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Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte III

2020.06.04 00:42 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte III

Parte I AQUI Parte II AQUIPARTE IV AQUI
1950
- O Brasil foi candidato único para ser sede da copa de 50, a Itália (como defensora do título) e o Brasil tinham vaga garantida. Mais 32 seleções se inscreveram para as eliminatórias, para disputar as 14 vagas restantes, porém houveram tantas desistências que só 19 seleções jogaram de fato as eliminatórias;
- Alemanha e Japão foram destituídos da FIFA como punição pela II Guerra Mundial. A Itália também estava entre os países do “Eixo”, porém, como reconhecimento ao esforço do dirigente Ottorino Barassi em esconder a “Taça Vitória das Asas de Ouro” ou “Taça Jules Rimet” durante todo o conflito, a Azurra foi perdoada e defendeu o seu título normalmente;
- Anos antes da Copa do Mundo de 1950, a Itália era apontada como uma das principais favoritas. No entanto, em maio de 1949, os jogadores do Torino, a base da seleção italiana, foram vítimas de um acidente aéreo, episódio que ficou conhecido com a “Tragédia de Superga“. A Azurra , enfraquecida, se despediu da copa com uma vitória e uma derrota.
- As vagas foram separadas em: 7 para Europa (incluindo Israel e Síria), 4 para a América do Sul, 2 para a CONCACAF e 1 para a Ásia;
- A Turquia ganhou o primeiro jogo eliminatório por 7x0 sobre a Síria, que desistiu do jogo de volta. A Turquia então se classificou para enfrentar a Áustria, que também desistiu. A Turquia, então, estava classificada para a copa, mas, no final das contas, ela própria desistiu da vaga. Então a FIFA ofereceu a vaga para Portugal que, adivinha só? Também não aceitou. O pior é que isso foi a menos de um mês da copa. A FIFA mandou todo mundo se fuder e deixou a copa com um a menos;
- As quatro seleções do Reino Unido finalmente resolveram entrar para a Copa do Mundo, o seu torneio anual de seleções foi a base para a classificação, foram oferecidas 2 vagas para disputa entre as 4 seleções. A Inglaterra se classificou em primeiro e a Escócia em segundo. A Escócia só aceitaria a vaga se fosse ela a campeã deste torneio, como não ganhou, resolveu declinar da vaga;
- A vaga foi oferecida para a França, que havia sido eliminada pela Iugoslávia. A França desistiu por considerar as viagens a Porto Alegre (jogaria contra o Uruguai) e Recife (contra a Bolívia) muito longas. Isso aconteceu uma semana após Portugal desistir. A FIFA resolveu deixar a copa com duas seleções a menos;
- Na América do Sul, a Argentina desistiu, assim como já havia feito na Copa América do Brasil no ano anterior, 1949. Isso gerou um grande mal-estar entre as duas federações, o que gerou a retaliação por parte da federação brasileira, que não apoiou a candidatura Argentina para a copa de 1958. Na realidade, o problema começou devido a uma pancadaria na final do Campeonato Sul-Americano de Futebol 1946, em Buenos Aires: revoltados com as fraturas de dois jogadores, os argentinos cercaram e agrediram os brasileiros com socos, pedradas e até espadas, com a ajuda da polícia. Apenas em 1956 as relações entre AFA e CBD foram retomadas;
- Por fim, o presidente da Argentina Juan Domingo Perón vetou a participação, pois fora informado de que a conquista da Copa seria muito difícil, em razão da saída dos principais astros do país. A proibição, por este mesmo motivo, manteve-se para as eliminatórias de 1954;
- Mas o motivo da desistência da Argentina vai muito além: nos anos 40 ela era apontada como a melhor seleção do mundo (tendo ganhado 4 copas Américas), porém começou uma greve dos jogadores Argentinos em 48, isso acabou levando a uma debandada que retirou dos argentinos Di Estéfano (com 22 anos na época), entre outros craques da época do River Plate La máquina. Isso gerou ainda diversos outros reflexos. Aqui explica melhor;
- Também na zona da CONMEBOL, desistiram Peru e Equador. Os classificados foram: Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai que não precisaram jogar um jogo sequer;
- Na Ásia, Burma (Myanmar), Filipinas e Indonésia desistiram, deixando a vaga para a Índia que, também, desistiu. A Índia desistiu após saber que seus jogadores não poderiam jogar de pés descalços, bom, isso não é 100% verdade. A federação Indiana alegou dificuldades financeiras para realizar a viajem, a FIFA ofereceu passagem de ida e volta para o Brasil, mesmo assim, os Indianos recusaram (hoje se fala que eles não sabiam o real peso da copa do mundo). É muito provável que eles jogassem descalços na época, mas não significa que seja o motivo principal. A FIFA resolveu iniciar o torneio com três seleções a menos;
- Até 1950, existiam duas federações de futebol na Irlanda, uma no Norte e outra no Sul. Ambas alegavam serem as verdadeiras regentes do futebol em toda a ilha da Irlanda (na época já separada entre Norte e Sul). De fato, quatro jogadores, Tom Aherne, Reg Ryan, Davy Walsh e Con Martin, jogaram pelas duas seleções/federações. O que não adiantou muito já que ambas foram eliminadas;
- A maior goleada dessas eliminatórias foi um 9x2 da Inglaterra sobre estes nobres guerreiros citados no item anterior, quando defendendo a seleção Norte Irlandesa;
Um pouco além das Eliminatórias:
- O Uruguai não precisou disputar jogos nas eliminatórias devido a desistências de outros países, um mês antes da copa, seu grupo, que deveria ter Portugal e França, acabou sendo reduzido a apenas eles e a seleção da Bolívia. Após uma vitória de 8x0 sobre os Bolivianos, o Uruguai já estava na final (que seria disputada entre 4 equipes, na forma de um quadrangular). Esta foi a menor caminhada de uma equipe até a final, com apenas um jogo entre sua inscrição para a copa e a final;
- Em um dia 16 de julho de 1950, Alcides Ghiggia calou o Maracanã, o ex-jogador do Peñarol e da Roma foi o único membro da equipe do Uruguai em 1950 a viver para assistir à segunda Copa do Mundo no Brasil. Ele faleceu, aos 88 anos, exatamente no mesmo dia em que ocorreu a final da copa de 50, em que fez o gol decisivo, 65 anos depois, em 16 de julho de 2015;
- Em uma entrevista para a FIFA Ghiggia conta que se sentiu mal pelos Brasileiros, tamanha foi a desolação no estádio. Conta ainda, que os dirigentes da federação Uruguai conversaram com Obdúlio Varella (o mesmo que consolou brasileiros em um bar, após a final) e pediram apenas que se comportassem em campo, pois já estavam satisfeitos com o desempenho e perder de três ou quatro gols era algo aceitável. Aqui a entrevista completa;
- Ghiggia ainda fala muito bem do Brasil, dizendo que considera um segundo lar e que, quando o reconheciam, as pessoas o paravam e pediam autógrafos e tiravam fotos com ele. Apesar de ter sido derrotado, os torcedores brasileiros sempre demonstraram respeito e admiração pela sua conquista. Quando desembarcaram em Porto Alegre para fazer uma conexão, logo depois de terem se tornado campeões, foram recebidos muito bem; link
- O árbitro da partida da final entre Brasil e Uruguai era 9 anos mais velho do que o árbitro da final de 1938! George Reader tinha 53 anos, na época, e é até hoje o árbitro mais velho a apitar uma final;
- A diferença de saldo do gols na final que o Brasil tinha sobre o Uruguai (+11 a +1) na decisão era grande. Mas um ano antes, na copa América de 1949 foi de astronômicos 45 gols (+39 a -6);
- Nessa mesma competição o Brasil goleou o Equador por 9x1, a Bolívia por 10x1, a Colômbia por 5x0, o Peru por 7x1 e o Uruguai por 5x1. Na última rodada o Brasil só precisava empatar com o Paraguai, adivinha? Perdeu. Mas, dessa vez, o empate em pontos com o Paraguai levava a um jogo desempate, nesse o Brasil ganhou por 7x0;
- O Brasil havia derrotado o Uruguai duas vezes em 1950 e um clube do interior gaúcho, 119 dias antes da maior tragédia do futebol brasileiro também tinha conseguido derrotar os uruguaios . Em 19 de março, o Brasil de Pelotas bateu por 2 a 1 o Uruguai, com Máspoli, Ghiggia e Obdúlio Varela em campo. Detalhe: no Centenário;
Fontes:
https://www.futbox.com/blog/futebol-outros/top-5-curiosidades-das-copas-1950-54-e-58
https://www.ultimadivisao.com.balgumas-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-a-copa-de-1950/
A COPA DO MUNDO DE 1938: NACIONALISMO E A IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA EM CAMPO, Paulo Henrique do Nascimento.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1950
https://www.fifa.com/worldcup/archive/brazil1950/
https://www.fifa.com/worldcup/news/the-maracanazo-marvels-in-numbers-2909382
edit: adicionado informações sobre a relação Brasil x Argentina;
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2020.05.24 04:00 aquele_inconveniente [SÉRIO] Portugal: um país que não converge

