as invasões neocoloniais; somos linha de frente no Combate à violência cotidiana do Estado burguês contra a classe trabalhadora, mas não idealizamos as condições da dominação de classes no capitalism. Compreendemos que a violência é um dado estrutural do sistema capitalista que a classe dominante - Especialmente na periferia do capitalism - nunca vai entregar seu poder em forma pacífica e que a violência revolucionária dos trabalhadores e suas organizações é uma necessidade histórica intransponível na conquista do poder político pelos trabalhadores e da construção do novo mundo: o mundo socialista! Aliado a isso, compreendemos que as experiências de transição socialista necessitam criar um forte aparato de defesa para se proteger de todos e cada um dos ataques do imperialism. Ao contrário do pensa Gregorio Duvivier e vários teóricos e líderes politicos, defender um pacifismo abstrato não vai fazer com que a violencia real deixe de existir.
https://preview.redd.it/xxmf45gdswk41.jpg?width=300&format=pjpg&auto=webp&s=25ecc3cf7acde9ed6fc0854830106c169ab3b95b
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2020.02.12 18:24 arroteileis Os países europeu são ricos por causa do colonialismo?

Os países europeu são ricos por causa do colonialismo?
Via Facebook/economiamainstrem:
" Você possivelmente já ouviu na escola que a Europa enriqueceu porque colonizou o resto do mundo. Para além da simples razoabilidade (ou não) da narrativa, cabe a pergunta quando estamos tratando de ciência: qual teria sido o mecanismo de ação? Em economia não basta afirmar que A aconteceu e B também, para então dizer que A causou B; é necessário explicar o que aconteceu, como aconteceu, e testar a força da proposição empiricamente. Como até hoje não foi fornecida uma resposta convincente para essa pergunta, a crença de que o colonialismo tenha sido fundamental ao desenvolvimento europeu não é majoritariamente aceita na academia de economia. Por algum motivo curioso, o que acontece na academia de economia parece não chegar à academia de história, e narrativas minoritárias continuam sendo propagadas por aí como se tivessem bastante prestígio.
A hipótese mais vulgar para sustentar a tese do colonialismo como propulsor do desenvolvimento é de que as metrópoles "extraíram riquezas" das colônias, e por isso enriqueceram. Mas até onde a gente sabe, este mecanismo não seria capaz de gerar crescimento econômico sustentado, que é sempre caracterizado pelo aumento da produtividade do trabalho, apenas um festival de consumo financiado com importações. O roteiro seria mais ou menos esse descrito por David Hume no século XVIII:
  1. O fluxo de metais da colônia para a metrópole inflaria preços e salários na metrópole devido ao aumento da liquidez;
  2. preços e salários mais altos tornariam os importados mais vantajosos;
  3. cresceriam as importações;
  4. na medida em que importassem mais, o déficit comercial da metrópole com outros países começaria a crescer até que ele se igualasse à entrada de metais advindos das colônias.
Estes metais poderiam ser extraídos diretamente das colônias ou ser um pedaço da renda tributada e enviada para a metrópole. Convenhamos que a extração de renda até tornaria a vida dos colonizadores temporariamente mais confortável, mas a farra só duraria enquanto a extração continuasse, sem acréscimo interno da produtividade. Foi precisamente o que aconteceu com Espanha e Portugal em seus ciclos coloniais do ouro.
Uma hipótese mais sofisticada, levantada por teóricos da dependência, como Eric Hobsbawm e Immanuel Wallerstein, é de que os privilégios de comércio das companhias colonias geravam lucros de monopólio nas metrópoles, e como a propensão a poupar a partir dos lucros é maior do que a partir dos salários, a poupança nos países colonizadores crescia e o investimento também. O investimento mais alto, por sua vez, geraria mais acúmulo de capital, e consequentemente mais crescimento econômico às custas dos colonizados. Só que esta visão foi severamente enfraquecida na academia em dois grandes golpes:
  1. O modelo de crescimento de Robert Solow, que rendeu um nobel ao autor e está presente em qualquer manual de macroeconomia ou crescimento econômico, sugere que a única fonte de crescimento de longo prazo é o aumento da produtividade total dos fatores (PTF). A PTF é basicamente um componente relacionado à capacidade de um país, região ou firma, de combinar mais ou menos eficientemente os insumos de produção. Os países crescem porque conseguem usar a mesma quantidade de gente, com os mesmos bens de capital, para produzir cada vez mais, e não porque acumulam indefinidamente mais capital. No modelo Solow, um aumento na taxa de poupança até gera crescimento econômico, mas temporário, devido aos retornos marginais decrescentes do capital. Este arcabouço teórico nos faz crer que um aumento na taxa de investimento na metrópole até aumentaria o nível de renda dos colonizadores às custas dos colonizados, mas não a taxa de crescimento; sendo, desta forma, completamente insuficiente para explicar a enorme divergência de renda verificada desde a revolução industrial.
  2. O famoso artigo de Patrick O'Brien na década de 80, "European economic development: the contribution of the periphery" (1982), mostrou, utilizando dados relacionados ao comércio dos capitalistas envolvidos em comércio com países periféricos, que o comércio colonial foi pouco significativo para explicar a taxa de formação de capital na metrópole. O artigo termina com o célebre trecho:
"Except for a restricted range of examples, growth, stagnation, and decay everywhere in Western Europe can be explained mainly by reference to endogeneous forces. The "world economy", such as it was, hardly impinged. If these speculations are correct, then for the economic growth of the core, the periphery was peripheral."
Assim, a teoria da dependência caiu em descrédito. Uma explicação alternativa poderia se amparar na literatura moderna sobre crescimento tecnológico endógeno, que rendeu nobel a Paul Romer ano passado. No modelo de Romer, um aumento na taxa de poupança que derrube a taxa de juro pode estimular inovações ao tornar vantajoso investimentos em P&D cuja taxa interna de retorno sejam mais baixas. Assim o aumento da inovação geraria aceleração da PTF, proporcionando crescimento econômico sustentado. Acontece que esta seria uma explicação completamente anacrônica e pouco crível. Grandes departamentos de pesquisa e desenvolvimento são instituições que se consolidaram no século XX, e não no período colonial, tampouco durante as primeiras revoluções industriais. As grandes inovações até o século XX, que abarcam agricultura, indústria têxtil, energia a vapor, eletricidade e outros, foram tocadas por indivíduos imaginativos, e não por ambiciosos projetos corporativos, potencialmente sensíveis à taxa de juro. Ninguém realmente crê que a máquina a vapor foi inventada no Reino Unido e não na França porque a taxa de juro britânica era mais baixa, né? Faz muito mais sentido associar o boom de inovação neste período à mudança no ambiente institucional nos países, e é exatamente o que o mainstream na área tem como estado da arte em teoria do crescimento econômico hoje em dia.
Autores como Douglass North, nobel por seu trabalho fantástico em história econômica e crescimento econômico, demostraram que instituições como parlamento forte, limitações aos poderes do executivo, judiciário independente e outros, conferiam maior estabilidade das regras do jogo. Outras instituições, como direitos de propriedade e patentes, permitiam que os indivíduos internalizassem os benefícios de suas atividades. Todas estas coisas, em conjunto, representaram uma revolução institucional encabeçada pela Inglaterra, as quais criaram incentivos contínuos para a inovação e para o direcionamento permanente dos insumos de produção em seus usos mais eficientes. Para a visão academicamente dominante na economia hoje, a mudança institucional foi a grande fonte do enriquecimento ocidental, e não o colonialismo. Trabalhos clássicos na área são "The rise of the western world" (1973), "How the west grew rich: the economic transformation of the industrial world" (1986) e "Institutions, institutional change and economic performance" (1990).
Dentro da perspectiva mainstream, a colonização é mais encarada como efeito do que como causa do enriquecimento dos países europeus. O avanço institucional nestes países proporcionou um ambiente propício para a inovação tecnológica, que gerou crescimento da renda e transbordamento para a tecnologia bélica, levando à superioridade militar dos europeus em relação aos demais povos; e isto conduziu, por fim, à subjugação do resto do mundo. Apesar de não tornar os europeus mais ricos (PIB per capita), a colonização tornava os estados europeus mais poderosos (PIB total, população recrutável, portos ultramarinos), e, desta forma, tinha motivo de sobra para acontecer do ponto de vista das elites que comandavam o processo.
Entretanto, dizer que a colonização não deve ter enriquecido os países colonizadores não significa dizer ela não teve efeito nenhum sobre o nível de renda atual dos países colonizados. O consenso entre os historiadores econômicos e teóricos do desenvolvimento é que a colonização deixou influência profunda nas instituições dos países. Processos de colonização que fomentaram instituições inclusivas, que promovem o respeito às liberdades individuais e aos contratos, ajudaram no desenvolvimento posterior das nações colonizadas (exemplos: EUA, Canadá, Austrália); já processos colonizadores que fomentaram instituições extrativistas, que promovem o rent-seeking e a corrupção, ajudaram na estagnação posterior das nações colonizadas (exemplos: todos os países da América Latina e África). Instituições inclusivas fomentam a obtenção dos fatores promotores do desenvolvimento, instituições extrativistas não. Essa é a tese neoinstitucionalista encabeçada por Acemoglu et al. Recomendação de leitura: "Why Nations Fail" (2012).
Basicamente, nós temos boas razões para acreditar que o colonialismo pode ter prejudicado grande parte dos países colonizados, mas não para crer que tenha enriquecido os países colonizadores, já que o ponto central desta discussão são as instituições, e estas não são construídas em um jogo de soma zero. "
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2020.01.13 12:30 AntonioMachado [2012] Oliver James - Como desenvolver a inteligência emocional