[SÉRIO] Portugal: um país que não converge

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Vejo muitos textos sobre economia neste fórum. Vejo pessoas a dizer que depois do Estado Novo a economia nunca funcionou a sério, outras a dizerem o inverso. Vejo também comentários a dizer que a nossa economia precisa de capital, outros que é produtividade. Vejo uns culparem trabalhadores e outros patrões. Vejo muita coisa, mas pouca é fundamentada e apresentada sem viés político.
Esforcei-me assim ao máximo para não ser enviesado nesta análise e convido a uma discussão saudável em quiser discutir este assunto.
O meu texto baseia-se no seguinte:
  1. Portugal não está a ser capaz de reduzir o fosso entre a sua capacidade de produção de bens e serviços (que se traduz no nível de vida) com os países ricos
  2. A falta de convergência é ainda mais notória quando vista ao nível do trabalhador
  3. A quantidade capital (maquinaria, instalações, etc) está em linha com outros países
  4. A produtividade da economia não só não converge como está em divergência há muito tempo
Para todos os pontos usarei os EUA como país de comparação, dado que entre as economias mundiais de tamanho significativo e diversificadas (um Luxemburgo não é uma economia representativa) é das que tem o melhor desempenho económico. A cada ano que passa os EUA também inovam e melhoram a sua capacidade económico, portanto se não crescermos mais rápido que eles nunca os apanhamos.Este ponto é muito importante para análise pois de nada interessa Portugal crescer 1% se as outras economias avançadas crescem 2%, um crescimento baixo é sinónimo de divergência.

Parte 1 - Portugal incapaz de reduzir o fosso entre si e os países ricos



Figura 1
Portugal convergiu com os EUA até 1973, data em que se dá a crise do petróleo. Ao mesmo tempo que Portugal convergia, economias como a França ou a Espanha também convergiam.
É importante observar que tanto Portugal, como Espanha ou a França sofrem com a crise de 1973, Isto mostra que ainda que o 25 de Abril e a instabilidade política pós-revolução tenha afectado a nossa economia, o desempenho negativo de do período 74-85 é comum entre os três países e afasta a ideia de que o crescimento económico Português foi interrompido pela revolução.
Por outro lado, também é notório que desde 1950 até 1973 Portugal convergiu bastante com os EUA, principalmente entre 1968 e 1973. Este período, que coincide com o Marcelismo , é um dos períodos do século XX em que Portugal mais reduz a sua distância e em que mais se evoluiu a nossa economia. Não é portanto honesto que se diga que Portugal teve um desempenho económico negativo durante o Estado Novo, ainda que o período de Salazar seja de convergência menor que o do Marcelo Caetano, continua a ser um período de convergência.
Depois temos a entrada para CEE que permite outro período de grande convergência durante mais ou menos uma década. Essa época de ouro termina no final dos anos 90, que é o apogeu da esperança Portuguesa. Em 1998, aquando da Expo98, Portugal tinha vivido sem parar um período de constante avanço e todos acreditavam que continuaria. Infelizmente a esperança não se materializou.Com altos e baixos ficamos "parados" durante as duas décadas seguintes. Apesar de crescermos deixamos de o fazer a ritmos baixos. Hoje estamos pior ou igual, em proporção aos EUA, do que há 20 anos atrás.
É também no final dos ano 90 que Espanha nos diz adeus e continua a convergir enquanto que nós ficamos preso no mesmo sítio. Isto é muito relevante pois nos 50 anos após 1950 Portugal e Espanha fizeram praticamente o mesmo percurso, sugerindo que talvez haja algo que Portugal começou a fazer, ou deixou de fazer, para se condenar a esta situação de estagnação

Parte 2 - Produtividade por trabalhador conta uma história pior

O PIB per capita não conta a história toda. Um país que tenha uma população a envelhecer vai ter mais dificuldades a ter um PIB per capita alto pois uma boa parte da sua população não consegue mais trabalhar e os que trabalham teriam de compensar os que não trabalham.
O PIB, pode ser escrito com a seguinte aproximação:

Figura 2
Resumidamente, para termos um PIB maior é preciso mudar ou o L, ou o K, ou o A. Ou seja, precisamos ou de trabalhar mais (mais pessoas a trabalhar ou durante mais horas), ou de dar mais máquinas e equipamento a quem trabalho (dar um computador a alguém em vez de trabalhar em papel), ou de tornar os recursos mais produtivos (melhorar a tecnologia das máquinas, ou a educação/formação dos trabalhadores)
Se olharmos para o PIB português não dividido pela sua população, que inclui crianças, idosos, e outras pessoas que não estão a trabalhar e a produzir, podemos ver quanto é que cada trabalhador está de facto a gerar para o país. É verdade que para o nível de vida, o PIB per capita é importante dado que ainda que nem toda a gente produza, toda a gente consome. No entanto, se querermos saber se uma economia está a ser mais produtiva temos de ver antes o PIB por trabalhador

Figura 3
O que vemos aqui é uma história diferente do que víamos na Figura 1. Portugal após a revolução deixa de convergir em produtividade até integrar a CEE, enquanto que a Espanha e a França não pararam a convergência. Por outro lado, sabemos pela Figura 1 que estes países também estagnaram a convergência após 1973...Ora se quanto trabalhador produziu continua a aumentar e a produção total estagna, a única variável que pode resolver isto é o número de trabalhadores. Espanha tinha 14,1 milhões de pessoas a trabalhar em 1973 mas em 1985 apenas 11,9 milhões. Portugal por outro lado compensou a falta de produtividade com mais mão-de-obra no mesmo período. Passamos de 3,5 milhões de trabalhadores em 1973 para 4,1 milhões em 1985, potencialmente devido ao mais de meio milhão de refugiados que veio para Portugal após as independências dos territórios ultramarinos.
Isto mostra que apesar de Portugal e Espanha parecerem, ao nível do PIB per capita, muito semelhantes em percurso até aos anos 90, as diferenças demográficas mascaravam um fosso grande entre a produtividade os dois países. Este fosso é tão grande que hoje, um trabalhador espanhol é quase tão produtivo como um Francês e muito próximo de um trabalhador americano, sendo 75% tão produtivo como esse. Um trabalhador português no entanto tem uma produtividade a 45% da americana. Espanha está mais próxima dos EUA do que de Portugal.
Pior que isso, desde 2015, não querendo fazer uma falácia ad hoc ergo proter hoc, após a transição para o governo de António Costa houve uma alteração da política portuguesa em relação ao foco na competitividade das empresas portuguesas. A produtividade de cada trabalhador começa a cair enquanto que em Espanha, ou França, isso não acontece, sugerindo que é um fenómeno português. Apesar de não se poder concluir, e apenas questionar esta relação, ninguém a tem mencionado. Uma das razões é de novo o factor trabalho. Durante os últimos 5 anos Portugal tem feito uma política muito agressiva de atração de imigração que faz com que haja mais trabalhadores, ainda que a produtividade média de cada esteja em declínio.Este efeito migratório é importante pois explica o porquê do nosso governo estar tão preocupado com a questão. Sem mais trabalhadores o efeito da falta de produtividade seria ainda maior e o nosso desempenho económico ainda mais baixo.