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2019.11.07 15:17 Cassio_3xceler Os paletes de madeira no mundo

Os paletes de madeira no mundo

Pallets de Madeira no mundo ABN Paletes
Para o mercado econômico mundial, muitas coisas podem ser importantes dentro da lógica do de funcionamento das engrenagens que movem o mundo, sendo que para quem entende de economia, vários são os pontos que podem ser considerados importantes e essenciais. No entanto, é em ambientes como portos e armazéns ao redor do mundo que o mercado econômico mundial realmente tem as peças mais importantes de suas engrenagens, já que é nestes ambientes que atuam os famosos paletes de madeira, que são fundamentais para as empresas que realizam o transporte e a logística de produtos dos mais variados.
Portanto, vamos falar sobre os paletes de madeira no mundo, ressaltando, entre outras coisas, a grande quantidade de modelos diferentes de paletes feitos de madeira que circulam ao redor do mundo, com especial destaque para os paletes euro e para os paletes PBR, que são muito utilizados, especialmente no Brasil.
Considerados os mais comuns de todos os paletes feitos de madeira ao redor do mundo, os paletes euro têm este nome por causa de suas origens, que estão localizadas no continente europeu, de onde eles foram difundidos para o restante do mundo.
Feitos de madeira de lei, os paletes euro são mais comuns no ocidente, mas também são vistos em portos e armazéns do restante do mundo, sendo também muito comuns em algumas regiões da Ásia, por exemplo.
No Brasil, os paletes euro chegaram há muitos anos, e desde o início, logo caíram nas graças das empresas brasileiras de transporte e de logística, já que o país apresenta dimensões grandiosas, com portos e armazéns espalhados pelas principais regiões do Brasil.
A grande aceitação se deve também ao fato de que os paletes euro possuem um formato padronizado, o que facilita em muito o manuseio por parte dos funcionários de portos e armazéns, e retira também a necessidade de realizar adaptações constantes por parte das empresas, o que encarece demais o processo logístico.
Portanto, os paletes euro, por apresentarem um formato padrão, são especialmente procurados ao redor do mundo, além de possuírem uma capacidade de carga interessante e igualmente padronizada, que torna este modelo muito apreciado e muito procurado, especialmente por empresas especializadas em realizar o transporte e o armazenamento de produtos dos mais variados.
Estes paletes foram criados no Brasil para ser um modelo de paletes feitos de madeira para representar um padrão genuinamente brasileiro, e para que isto fosse possível, os responsáveis pelo seu desenvolvimento tomaram por base os famosos e muito apreciados paletes euro.
Os paletes PBR acabaram surgindo como uma alternativa interessante para os paletes euro, já que se tratam de paletes feitos de madeira com formato padronizado similar ao do modelo europeu, o que agradou em cheio aos consumidores brasileiros, que já gostavam muito do modelo feito na Europa.
Portanto, os paletes PBR logo se tornaram um grande sucesso, sendo vistos em praticamente todos os armazéns e portos do Brasil inteiro, e com o tempo, sendo exportados para outras partes do mundo, sendo vistos na própria Europa, bem como na América do Norte, em outros países da América do Sul, na América Central, na África, na Ásia e na Oceania.
Com isto, os paletes PBR foram se tornando rapidamente os representantes mais vistos dentro do mercado brasileiro e se tornando muito comuns inclusive em outras partes do mundo, o que prova a tese de que os paletes euro, que serviram de base para a sua criação, eram realmente os melhores e mais procurados paletes feitos de madeira do mundo.
Nós da ABN Paletes fornecemos aos nossos clientes diversos tipos e diferentes tamanhos de paletes, com 8 anos de experiência.
Site: https://www.abnpaletes.com.bblog/os-paletes-de-madeira-mundo
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2019.09.29 19:02 Bu3n00 Os verdadeiros criminosos

A coluna de hoje tem uma particularidade. Escrevi para quem não lê jornal, gente com menos de 20 anos que se informa pela internet.
Quando tinha a idade de vocês, eu era tímido, envergonhado e inseguro. Me achava muito alto, magro, desengonçado, meio feio, meio ridículo.
Quando entrava no cinema, num restaurante ou em espaços públicos com pessoas desconhecidas, achava um jeito de correr para a cadeira mais próxima que me escondesse dos olhares alheios. Era campeão de sentar junto à porta do banheiro de restaurante, na mesa que batia sol, atrás da coluna que encobria parte da tela.
Nas festas era um inferno. O que fazer com as mãos?
Enfiava no bolso, retirava, cruzava os braços, descruzava, encostava na parede, desencostava, segurava o queixo. Sentia que todos percebiam meu desconforto.
Aos 17 anos, comecei a fumar. O cigarro trouxe alívio. Mal chegava à festa, tirava o isqueiro, pegava o maço, acendia um e dava uma tragada cinematográfica. Por alguns minutos, pelo menos, uma das mãos ficava entretida no ritual que a televisão e o cinema exibiam com mulheres de olhares lânguidos e lábios sensuais, e homens maduros que montavam cavalos afoitos e pilotavam conversíveis ao lado das mulheres de olhares lânguidos e lábios sensuais.
No início, fumava apenas nas festas, depois, ocasionalmente, quando um amigo me oferecia, mais por exibicionismo, para mostrar que era adulto. Quando dei por mim, já tinha caído na mão do fornecedor: um maço por dia, todos os dias.
Passei 19 anos escravizado pela dependência de nicotina, droga maldita que vicia mais do que o crack. É a única que provoca crises de abstinência que se sucedem em minutos. Só quem passou por uma delas sabe o desespero que dá. A ansiedade e a irritação tomam conta da gente. Você não consegue se concentrar, estudar, ler, conversar ou namorar —a única forma de fugir daquele suplício é fumar.
Crises de abstinência de maconha, cocaína ou anfetamina são brincadeiras de criança perto das que a nicotina dispara dez, 20, 30 vezes por dia. Resistir a elas é tão desumano que menos de 10% dos que tomam coragem para enfrentá-las com determinação, continuam abstinentes 12 meses mais tarde.
Larguei do cigarro muito antes de vocês nascerem. Hoje, a fumaça me incomoda, mas se eu der uma tragada por brincadeira, vou para a padaria comprar um maço. Você deixa de ser fumante, mas carrega a dependência pela vida toda.
Felizmente, a geração de vocês foi informada dos malefícios do fumo. Um trabalho persistente da sociedade brasileira conseguiu desmascarar a publicidade criminosa que associava o cigarro ao estilo de vida das mulheres maravilhosas e dos homens sedutores, para reduzi-lo ao que realmente é —um vício chinfrim que deixa você com mau cheiro, hálito repulsivo, pele doentia e, mais tarde, com as piores doenças que conheci na medicina.
Valeu o esforço educativo. Hoje, menos de 10% dos brasileiros com mais de 15 anos são fumantes.
Éramos 60% na minha adolescência. Agora, fumamos menos do que os americanos e do que em todos os países da Europa.
Há anos repito que a indústria do fumo é a mais criminosa da história do capitalismo ocidental.
Inconformada com a diminuição das vendas, desenvolveu uma estratégia demoníaca para assegurar seus lucros imorais: o assim chamado cigarro eletrônico, na verdade mero dispositivo para administrar nicotina.
O objetivo é arregimentar multidões de crianças e adolescentes, dando-lhes a ilusão de que consomem um produto que não faz mal à saúde.
Olha o que aconteceu com os americanos. Mais de 25% dos estudantes com menos de 15 anos fumam eletrônicos, vendidos em cerca de 20 mil lojas, que rendem anualmente aos criminosos U$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 11 bi), arrecadados às custas de uma legião de 10 milhões de dependentes.
Até a semana passada, apenas nos Estados Unidos, o dispositivo apregoado como inofensivo havia causado 530 internações e oito mortes por insuficiência respiratória aguda.
No Brasil, a venda dessa invenção diabólica está proibida, mas cada vez mais adolescentes fumam dispositivos contrabandeados ou vendidos pela internet. Muitos têm 11 ou 12 anos de idade. São meninas e meninos ingênuos, que perderão a liberdade de viver longe da nicotina.
Não caia nessa. Ser jovem, inexperiente, tudo bem. Trouxa, não.
Por Drauzio Varella
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2019.08.29 08:02 Ricky_Steamboat A União Européia Cria o Império Mundial Enslavando a África e a América Latina Através Do 'Livre Comércio!

O controle de recursos significa poder. É por isso que a participação da União Europeia em dois gigantescos blocos comerciais é tão importante. Ele está ganhando acesso às fontes de matérias-primas mais importantes do mundo e mantendo essas áreas muito menos avançadas ao fazê-lo. É um passo importante para a Europa em direção ao poder mundial.
Em 28 de junho, a União Européia e o bloco comercial latino-americano Mercosul anunciaram um acordo sobre um esboço da maior área de livre comércio do mundo. É muito mais que comércio. É sobre a chegada de um perigoso império nas Américas!
Os esquemas de acordo mostram que o Mercosul está aderindo a várias regras e regulamentos da UE. O acordo também incluirá as maiores economias da região, Brasil e Argentina, em um relacionamento econômico e político com a Europa.
Além disso, o continente está cheio de antigos navios de guerra europeus e tanques alemães. A América do Sul claramente evitou confiar nos Estados Unidos para sistemas de armas críticos, mas isso depende da Europa. A América do Sul é soldada ao sistema militar europeu.
O Império Habsburgo foi o primeiro estado não-americano a invadir as Américas. As potências européias têm uma história de interferência na América Latina para chegar aos Estados Unidos.
Napoleão invadiu o Haiti para criar um império colonial francês. Durante a Guerra Civil Americana, a França invadiu o México quando os EUA UU Eles se distraíram. No início do século XX, a Alemanha tentou estabelecer uma base naval na Venezuela, ao mesmo tempo em que o Alto Comando Alemão estava trabalhando nos planos para uma invasão de terras dos EUA. UU Durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha tentou secretamente persuadir o México a entrar em guerra com os Estados Unidos.
Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas nações latino-americanas receberam ex-criminosos de guerra nazistas. Durante a Guerra Fria, a União Soviética estabeleceu laços estreitos com Cuba, implantou mísseis nucleares lá, levando o mundo a fechar a guerra nuclear.
É por isso que o governo dos Estados Unidos mantém historicamente a Doutrina Monroe, que afirma que as potências européias não devem interferir no hemisfério ocidental. Mas o governo Obama abertamente abandonou a doutrina.
Este é realmente o acordo UE-Mercosul. Ao vincular-se com a Europa dessa maneira, a América Latina está contribuindo para o surgimento de uma ressurreição moderna do Santo Império Romano Medieval que quer reconquistar a América Latina e a África.
ÁFRICA Após quase 20 anos de negociações e etapas intermediárias, 54 nações africanas se inscreveram para ativar a Área de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA) em 7 de julho. Este bloco maciço com uma população de 1,3 bilhão de pessoas visa melhorar o comércio entre os países africanos, introduzir viagens sem visto e integrar o transporte.
É verdade que a China está se tornando mais ativa na África, geralmente por causa da diplomacia da dívida. Segundo a Comissão Europeia, o investimento estrangeiro direto da China na África em 2017 foi de US $ 40 bilhões; O investimento da UE foi de US $ 325 bilhões.
As nações africanas receberam 54 por cento de toda a sua ajuda oficial ao desenvolvimento dos estados membros da UE em 2017, enquanto apenas 27 por cento vieram dos EUA. UU Isto dá muita influência à UE. Esta é a União Europeia que financia a integração ao estilo da UE da União Africana e torna a África mais dependente da Europa no processo.
A Europa tem pressionado, de modo geral forte, pela criação da AfCFTA, ajudando a financiar o projeto. A Europa orçou € 62,5 milhões ($ 69,7 milhões) para apoiar a AfCFTA.
A Europa também criou o fundo Aid for Trade. As nações doam para um fundo comum que é gasto em desenvolvimento relacionado ao comércio. A Europa contribui mais (32%). Através da Ajuda ao Comércio, a Europa concedeu € 92 milhões (US $ 1 bilhão) à África Ocidental para ajudar a preparar a nova área de livre comércio. A UE investiu regularmente dezenas de milhões na AfCFTA.
Em 2014, o Quênia se recusou a assinar um Acordo de Parceria Econômica da UE (EPA). Como punição, a União Europeia impõe tarifas rígidas sobre certas importações do Quênia. Isso levou a demissões em várias grandes empresas africanas; Quênia se inscreveu no próximo mês. Lançar uma guerra comercial é uma maneira estranha de responder a alguém que rejeita seu favor. A EPA é o oposto da cooperação para o desenvolvimento.
Os acordos de parceria económica da Europa são motivo de preocupação. As indústrias e a agricultura africanas não estão prontas para que as tarifas caiam, porque a concorrência européia poderia tirá-las do negócio. A África ainda está subdesenvolvida e as indústrias que antes dependiam da proteção do governo para sobreviver vão fracassar sob pressão da concorrência européia. Este império europeu quer assumir o controle de grande parte das matérias-primas do mundo e está preparando o terreno para isso agora.
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2019.08.11 01:39 AntonioMachado [1895] V. I. Lénine - Friedrich Engels