Parte 3 - O mito da falta de capital

A produtividade por trabalhador, como expliquei anteriormente, não é só se um trabalhador trabalha bem ou mal. Mais e melhores máquinas aumentam a produtividade do trabalho. Um varredor de ruas com uma vassoura e caixote de lixo rolante, consegue limpar menos lixo que um trabalhador com um veículo de limpeza das ruas, ainda que sejam os dois intelectualmente semelhantes e com a mesma dedicação ao trabalho.
Assim, muitos dizem que Portugal precisa de mais investimento, que precisa de mais máquinas, etc. No entanto a realidade conta-nos uma história mais controversa

Figura 5
Todos os anos há maquinaria e outros items de "capital" que se depreciam e saem do nosso "estoque", como quando um computador se avaria e se manda ao lixo. Por outro lados todos os anos há investimento em mais computadores em máquinas.
Isto significa que em cada ano há uma certa quantidade de capital disponível. Este capital não pode ser comparado de igual maneira também. Investir 10 mil euros em Portugal é diferente de o fazer nos EUA pois os preços são diferentes, quer de maquinarias, como de infraestruturas.
Quando ajustado ao poder de compra de cada país, Portuga está bastante em linha na quantidade de capital ao dispor da sua força de trabalho, tirando por terra que o nosso problema é a quantidade de capital disponível.
Por outro lado, nem todo o capital é igual e fracas decisões de investimento, levam a produtividades diferentes

Parte 4- A divergência da produtividade total dos factores


Figura 6
Voltando de novo à equação que apresentei. Se soubermos quantas horas e quantos trabalhadores uma economia tem chegamos ao L, com o estoque de capital chegamos ao K, com a proporção desse rendimento atribuído ao capital ou ao trabalho (lucros das empresas vs salários) chegamos ao alfa.
Com isso podemos calcular o A de cada economia que basicamente quão eficiente são os factores de produção de um país, este valor aumenta se os investimentos forem feitos de forma inteligente, se os trabalhadores recebem melhor formação, se a tecnologia aumenta, entre outros factores. Comparar o A entre países (produtividade total de factores) permite ver quão eficiente cada país é a usar os serus recursos
Figura 7
Este é o gráfico mais triste de todos. Portugal desde os anos 70 que não tem sido capaz de melhorar a sua alocação e gestão de recursos. Pior, o nosso país está hoje pior, em relação a 1950 quando visto em termos comparativos aos EUA. Se o nosso tipo de decisões, formação de trabalhadores, etc fosse o mesmo, e tivéssemos o mesmo número de trabalhadores, a trabalhar as mesmas horas, e de capital que os EUA, teríamos um PIB que seria apenas 37% daquele que os EUA têm.
Espanha apesar de ter convergido até aos anos 80 também estagnou e começou a cair nas últimas duas décadas. A razão pela qual estes efeitos não se notam tanto é pela maior dotação de capital em Espanha (que faz com que se compense a falta de produtividade)
Isto é ainda mais tenebroso no caso Português. Portugal, não só coloca mais capital à disposição dos seus trabalhadores, como faz os seus trabalhadores trabalharem mais horas que os americanos (1863 vs 1757 horas por ano).
Apesar de ser difícil de apontar a causa exacta esta análise breve sugere que estamos a colocar capital em coisas desnecessárias ou sem sectores pouco produtivos e que a sustentação do nosso nível de vida depende de uma exigência de mais horas por trabalhador, assim como um piramide populacional que não se inverta.

Conclusão

Sei que escrevi um texto longo, mas creio que é preciso sensibilizar para este tema. Estou disposto a conversar com cada um de vós e a melhorar o texto ou corrigir imprecisões caso as tenham detectado.
Mas acima de tudo é urgente que nós, enquanto Povo, levemos isto a sério. Não basta dizermos que este ano a dívida é 1% acima ou abaixo, que o desemprego está um pouco acima ou abaixo, se o salário mínimo aumento em 5 ou 10 euros.
É preciso repensar a forma como endereçamos a nossa economia e elaborar uma estratégia nacional para um aumento da nossa prosperidade.
Para este efeito não interessa cor política. Um partidário do PS quer uma economia tão forte como um do PSD. As suas divergências serão mais em temas redistributivos, mas não é possível redistribuir se não houver pão para partir e partilhar.
Peço que isto não se torne numa luta entre cores e mais numa evocação de fraternidade entre todos nós Portugueses deste fórum, e que tenhamos todos uma discussão construtiva em como fazer algo para que o país se liberte desta armadilha, caso contrário, daqui por mais umas décadas, estaremos mais próximos dos países do terceiro mundo, que do mundo ocidental em prosperidade económica

EDIT: Fonte de dados bruta é a Penn World Table 9.1
EDIT2: O filtro do Spam do reddit removeu erroneamente esta pubicação
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2020.05.12 02:27 Glenarvon Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