Artigo: https://www.marxists.org/portugues/lenin/1895/mes/engels.htm#tn64
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2019.06.26 06:49 altovaliriano Como não foi: Game of Thrones e a Idade Média, Parte I

Texto original: https://bit.ly/2IXUlqM
Autor: @BretDevereaux (autodescrito como "Historiador de História antiga, especializado em economia e vida militar romana")

O número de vezes que fãs entusiastas me disseram que Game of Thrones era superior a outras obras de fantasia porque mostrava que uma sociedade medieval "como realmente era" ou "mais realisticamente" está além da contagem. Às vezes, esse louvor está simplesmente exacerbado em relação ao "passado" como se a experiência humana fosse um binário entre "o agora" (quando as coisas são boas) e "o passado" (quando as coisas eram uniformemente ruins). Arguir que Game of Thrones é mais fiel à "verdadeira" Idade Média é fazer uma afirmação não apenas sobre Game of Thrones, mas também sobre a natureza da Idade Média em si. E essa afirmação merece ser avaliada.
Isso é parte do porque eu optei por olhar principalmente para o show, Game of Thrones e não a série de livros, A Song of Ice and Fire. O show - alcançando muitos milhões de pessoas e sendo muito mais culturalmente difundido - terá um impacto muito maior sobre a percepção pública do passado. Além disso, para ser honesto, a "defesa da historicidade" repetidamente feita para o show parece menos comum do que a defesa dos livros (talvez, em parte, porque os fãs de livros parecem sentir que os livros precisam de menos defesa).
Devemos também definir a Idade Média européia para fins desta comparação. A Idade Média na Europa se estende aproximadamente de 500 dC a 1450 dC, um período de quase 1.000 anos. Compreensivelmente, existe grande diferença entre o que se entendia por guerra e sociedade em 550 e em 1350. Mas os símbolos de Game of Thrones são muito mais específicos: os cavaleiros vestidos com placas, damas refinadas, torneios marciais que evocam a Alta (cerca de 1000-1250 dC) e Baixa (cerca de 1250-1450 dC) Idade Média, então esse é o período com o qual principalmente faremos comparação.
Por fim, antes de mergulharmos, duas advertências finais. Primeiro, isso não é uma crítica à construção do mundo de George R. R. Martin. Não há, afinal de contas, nenhuma razão para que o mundo de fantasia dele precise ser fiel à Idade Média européia (falaremos sobre inspirações históricas conhecidas/possíveis à medida que surgirem). Não creio que Martin tenha planejado elaborar uma dissertação de cultura medieval em forma de romance de fantasia, de modo que ele não pode ser culpado por falhar em fazer o que nunca tentou. Em segundo lugar, essa análise vai se basear mais no show do que dos livros, simplesmente porque o show está completo e é mais fácil discutir uma coisa completa - dito isso, elementos de lore que não entraram no show (mas que ainda são ilustrativos) podem surgir.
Tudo bem? Vamos mergulhar.