"A frase de Engels "Olhai a Comuna de Paris. Era a ditadura do proletariado" deve ser tomada a sério, como base para fazer ver o que não é a ditadura do proletariado como regime político (as diversas formas de ditadura sobre o proletariado, em seu nome)."
O conflito entre marxistas e anarquistas é muito antigo, e remonta desde a cisão pessoal entre Marx e Bakunin, até a perseguição de anarquistas por marxistas instalados no poder, como durante a Revolução Russa.
Ainda assim, a influência mútua das duas correntes é considerável. Há influência de autores anarquistas em autores marxistas, como David Harvey citando Murray Bookchin como uma influência, o reconhecimento por Marx da obra "O Que É a Propriedade?" de Proudhon como um "trabalho científico", a associação de William Morris com Kropotkin e outros anarquistas, entre outros. Por outro lado, a influência do marxismo em autores anarquistas também é notável, desde o já citado Bookchin até anarquistas mutualistas como Kevin Carson (que cita a corrente autonomista do marxismo como uma influência). De que modo isso é possível?
O principal conceito usado para se defender uma interpretação "estatal" do marxismo é o de "ditadura do proletariado". E, em adição a isso, as 10 medidas revolucionárias propostas por Marx e Engels no Manifesto Comunista, que envolvem, entre outras coisas, a centralização de indústrias como as ferrovias nas mãos do Estado, além de outras medidas defensoras de uma centralização estatal.
O conceito de "ditadura do proletariado" é um caso exemplar de como um nome pode facilitar a interpretação reducionista de uma ideia. O conceito de "ditadura" que Marx emprega, comum a sua época, não possui a conotação atual de governo autoritário por uma minoria, mas sim de "autoridade completa em um aspecto". No caso, uma autoridade da classe trabalhadora sobre a burguesia, exercida por meio da revolução, com o objetivo de pôr fim ao sistema capitalista. Para Marx, qualquer órgão que sirva ao propósito de por em prática o poder político da classe trabalhadora, mesmo que organizado de forma direta e horizontal, será uma "ditadura do proletariado", e, por extensão, um "Estado".
Essa diferença na definição de o que constitui um Estado é talvez a fonte principal de desentendimento entre anarquistas e marxistas em muitos casos. É por essa razão que, olhando para a Comuna de Paris, Bakunin escreve em seus textos, especialmente em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", que a Comuna havia abolido o Estado e o substituído pelo governo direto dos trabalhadores, enquanto Marx, em A Guerra Civil na França, olha para a Comuna e a descreve como uma ditadura do proletariado. Como podem os dois terem observado o mesmo fenômeno e o interpretado de maneira tão diferente?
Para Bakunin, o Estado é definido primeiramente por sua relação de dominação. A base da análise do anarquismo é a hierarquia social. Para Bakunin, o Estado é definido por ser uma instituição burocrática, imposta pela força, e necessariamente regida por uma elite política, criando uma hierarquia coercitiva onde aqueles no controle do maquinário estatal (e a classe dominante que defendem) exercem poder sobre o resto da população. Assim, ao eliminar as estruturas burocráticas e hierárquicas do Estado Burguês (e seus órgãos defensores, como o exército permanente e a polícia) e substituí-las por formas horizontais de democracia direta, a Comuna havia efetivamente abolido o Estado e suas relações de dominação política.
Para Marx, os órgãos políticos da Comuna, mesmo que horizontais e sem as típicas hierarquias coercitivas do Estado, são uma "ditadura do proletariado", pois representam a organização do poder político dos trabalhadores em oposição à burguesia, sendo através deles que as ações políticas da classe trabalhadora são organizadas.
Em A Guerra Civil na França, porém, Marx nota a estrutura com a qual as decisões da Comuna são organizadas. Marx nota que:
"(...) a classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionar para os seus próprios objectivos." (A Guerra Civil na França, Capítulo III)
Sobre a forma política da Comuna de Paris, Marx escreve:
"O primeiro decreto da Comuna (...) foi a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo armado.
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna." (Idem)
Para Marx, a organização horizontal da Comuna, com os postos administrativos sendo eleitos por democracia direta e revogáveis a qualquer momento (não muito distante do modelo de Confederalismo Democrático adotado em Rojava hoje) foi essencial para seu sucesso político. Marx continua:
"Uma vez estabelecido o regime comunal em Paris e nos centros secundários, o velho governo centralizado teria de dar lugar, nas províncias também, ao autogoverno dos produtores. Num esboço tosco de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, estabeleceu-se claramente que a Comuna havia de ser a forma política mesmo dos mais pequenos povoados do campo, e que nos distritos rurais o exército permanente havia de ser substituído por uma milícia nacional com um tempo de serviço extremamente curto. As comunas rurais de todos os distritos administrariam os seus assuntos comuns por uma assembleia de delegados na capital de distrito e estas assembleias distritais, por sua vez, enviariam deputados à Delegação Nacional em Paris, sendo cada delegado revogável a qualquer momento e vinculado pelo mandai imperatif (instruções formais) dos seus eleitores. As poucas mas importantes funções que ainda restariam a um governo central não seriam suprimidas, como foi intencionalmente dito de maneira deturpada, mas executadas por agentes comunais, e por conseguinte estritamente responsáveis. A unidade da nação não havia de ser quebrada, mas, pelo contrário, organizada pela Constituição comunal e tornada realidade pela destruição do poder de Estado, o qual pretendia ser a encarnação dessa unidade, independente e superior à própria nação, de que não era senão uma excrescência parasitária. Enquanto os órgãos meramente repressivos do velho poder governamental haviam de ser amputados, as suas funções legítimas haviam de ser arrancadas a uma autoridade que usurpava a preeminência sobre a própria sociedade e restituídas aos agentes responsáveis da sociedade. Em vez de decidir uma vez cada três ou seis anos que membro da classe governante havia de representar mal o povo no Parlamento, o sufrágio universal havia de servir o povo, constituído em Comunas, assim como o sufrágio individual serve qualquer outro patrão em busca de operários e administradores para o seu negócio. (...) A Constituição Comunal teria restituído ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita, que se alimenta da sociedade e lhe estorva o livre movimento."
Com esse elogio da democracia direta dos communards e a crítica ao carreirismo, é difícil não se perguntar o que Marx acharia dos estados que seriam instituídos em seu nome no futuro.
Em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", Bakunin escreve:
"(...) partidário incondicional da liberdade, essa condição primordial da humanidade, penso que a igualdade deve se estabelecer no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva das associações produtoras livremente organizadas e federadas nas comunas, e pela federação também espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado."