Destrutividade

Uma coisa sobre a qual Game of Thrones é muito clara é quão brutalmente destrutivas são as guerras de Westeros. A roda - "e assim gira, esmagando os que estão no chão" (S5E8) - quase acaba totalmente com a sociedade Westerosi. A Guerra dos Cinco Reis interrompe as condições de fornecimento de alimentos a ponto de causar fome e miséria nas Terras da Coroa e tumultos sangrentos em Porto Real (S2E6). A própria Porto Real viria a ser essencialmente destruída durante a captura por Daenerys (S8E5), provavelmente com centenas de milhares de baixas, levando em consideração a escala da destruição e o tamanho conhecido da cidade (porém falarei mais sobre isso depois).
Mas quão destrutiva é essa roda, de verdade? Podemos mensurar em números? Nem o programa nem os livros fornecem uma métrica clara para avaliar as perdas de guerra, mas considerando-se a queima de Porto Real e as repetidas menções a fome, não podem ser inferiores a várias centenas de milhares apenas em vidas civis (e possivelmente muito mais altas se incluirmos mortes da praticamente certa indigência do inverno). A esta conta devem ser acrescidos o Norte e as Terras Fluviais, que experimentaram contínua devastação e ocupação.
E quanto às perdas militares? Os exércitos da Casa Tyrell, Lannister e Baratheon foram todos destruídos em campo - vamos olhar para questões de escala em um instante - mas, por enquanto, se metade de sua força fosse de baixas, poderíamos estimar cerca de 80.000 perdas para essas Casas. As perdas para as Terras Fluviais, o Norte, Dorne, as Terras da Coroa e as Ilhas de Ferro são menos claras, mas poderíamos supor que elas equivalem aproximadamente ao total imaginado. Ao que devem então ser acrescidas as forças de Daenerys, reduzidas pela metade em Winterfell com a perda de cerca de 4.000 Imaculados e 30.000 Dothraki (nos dizem que ela perdeu "metade" de ambos).
Com base em toda essa especulação, poderíamos estimar um número mínimo de perdas nas guerras como sendo de mais de 300.000 civis e cerca de 200.000 combatentes (não incluindo perdas sofridas em Essos). Se a fome generalizada for contabilizada - e quase certamente deveria ser, considerando-se o inverno que se aproxima - o número real seria muito maior, talvez bem mais de um milhão. E deixamos de fora a destruição quase total dos Selvagens, as mortes deixada pelo exército dos mortos enquanto se deslocavam para o sul, e pelos assaltos dos Homens de Ferro. A isso seria preciso acrescentar baixas excedentes por doenças, que são mais graves do que as perdas no campo de batalha - o provável número total de vítimas poderia, assim, facilmente se aproximar de 2.000.000 ou mais.
A guerra em Game of Thrones é, portanto, não apenas endêmica, mas também chocantemente destrutiva. É importante ressaltar que a guerra em Westeros chega ao nível de significância demográfica - essa guerra é suficiente para causar uma diminuição real e perceptível na população total de Westeros (os livros não fornecem nenhuma ferramenta para estimar o tamanho da população de Westeros, mas uma estimativa de 40 milhões é perfeitamente razoável - o que significa que a guerra matou algo entre 2,5% e 5% de toda a população, em apenas alguns anos). Este é um nível de morte que os futuros arqueólogos e historiadores westerosis, escavando aldeias e lendo registros da cidade, serão capazes de identificar através da perda acentuada de população. Guerras tão destrutivas foram raras no período pré-moderno - a maioria das guerras não é "demograficamente visível" a esse ponto, porque as perdas de guerra se perdem no "ruído" dos nascimentos e mortes normais.
Apesar de que a guerra na Idade Média era frequente, geralmente não era destrutiva. Estimar a destrutividade e a escala da morte nas guerras medievais é quase impossível de ser feito com precisão devido à natureza das fontes. Mas algumas comparações podem ser feitas. A estimativa padrão para a perda de vidas devido às Cruzadas é de 1 a 3 milhões, o que significa que a Guerra dos Cinco Reis foi, em três ou quatro anos, aproximadamente tão letal quanto duzentos anos (1091-1291) da guerra religiosa medieval no Oriente Próximo. Alternadamente, acredita-se que a Cruzada Albigense - um esforço na França para suprimir a heresia "cátara" - tenha matado algo entre 200.000 e 800.000 pessoas; o cerne da violência durou vinte anos (1209-1229), mas o número de mortos tipicamente também inclui décadas de expedições da Inquisição que só foram terminadas em 1350, um século e meio após o início da cruzada. É importante notar que essas guerras - que ainda estão longe da escala e da intensidade da guerra em Westeros - foram guerras religiosas, onde as normas que impediam a violência contra civis eram muito mais fracas.
A maioria das guerras não eram guerras religiosas, e estas tendiam a ser significativamente menos destrutivas, especialmente para os camponeses que compunham a grande maioria da população. Em parte, isso se devia simplesmente a bom senso: em uma guerra territorial, o controle sobre o campesinato e sua produção agrícola era o objetivo, então assassinar massivamente o campesinato tinha pouca serventia. As guerras entre Senhores poderiam assim muitas vezes ocorrer "acima das cabeças" do campesinato (embora o perigo invasão ou de ter comida roubada para uso pelos exércitos permanecesse agudo - nós não devemos minimizar o quão difícil essas guerras poderiam ser para as pessoas "no chão").
Outro fator foi um conjunto de normas sociais. Apesar de que a Idade Média tenha sido um período de frequentes (pequenas) guerras, nela também se viu alguns dos primeiros esforços para reduzir a violência em sentido amplo, originados pela Igreja Católica: os movimentos de Paz de Deus e Trégua de Deus. A Paz de Deus (do séc. X-XI) deu proteção religiosa ao campesinato e ao clero (e mulheres e viúvas) enquanto não-combatentes. A Igreja encorajou cavaleiros e senhores a fazer juramentos no sentido de que eles não violariam a paz atacando o campesinato.
Isso não quer dizer que essa proibição sempre era seguida - na prática, parece ter sido em grande cumprida via de exceção. Mas é um claro contraste com a guerra em Westeros, onde atacar a população civil é claramente normal - Tywin não hesita em “colocar as Terras Fluviais em chamas desde o Olho de Deus até o Ramo Vermelho” (S1E10) e nenhum dos seus estandartes questiona a ordem. O esforço de Cersei na 8ª Temporada para impedir o ataque de Daenerys por meio da concentração de civis só é posto em ação porque ela acha que Daenerys é diferente de um senhor normal - os quais provavelmente ignorariam o obstáculo.
Nesse sentido, a guerra em Westeros é menos parecida com a guerra na Idade Média - onde, observada ou não, havia um senso geral de que alguns indivíduos eram "civis" e, portanto, não eram alvos militares válidos - e mais como guerra na Antiguidade. Para os romanos, por exemplo, as guerras eram geralmente contra os povos - os romanos falariam sobre estar em guerra com os cartagineses (todos eles) ou com os celtiberos (todos eles) ou os helvécios (todos eles). A única exceção são as monarquias helenistas do Oriente, que eram as posses pessoais das famílias reais, em vez de grandes grupos étnicos - ali os romanos foram à guerra com monarcas individuais. Mas essa foi a exceção, e não a regra.
Nesse contexto, onde os romanos estão em guerra com todo um povo, todo o povo se tornou alvos militares válidos. E os romanos se comportavam como tal. Políbio descreve o processo romano para saquear uma cidade - “Quando Cipião pensou que um número suficiente de tropas tinha entrado [na cidade] ele enviou a maioria deles, segundo o costume romano, contra os habitantes da cidade com o fim de matar todos que eles encontrassem, poupando nenhum, e começassem a pilhagem até que o sinal fosse dado ... muitas vezes pode-se ver não apenas os cadáveres dos seres humanos, mas os cães cortados ao meio e os membros desmembrados de outros animais ... ” (Políbio 10.15.4-5; grifei). Tal massacre não era visto como fora das regras da guerra, mas sim uma consequência normal de tentar resistir a um exército sitiante. Uma cidade que quisesse evitar o massacre deveria se render antes que o cerco começasse pra valer (o último momento para se render, sob as regras romanas de guerra, era antes que o primeiro aríete tocasse a muralha da cidade).
É verdade que, em certas ocasiões, o mesmo tipo de matança indiscriminada ocorreu na Idade Média, quase sempre no contexto de guerras religiosas (onde, por que os inimigos eram hereges ou infiéis, as restrições religiosas à violência não se impunham), mas mesmo isso é tipicamente apresentado pelas fontes como incomum e chocante. A captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada (1099) é o exemplo típico de acentuada brutalidade medieval - os cruzados massacraram grande parte da população da cidade em uma terrível onda de derramamento de sangue.
Raymond d'Aguliers, uma testemunha ocular, diz assim do massacre: "se eu disser a verdade, excederá seu poder de crença" (transcrição de A. C. Krey, The First Crusade: The Accounts of Eye-Witnesses apud Edward Peters, The First Crusade: The Chronicle of Fulcher of Chartes and Other Source Materials) - ainda que tal massacre tivesse sido normal e indigno de nota no mundo romano - e, aparentemente, em Westeros. O que era excepcional em 1099 dC era normal em 199 aC - ou em Porto Real.
É claro, há outra razão pela qual as guerras medievais tendiam a ser muito menos destrutivas - os governantes medievais simplesmente não tinham a capacidade - na administração, infraestrutura e recursos - para causar tantos danos. O que nos leva a:

Escala na Guerra

A guerra na Europa medieval era geralmente um assunto relativamente pequeno. Enquanto muita atenção é dada às guerras entre os reis - a Guerra dos Cem Anos, a Guerra das Rosas, etc. - a grande maioria dos conflitos era pequeno, entre senhores regionais com propriedades limitadas. Esse tipo de guerra envolvia muitas vezes "exércitos" de apenas dezenas ou centenas de homens. No passado, tive alunos que liam trechos das muitas queixas de Hugh V de Lusignan (que datam de 1028). Hugh está perpetuamente em conflito militar com seus vizinhos, mas a escala de tais conflitos é pequena - ele leva apenas 43 cavaleiros para tentar ganhar um castelo e algumas terras, por exemplo (o que ainda era uma força grande o suficiente que o seu Senhor, o conde de Aquitânia, estivesse ciente de que ele a tivesse levado e ordena que ele retorne à corte). O mesmo tipo de guerra de pequena escala povoa as "canções de gesta" (francês: Chasons de Geste), como o de Raoul de Cambrai, onde Raoul passa o poema tentando recuperar o feudo de Vermandois (a canção de gesta de Raoul também se relaciona com o ponto anterior sobre normas de guerra: Raoul quebra a Paz de Deus atacando um convento, que faz com que seu melhor cavaleiro, Bernier, se posicione contra ele; Bernier então mata Raoul em batalha, levando a uma briga de sangue entre as famílias. Note como a transgressão da proteção religiosa devida aos não-combatentes leva à morte dos protagonistas e uma fissura permanente na comunidade - a moral é clara: não ataque os não-combatentes).
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes. Acreditando-se na Wiki of Ice and Fire, podemos estimar os exércitos de campanha - não incluindo guarnições e outras forças pequenas - de cada um dos principais atores como sendo de aproximadamente:

O Norte: 20-30.000 (mas lento para reunir; poder nocional 45.000)
Ilhas de Ferro: 20.000
Terras Fluviais: cerca de 20.000 (poder nocional 45.000, mas politicamente dividido)
Vale de Arryn: Aproximadamente igual ao Norte ou Dorne (cerca de 45.000, no nocional)
Terras Ocidentais: 35.000 no campo durante guerra (nocional: 55.000)
Terras da Coroa: 10.000 a 15.000
Terras de Tempestade: cerca de 30.000
Campina: 80.000-100.000 partiram com Renly (!!)
Dorne: estima-se que cerca de 50.000 estariam à disposição dos Martells

Em comparação, o exército francês em Azincourt (1415) não era maior do que talvez 35.000 homens (alguns historiadores argumentam que era significativamente menor), mas sua derrota foi suficiente para aleijar a França (sugerindo que o exército representava a maior parte das forças de campanha à disposição do rei da França na época). A força de campanha inglesa era menor - apenas cerca de 9.000. Azincourt não era uma pequena escaramuça: eram exércitos reais que representavam o melhor que seus reis podiam fazer (Henrique V, rei da Inglaterra, estava com seu exército, de fato). Nem esses tamanhos típicos eram restritos à Inglaterra e à França. A Batalha de Nicópolis (1396) foi entre os otomanos de um lado e uma grande aliança de poderes cristãos do outro, e provavelmente não envolveu mais do que 40.000 homens de ambos os lados (ou seja, dois exércitos de cerca de 20 mil), apesar do fato de que a batalha estava entre os bem organizados otomanos de um lado e mais de uma dúzia de potências européias do outro.
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes - e os números acima não incluem as várias frotas de centenas de navios que muitos senhores mantêm. Renly Baratheon sozinho tem uma coluna em campo de 100.000 homens; Mace Tyrell depois marcha para Porto Real com 70.000 soldados Tyrell. Em comparação, em 1527 - bem no início do período moderno (onde o tamanho do exército salta acentuadamente) - todo o exército otomano consistia de 18.000 soldados regulares e 90.000 timariots (grupo étnico da Turquia convocados para lutar em campanhas específicas, de modo similar a cavaleiros e seus seguidores). Os otomanos estavam muito melhor organizados do que qualquer poder europeu medieval (daí a exigência de que a oposição à expansão otomana requeresse grandes alianças - veja acima). E todas essas tropas otomanas absolutamente não poderiam ser mantidas em um só lugar, como Renly faz com sua coluna.
Não adianta ressaltar que Westeros cobre uma área enorme, porque isso simplesmente introduz novos problemas: a logística de exércitos tão grandes provavelmente está além da capacidade da maioria dos governantes europeus medievais. Mesmo os romanos - cuja capacidade logística excedia significativamente a do período medieval - raramente reuniram exércitos tão grandes quanto os de Renly ou o de Mace Tyrell e apenas por curtos períodos. Tibério (na condição de general sob o imperador Augusto) reuniu um exército de cerca de 100.000 para lidar com uma revolta em Illyricum (região que atualmente corresponde à Albânia, Bósnia, partes da Croácia e Eslovênia) - o exército foi suficiente para levar a província à fome em um único ano (o que parece ter sido, de fato, o objetivo de Tibério - suprimir a revolta negando suprimentos) e nunca se afastou dos rios (por meio dos quais poderiam chegar suprimento de regiões distantes).
O exército de Mace Tyrell teria que ter marchado pela Estrada da Rosa por cerca de 850 milhas para chegar a Porto Real. Ele provavelmente não se moveu mais rápido do que 10 milhas por dia, então esteve em marcha por 85 dias (decore esse número - nós voltaremos a ele). 80.000 homens, juntamente com animais de carga em um trem de carga bastante enxuto - eram cerca de 20 mil mulas (sim, um trem de bagagem bastante enxuto para um exército deste tamanho!) - consumiriam cerca de 189 toneladas de alimentos por dia. O exército deve ser capaz de carregar cerca de 20 dias com ele (supondo que as mulas estão puxando muitos vagões grandes e lentos) e é grande demais para se abastecer simplesmente pilhando os camponeses locais enquanto ele se move. Isso significa que os Tyrell terão que preparar estoques de alimentos em pontos-chave ao longo de toda a Roseroad. Quanta comida? Supondo que o exército parta de Highgarden totalmente suprido (isso parece improvável), seriam 12.285 toneladas . E isso sem conta a comida dos cavalos.
Nenhum rei medieval tinha acesso a esses tipos de recursos, nem ao tipo de administração que poderia obter quantidades tão grandes de suprimentos. O Império Romano poderia fazer isso - mas exigia o envolvimento de funcionários do Tesouro, magistrados locais e um sistema de suprimento pronto (que era mantido por um grande exército permanente de soldados profissionais). O que leva a:

Montagem de exército, para leigos

Lembra-se daquele número de 85 dias? Voltaremos logo a ele. Em breve. Eu prometo.
A frase que enfio na cabeça dos meus alunos sobre a estrutura dos exércitos medievais é que eles são uma comitiva de comitivas. O que quero dizer com isso é que o modo como um rei medieval forma seus exércitos é que ele tem um bando de aristocratas militares (leia-se: nobres) que lhe devem o serviço militar (eles são seus "vassalos") - sua comitiva. Quando ele vai para a guerra, o rei pede que todos os seus vassalos apareçam. Mas cada um desses vassalos também tem seu próprio bando de aristocratas militares que são seus vassalos - sua comitiva. E isso se repete, até chegar a um cavaleiro individual, que provavelmente tem um punhado de não-nobres como sua comitiva (talvez alguns de seus camponeses, ou talvez ele tenha contratado um ou dois mercenários para segui-lo).
Se você quiser ler uma visão realmente detalhada (e bastante seca) de como isso funcionou, dê uma olhada em The English Aristocracy at War (2008), de David Simpkin; ele vasculhou registros ingleses sobreviventes de cerca de 1272 a 1314 e analisa (entre outras coisas) o tamanho médio das comitivas. A comitiva média encontrada foi de cinco homens, embora senhores importantes (como os condes) pudessem ter centenas de homens em suas comitivas (que, por sua vez, eram compostas pelas comitivas de seus próprios seguidores). Assim, a comitiva do nobre é a comitiva combinado de todos os seus servires, e o exército do rei é o total combinado dos seguidores dos seguidores de todos, se isso fizer sentido. Assim: uma comitiva de comitivas.
Esse é exatamente o sistema segundo o qual o Game of Thrones afirma que seus exércitos funcionam. Os grandes senhores - pessoas como Tywin Lannister - "convocam seus estandartes" e seus bannermen - o termo Westerosi para vassalos (e presumivelmente uma versão direta do que era chamado historicamente de "cavaleiro banneret" \ou cavaleiro-abandeirado])) - a forma mais baixa de aristocrata que teria sua própria bandeira e, portanto, sua própria unidade militar) aparecem com suas próprias comitivas, exatamente como acima. E, à primeira vista, isso parece bastante medieval - foi assim que os exércitos medievais da Alta e da Baixa Idade Média eram formados (principalmente). O problema é que os exércitos em Westeros nunca parecem funcionar dentro das restrições desse sistema .
Primeiro, o óbvio: este sistema, onde os exércitos são montados com base em relacionamentos pessoais e onde as unidades menores são geralmente muito pequenas, simplesmente não têm a capacidade de aumentar de escala para sempre. Há apenas alguns seguidores com que um rei pode manter um relacionamento pessoal - e assim vai fila abaixo.
Em segundo lugar, esses seguidores não "seguiam" servindo para sempre. Eles são obrigados a um certo número de dias de serviço militar por ano. Especificamente, o número padrão - que vem do estabelecido por Guilherme, o Conquistador, para seus vassalos depois de tomar o trono inglês - era de 40 dias. O ponto principal deste sistema é que o rei dá aos seus vassalos a terra e eles lhe dão serviço militar para que ninguém tenha que pagar nada a ninguém, porque os reis medievais não têm a receita requerida para manter exércitos permanentes de longo prazo. Não é por acaso que os conflitos medievais mais destrutivos foram as guerras religiosas em que os guerreiros participantes estavam essencialmente engajados em uma "peregrinação armada" e assim poderiam permanecer no campo por mais tempo (tendo Deus um direito maior ao tempo do cavaleiro do que o rei).
Finalmente, imagine organizar os suprimentos de um exército como este. Cada unidade de comitiva tem um tamanho diferente: Lorde Tarly pode ter algumas centenas de homens, Lorde Risley, algumas dúzias, Lorde Hastwyck apareceu apenas com sua guarda doméstica de cinco e assim por diante (por dezenas e dezenas de comitivas). Você - o intendente do rei - não sabe quão grande são cada um destas comitivas, mas você deve racionar e distribuir comida para que não fique em uma posição onde uma comitiva morra de fome enquanto os outros tenha em excesso. Você também precisa coordenar o trem de bagagem de comida sobrando... mas é claro que a maioria dos vagões e animais de carga pertence a todos os senhores menores com suas pequenas comitivas. Você começa a ver o problema: suprimento centralizado - necessário para manter um grande exército alimentado - é praticamente impossível.
[Se você quiser ler sobre as dificuldades de manter um exército da Idade Moderna (com suprimento e logística um pouco mais centralizados) unido por longas distâncias, pense em ler The Army of Flanders and the Spanish Road , de Geoffrey Parker, e tenha em mente que, em seu apogeu, o exército que ele descreve (com os desafios intransponíveis de pagá-lo e supri-lo) nunca foi maior do que 90.000 homens - menor do que a coluna de Renly Baratheon - e tendia a ser, em média, um pouco menor de 60.000].

Que tipo de exército é esse?

Então, para resumir o que nós cobrimos até agora: a guerra em Westeros não é realmente muito medieval. Enquanto nos dizem que os exércitos estão organizados em linhas medievais, eles são muito grandes e as guerras que eles empreendem são muito mais destrutivas do que o normal para conflitos políticos (leia-se: não-religiosos) da Idade Média. Além disso, eles parecem não ser limitados pelas normas culturais da Idade Média (como a Paz de Deus), ou pelos limites logísticos comuns aos (mal organizados) exércitos medievais.
Há algum tempo na história européia em que esses exércitos se encaixariam melhor?
Acho que a resposta para isso é "sim" - esses exércitos não são medievais, mas da Idade Moderna em seu tamanho, capacidade e destrutividade.
Várias coisas colocam o período moderno à parte da Idade Média, mas o que mais nos interessa aqui é a capacidade do Estado. O que quero dizer com isso é a aptidão do estado (leia-se: o rei) de extrair receita e usar essa receita para fazer coisas (mobilizar forças militares, reformar a sociedade, contratar burocratas para extrair mais receita, etc.). Os reis medievais tinham uma capacidade estatal muito limitada, porque seus próprios nobres - os quais (ver acima) tinham seus próprios exércitos - trabalhavam para limitar o poder do monarca central. Em contraste, o período moderno (cerca de 1450-1789) é de crescente capacidade do Estado, à medida que os monarcas começam a centralizar agressivamente a governança de seu país.
Mudanças na natureza dos exércitos é tanto uma causa quanto um efeito disso. O poder real centralizado permitiu que exércitos maiores, mais padronizados e mais profissionais aumentassem as receitas reais fora do controle da nobreza - que eram, por sua vez, mecanismos eficientes para a supressão da nobreza e, assim, maior centralização de poder (eu deveria anotar: o conhecimento sobre os mecanismos exatos pelos quais isso acontece é volumoso e contestado - esta é apenas uma descrição geral do fenômeno; ch7 de Waging War de Wayne Lee (2016) é na verdade uma introdução bastante acessível ao leigo à história e ao debate se você quiserem).
Como já observei em outro lugar, a linguagem visual usada por Game of Thrones para todos os exércitos de Westeros, exceto para os do norte, é tirada do início do período moderno. Esses exércitos têm equipamento uniforme - supostamente fornecido por arsenais do Estado - e foram treinados e preparados para marchar e lutar em sincronia. Mesmo se dispensarmos a representação visual dos exércitos como erros da parte do show, o fato de esses exércitos poderem permanecer no campo mês após mês implica que pelo menos partes significativas dessas forças são efetivamente profissionais e pagas pelo seu serviço, em vez de terem sido formadas em um sistema de vassalagem.
O tamanho dos exércitos também aponta nessa direção. Embora a trajetória exata do crescimento do exército na início do período moderno seja um tanto contestada, o que não é contestado é que os exércitos no início do período moderno eram substancialmente maiores do que os do final da Idade Média. Dos exércitos medievais nos milhares ou nas primeiras dezenas de milhares, os exércitos das grandes potências da Europa passaram às últimas dezenas de milhares nos anos 1500 e depois ultrapassaram bastante os 100.000 em meados do século XVII. Esses exércitos geralmente não estavam concentrados em um só lugar devido a questões de logística, mas a capacidade destrutiva geral do estado aumentara várias vezes.
Assim, enquanto George RR Martin frequentemente apontava para a Guerra das Rosas (1455-1487 - portanto, ressalto, uma guerra moderna, não medieval) como inspiração histórica para Game of Thrones, a escala do conflito e o tamanho dos exércitos mais claramente evocam as guerras dos séculos XVI e XVII, como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Como se pode imaginar, exércitos maiores geralmente significam maiores “danos colaterais”, então vamos ver como o período moderno se compara à Idade Média na destrutividade da guerra.
As guerras dos séculos XVI e XVII - especialmente a Guerra dos Trinta Anos - foram chocantemente destrutivas em comparação com o que acontecera antes. Parte da razão para isso foi a natureza dos conflitos: muitas dessas guerras nasceram da Reforma Protestante e foram, portanto, guerras religiosas, colocando protestantes contra os católicos. Nesse tipo de guerra - ao contrário de uma disputa política sobre um trono ou território - a população inimiga se torna alvo de violência por acreditar na coisa "errada". Na Guerra dos Trinta Anos, exércitos católicos destruíram aldeias protestantes e vice-versa, com o objetivo de mudar a composição religiosa da região pela violência.
Mas nem todos os conflitos desse período foram guerras religiosas. Apesar de que as guerras seculares nunca atingiram a carnificina da Guerra dos Trinta Anos, elas ainda eram marcadamente mais destrutivas do que as anteriores. Outra razão para isso foi a melhora dos próprios exércitos - você verá pessoas atribuindo isso à pólvora, mas os mosquetes de tiro lentos não são muito mais destrutivos do que as armas do passado. Mas um exército medieval - como já discutimos - só poderia ter um certo tamanho e só poderia permanecer no campo por um determinado tempo. Mas os novos exércitos permanentes do início do período moderno eram formados por profissionais que podem guerrear o ano todo e eram ainda maiores. Além disso, a Reforma - ao dividir o poder da Igreja - enfraqueceu as próprias normas religiosas que às vezes restringiam a violência (mesmo que fracamente) na Idade Média. A conseqüência foi exércitos mais capazes e mais dispostos a infligir danos à população em geral.
Por fim, o vultoso tamanho desses exércitos também contribuiu para maiores níveis de destrutividade de um modo diferente e inesperado: eles pelejaram contra as limitações derradeiras da logística pré-ferroviária. Enquanto os governos lutavam para pagar, alimentar e equipar esses soldados, os exércitos no campo eram forçados a se abastecerem localmente e a pagar soldados com saque capturado, às custas da população local. Sob essas condições, restringir os soldados famintos de cometer atos de extrema violência para obter comida ou saque tornou-se cada vez mais difícil, beirando o impossível. Os exércitos no campo tornaram-se forças quase elementares de destruição, evoluindo de fazer cerco e batalhar para fazer cerco e destruir a região por qual passassem.
Assim, a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) despovoou grande parte da Alemanha moderna, matando cerca de um quarto de toda a população (mas a carnificina costumava ser muito localizada - algumas áreas estavam efetivamente intocadas, enquanto outras estavam completamente despovoadas). Nos Países Baixos, a Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) criou uma terra de ninguém despovoada onde os dois lados (os exércitos espanhóis e holandeses) se encontraram em um longo impasse defensivo. Os exércitos espanhóis, tendo ido muito tempo sem pagar, também saquearam Antuérpia (1576) - a sede regional do governo espanhol - para recuperar seus atrasos no pagamento por meio de saques, danificando severamente a economia local por décadas e matando milhares de habitantes.
Esse tipo de guerra - menos limitada, com exércitos maiores, mais destrutivos e mais vorazes - está muito mais perto do que vemos em Game of Thrones . Ironicamente, Joffrey sugere (S1E3) construir um exército de estilo moderno e a idéia foi descartada por Cersei . Algum pode pensar, no entanto - considerando-se que Cersei sabe pouco sobre a guerra e não é tão inteligente quanto ela pensa - se Tywin não já havia começado a usar o ouro Lannister para construir o exército de estilo moderno que ele aparentemente já possui.

Conclusões sobre o Medievalismo Militar

A situação militar em Westeros, portanto, não parece se encaixar muito bem na Idade Média européia. Os exércitos de Westerosi não parecem ser limitados a curtos períodos de serviço militar comum nos exércitos medievais, eles são muito maiores do que os exércitos medievais alguma vez foram e são significativamente mais destrutivos. Além disso - e este é um tópico que retomaremos na próxima vez - eles parecem não restringidos pelos limites sociais e religiosos à violência da Idade Média. Não devemos florear demais ​​- esses limites eram frequentemente mais honrados via de exceção do que observados (e eles não se aplicavam a todos igualmente). No entanto, o aumento acentuado da mortalidade militar no período moderno atesta o fato de que esses limites - os limites organizacionais, juntamente com os culturais - resultaram, de fato, em um nível geral de violência mais baixo.
Parece que quase qualquer discussão sobre a Idade Média começa com “este período foi extremamente violento”. E há alguma verdade nisso - comparado ao mundo moderno, os reis e senhores medievais foram muito à guerra. A guerra era uma parte normal da vida. Mas em comparação com o período moderno inicial ou mesmo com a antiguidade clássica, essas guerras costumavam ser relativamente pequenas e seu impacto era limitado. Em comparação com o período moderno (ou seja, nosso período histórico) - bem, conseguimos matar mais pessoas (num sentido absoluto) em um único espasmo horrível de violência que abalou a terra de 1937 a 1945 (cerca de 85 milhões de pessoas) do que provavelmente morreu em todas as guerras medievais europeias combinadas. Violência é relativa. Comparado com a longa paz do Império Romano (27 aC - c. 235 dC; o próprio império durou até cerca de 450 dC no Ocidente (e 1453 dC no leste), mas seus últimos séculos foram mais violentos), de fato, a Idade Média foi bastante violenta. Mas comparado ao que veio depois, a Idade Média teve mais guerra, porém menos morte (e nós nem sequer discutimos a catástrofe humana que foi a descoberta do novo mundo ...).
Isso significa que Martin "falhou" de alguma forma? Não - de modo algum. Novamente, A Song of Ice and Fire não é uma dissertação de história disfarçada, é um romance de fantasia. Martin construiu uma sociedade com suas próprias regras e sistemas e então seguiu essas regras e sistemas sociais até onde elas levam. Em vez disso, o que quero enfatizar é que - no que diz respeito a assuntos militares - os exércitos de Westeros não são muito parecidos com os exércitos da Idade Média européia, apesar das semelhanças entre cavaleiros, armas e armaduras.
Não obstante, observar a diferença entre a Idade Média e Westeros é importante porque reformula um dos temas centrais do cenário. É reconfortante pensar que a violência descontrolada em Westeros é o produto de algo - uma cultura de cavaleiros guerreiros e violência - que não temos mais. Mas o oposto é verdadeiro: a violência fora de controle, do tipo que Westeros possui, é o produto de algo que ainda temos muito: a tremenda capacidade do Estado administrativo moderno para a violência.
Nossos estados administrativos modernos podem fazer coisas maravilhosas - eles constroem estradas e escolas, fornecem cuidados de saúde (às vezes), podem cuidar dos pobres e regular os locais de trabalho. Mas eles também podem produzir quantidades espetaculares e horripilantes de violência. É essa tarefa - a violência, não as escolas ou as estradas - para as quais eles foram projetados e às quais eles permanecem mais aptos. Nós nos esquecemos disso (fingindo que tal violência pertence apenas à HBO e ao passado distante) por nossa conta e risco.
Na próxima vez, veremos como funcionam as normas culturais e religiosas na sociedade Westerosi. A Idade Média na Europa foi, em muitos aspectos, definida por fortes normas culturais e especialmente religiosas. Quanto se parece com Westeros?
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