No capítulo III de A Guerra Civil na França, Marx escreve, de forma similar:
"A própria existência da Comuna implicava, como uma coisa evidente, liberdade municipal local, mas já não como um obstáculo ao poder de Estado, agora substituído."
Apesar de suas discordâncias, Marx e Bakunin concordam em relação à organização da Comuna de Paris enquanto movimento revolucionário da classe trabalhadora. A confusão dos dois sobre sua definição de Estado fica mais clara nos comentários de Marx à obra Estatismo e Anarquia, de Bakunin.
Em Estatismo e Anarquia, Bakunin escreve:
"Então não haverá governo nem estado, mas se houver um estado, haverá governadores e escravos.”
Marx responde a esse trecho:
"Isto é, somente se a dominação de classe desapareceu, e não há estado no atual sentido político."
Isso deixa explícita a diferença no modo de pensamento dos dois. Bakunin deixa clara sua definição do Estado em relação a suas hierarquias coercitivas burocráticas, enquanto Marx enfatiza sua definição do Estado como a organização que realiza os interesses de uma classe. Isso leva a um desentendimento progressivamente maior ao longo do texto.
Bakunin continua:
“Esse dilema é resolvido de modo simples na teoria dos marxistas. Por governo popular eles compreendem o governo do povo por meio de um pequeno número de líderes, escolhidos pelo povo.”
Aqui Bakunin não entende que a "ditadura do proletariado" que Marx descreve não precisa ser um governo de poucos membros, mas algo como a Comuna. Mas, como Bakunin define o Estado por suas relações de dominação, presume então que ela aconteceria necessariamente de forma similar ao Estado Burguês ("eleição" de uma elite política que controlará o aparato burocrático do Estado).
A isso Marx responde:
"Asneira! Isso é baboseira democrática, imbecilidade política. A eleição é uma forma política presente na menor comuna e artel russo. O caráter da eleição não depende deste nome, mas da base econômica, da situação econômica dos eleitores e, assim que as funções deixaram de ser políticas, existe 1) nenhuma função de governo, 2) a distribuição das funções gerais tornou-se um assunto de negócios, que não dá uma domínio, 3) a eleição não tem nada do seu caráter político atual."
O que é descrito é basicamente uma variação do que diz em A Guerra Civil na França: que os cargos eleitos serão puramente administrativos e revogáveis, sem a dominação política do Estado Burguês. O que Marx não entende é que Bakunin entende o Estado por suas relações de dominação, então critica o trecho como se Bakunin estivesse criticando a noção de eleições em si, e não a forma política que tomam em um Estado. Um está filtrando as falas do outro pelo próprio ponto de vista. Isso se torna enfim explícito em um trecho onde parecem concordar:
Bakunin: “Os alemães são cerca de quarenta milhões. Por exemplo, todos os quarenta milhões serão membros do governo?”
Marx: "Seguramente! Uma vez que a questão começa com o auto-governo da comunidade."
"Auto-governo da comunidade" é exatamente do que Bakunin se declara partidário em seu texto sobre a Comuna.
Ainda assim, as críticas de Bakunin não vêm sem uma base, e ainda temos as medidas centralizadoras recomendadas por Marx no Manifesto Comunista.
Nesse caso, é preciso entender como a Comuna de Paris influenciou o pensamento de Marx.
Marx, por sua ideia da "concepção materialista da história", acreditava que a teoria deveria ser informada pela prática (conceito que não é estranho aos anarquistas). Como sua teoria era referente a como a classe trabalhadora atua como agente de transformação social, então a Comuna de Paris, vista por Marx como o primeiro exemplo de uma "ditadura do proletariado", iria exigir que ele revisse seu trabalho de modo a levá-la em conta, incluindo sua organização política.
Foi por esse motivo que, em 1872, um ano após a Comuna, Marx e Engels adicionaram um prefácio à edição alemã do Manifesto (publicado em 1848), onde escrevem:
"A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às edidas revolucionárias propostas no fim da secção II. Este passo teria sido hoje, em muitos aspectos, redigido de modo diferente. Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado. A Comuna, nomeadamente, forneceu a prova de que 'a classe operária não pode simplesmente tomar posse da máquina de Estado [que encontra] montada e pô-la em movimento para os seus objectivos próprios'."
De forma similar, em um texto redigido dois anos depois, em 1850, a "Mensagem da Direcção Central à Liga dos Comunistas", onde em um trecho afirmaram que "tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário", foi adicionada por Engels uma nota de rodapé em 1885, onde escreve:
"Há que lembrar hoje que esta passagem assenta num mal-entendido. Considerava-se então como certo — graças aos falsificadores bonapartistas e liberais da história — que a máquina administrativa centralizada francesa fora introduzida pela grande Revolução e manejada, designadamente pela Convenção, como arma indispensável e decisiva para a vitória sobre a reacção monárquica e federalista e sobre o inimigo externo. Mas é actualmente um facto conhecido que durante toda a Revolução, até ao 18 de Brumário, o conjunto da administração dos departamentos, distritos e comunas consistia em serviços públicos eleitos pelos próprios administrados e agia com inteira liberdade, nos limites das leis gerais do Estado; que este autogoverno provincial e local, semelhante ao americano, se tornou precisamente a mais poderosa alavanca da Revolução, e isso até ao ponto em que Napoleão, imediatamente após o seu golpe de Estado do 18 de Brumário, se apressou em substitui-la pela administração dos prefeitos ainda hoje existente, a qual, portanto, foi desde o começo um puro instrumento da reacção."
Ou seja, há admissão por parte do próprio Marx (e de Engels) que suas antigas teorias sobre a prática revolucionária da classe trabalhadora foram tornadas antiquadas pelo evento da Comuna de Paris.
A crítica de Bakunin, apesar de não entender exatamente o próprio Marx, foi um aviso sobre as interpretações centralizadoras e estatais que sua obra poderia receber. Bakunin disse que se pode "pegar o revolucionário mais apaixonado: dando-lhe poder ilimitado, em alguns anos será pior que o próprio czar". Marx não pretendia dar poder ilimitado a um auto-proclamado líder revolucionário, mas alguns de seus intérpretes futuros não seguiam o mesmo princípio.
Mas, assim como é possível fazer uma interpretação autoritária da obra de Marx, também é possível fazer uma interpretação "libertária". A história aos anarquistas mostra que é um erro associar-se à primeira, mas a segunda, correntes marxistas anti-autoritárias e comprometidas com a democracia radical, ainda existe, e, se quisermos que o anarquismo seja o movimento de massas que ele almeja ser, não podemos ignorar ou rejeitar por inteiro a outra grande corrente anti-capitalista que temos.
Esse texto se chama "notas" com razão: é mais um pensamento geral que uma tese específica.
Para outros anarquistas, uma lista de autores e correntes da ala "libertária" do marxismo que possam interessar:
Caso esse texto seja lido por algum marxista, que não o rejeite imediatamente como um "desvio anarquista" do pensamento marxista, alguns autores anarquistas interessantes seriam:
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2020.04.23 03:02 Rickbraz91 Refutando Fake News sobre coronavírus

Devido ao crescente número de Fake News (FN) decidi fazer esse post para refutar cada uma delas. Esse post será editado quando novas FN aparecerem ou quando algum erro for encontrado.
1. Tomar líquidos quentes para matar o vírus;
Há duas versões dessa FN: Uma é de um médico transferido de Shenzhen para Wuhan e outro do Tio e sobrinho de uma colega de classe do autor. Os dois igualmente falsos (http://duduallo.com.bfake-news/beber-agua-ou-cha-quente-mata-o-coronavirus-que-nao-sobrevive-a-mais-de-26-oc-fakenews.html ).
Não há nenhuma evidência científica que água quente mata o vírus. Se isso fosse verdade, o chineses seriam basicamente imunes pois beber líquidos quentes faz parte da cultura chinesa (https://www.destinochina.com/por-que-os-chineses-bebem-agua-quente/ )
2. Vinagre mata vírus e álcool em gel não;
Essa FN foi espalhada pelo “químico autodidata” Jorge Gustavo em correntes de FB e Whatsapp e foi refutado pelo Álvaro José dos Santos Neto, pesquisador do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP (http://www5.iqsc.usp.b2020/alcool-gel-e-eficaz-contra-o-coronavirus/ )
3. O coronavírus não sobrevive em temperaturas acima de 27° C;
É uma FN derivada da FN n° 1 e também espalhada em grupos de FB e Whatsapp. Se isso fosse verdade, o vírus não sobreviveria a temperatura do corpo humano (36,6 °C). Em uma metanálise foi concluído que o vírus pode sobreviver à temperaturas elevadas como 30° C ou 40 °C às vezes, por dias (https://www.journalofhospitalinfection.com/article/S0195-6701(20)30046-3/fulltext30046-3/fulltext) ).
4. O COVID19 sempre existiu pois está na caderneta de vacinação do cachorro;
Uma das minhas favoritas! A ignorância desse rapaz é de dar dó! Inclusive chama cobras de mamíferos. É uma fake news que surgiu em grupos de whatsapp (https://www.youtube.com/watch?v=RHKtqjn_Ez4&t=15s ). Uma rápida pesquisa é possível ver os diferentes tipos de coronavírus na história (http://www.saude.pr.gov.bmodules/conteudo/conteudo.php?conteudo=3509 ).
Há 7 diferentes tipos de coronavirus que podem afetar humanos: 229E (alpha coronavirus), NL63 (alpha coronavirus), OC43 (beta coronavirus), HKU1 (beta coronavirus), MERS-CoV (beta coronavirus que causa a doença chamada MERS, surgiu no Oriente Médio em 2012), SARS-CoV (beta coronavirus que causa a síndrome respiratória chamada SARS, surgiu na Asia em 2003, não há mais casos desde 2004), SARS-CoV-2 (o novo coronavirus que surgiu no final do ano passado, que causa a "doença coronavirus 2019", ou COVID-19). Os 4 primeiros são virus que estão por aí há mais de 50 anos, tendo os primeiros casos no meio da década de 1960. Desde então pessoas e animais são infectadas por eles diariamente (https://www.cdc.gov/coronavirus/types.html ). Os 3 últimos são mutações dos outros virus causadas em animais devido a presença de outros tipos de virus que só afetam eles.
5. O vírus é um golpe da China para comprar ações da bolsa;
Essa FN é normalmente espalhada por grupos de extrema-direita ou em sites sensacionalistas/ religiosos (http://samauma.com.bsite/samauma/a-china-levando-vantagem-em-tudo/ ). Interessante saber que essa FN tem aparentemente origem em um portal chamado RUNET, um site russo (https://novayagazeta.ru/articles/2020/02/08/83836-kak-uhan-uronil-yuan ) e é uma versão modificada de outra FN de 2014 pórem com a Rússia e Ucrânia como protagonistas na crise de Crimea (http://www.19rus.info/index.php/ekonomika-i-finansy/item/7734-putin-za-nedelyu-zarabotal-dlya-rossii-20-milliardov-dollaro ) A FN é exatamente a mesma! Apenas mudam os personagens.
Além disso, os autores ignoram que QUALQUER PESSOA pode comprar ações da bolsa e não apenas chineses. É claro que comprar ações em época de baixa pode ser vantajoso a longo prazo mas não é 100 % seguro. Criar um vírus sabendo que conseguirá infectar a população de uma cidade em larga escala para criar uma pandemia, causar crash na bolsa e ter certeza que haverá recuperação no futuro é necessário uma onisciência de um Deus devido a tantas variáveis e coisas que podem sair errado. Também não há uma única informação sobre esse xeque mate chinês em revistas ou sites de economia de renome.
A China também está sendo negativamente afetada pelo vírus ao contrário que muitos dizem. Podemos ver a queda em várias bolsas chinesas aqui (https://tradingeconomics.com/china/stock-market ), A produção industrial (que mede as atividades de manufatura, mineração e serviços públicos) caiu 13,5% no comparativo anual, As vendas no varejo, um indicador-chave do estado do consumo na segunda economia mundial, caíram 20,5% em relação ao ano anterior e os investimentos em ativos fixos, despesas com itens que incluem infraestrutura, propriedades, máquinas e equipamentos, caíram 24,5% no período, outra redução recorde (https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/22/coronavirus-o-impacto-na-economia-chinesa-e-por-que-isso-e-uma-grande-ameaca-ao-mundo.ghtml ). A projeção de PIB chinês do 1° Tri caiu de 4,9% para 1% (https://www.canalrural.com.beconomia/pib-da-china-deve-cair-de-49-para-1-no-primeiro-trimestre-diz-banco/ ). Engana-se quem crê que a China está se “dando bem”.
6. Cuba criou a vacina para o vírus e curou 1500 pessoas na China;
A FN foi compartilhada por alguns políticos de esquerda no afã de defender o regime autoritário de Cuba (https://twitter.com/guilhermeboulos/status/1238081207671422977 e https://www.jb.com.bbem_vivesaude/2020/03/1022740-cuba-anuncia-que-produz-vacina-contra-o-coronavirus-que-esta-sendo-usado-na-china-e-ja-curou-1-500-pessoas.html). A notícia na realidade se trata do Interferon-alfa2b que, teoricamente, estava sendo usada na China para tratamento (http://www.granma.cu/mundo/2020-02-07/interferon-alfa-2b-el-medicamento-cubano-usado-en-china-contra-el-coronavirus-06-02-2020-10-02-56 ).
Sobre o medicamento ter curado 1500 pessoas na China, a única fonte que existe sobre isso é o próprio meio de comunicação cubano. E sabemos que Cuba não é um exemplo de transparência e preservação aos direitos humanos, uma vez que manipula dados de mortalidade infantil (https://academic.oup.com/heapol/article/33/6/755/5035051 ) e prende pessoas que vão contra o governo (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/05/12/policia-interrompe-marcha-lgbt-em-cuba.ghtml ).
7. Não conseguir prender a respiração mais de dez segundos é um indicativo de 100% que você está contaminado;
Essa FN foi espalhada pelo whatsapp, FB e em alguns sites (http://ipiranganews.inf.be-assim-que-as-pessoas-no-canada-sao-informadas/ ). É uma versão modificada da FN de Stanford University (https://www.cnnbrasil.com.bsaude/2020/03/17/agua-com-sal-dez-minutos-sem-ar-o-voce-nao-deve-fazer-contra-o-coronavirus ). Não há nenhum estudo ou informação de canadenses realizando tal prática como afirmado na FN. A própria instituição desmentiu o caso (https://www.lamag.com/article/coronavirus-hoax-stanford/ ).
8. O H1N1 é mais letal que o COVID19;
Essa FN foi principalmente impulsionada pelo Presidente Jair Bolsonaro ao comparar dados sem tratamento estatístico de H1N1 com o SARS-Cov-2 durante uma entrevista dada à Record no dia 22 de Março (https://recordtv.r7.com/domingo-espetaculavideos/presidente-jair-bolsonaro-fala-sobre-o-coronavirus-em-entrevista-ao-domingo-espetacular-22032020 ). Em cima disso, outra FN foi criada por direitistas lunáticos com números atribuídos ao H1N1 em 2009 (https://piaui.folha.uol.com.blupa/wp-content/uploads/2020/03/printbolsonarolulacoronainterna.png ). O problema é que o autor da FN contabilizou mortes e casos que ocorreram em um ano e meio da pandemia de 2009 e comparou com dados de apenas um mês da pandemia de 2020. Nota zero em metodologia. Em 20 de Abril (aproximadamente dois meses após o início da pandemia no Brasil) já contabilizamos 2 462 mortes e 38 654 casos, acima do H1N1 em um ano e meio. A OMS estimou que o SARS-Cov-2 é 10 vezes mais letal que o H1N1 de 2009 (https://exame.abril.com.bciencia/novo-coronavirus-e-dez-vezes-mais-letal-que-h1n1-diz-oms/ ).
Porém, mesmo com dados limitados na época do pronunciamento, já havia dados suficientes para provar que o surto de coronavírus está sendo pior que o H1N1 em 2009: naquela ocasião, houve 300 mortos associadas aos 77.000 primeiros casos (0,4%), mas com as mesmas infecções o coronavírus está associado a 2.200 mortes (2,8%). Isso é sete vezes mais (https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-03-03/como-o-coronavirus-se-compara-com-a-gripe-os-numeros-dizem-que-ele-e-pior.html ). Um fator que pode mascarar a taxa de letalidade é o fato do sistema de saúde testar apenas os casos graves, diminuindo os dados de taxa de transmissão e aumentando a taxa de letalidade (https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-24/com-gargalo-de-testes-para-coronavirus-brasil-ve-so-a-ponta-do-iceberg-com-seus-2201-casos-e-46-mortes.html ), mesmo assim contamos com dados do mundo inteiro que faz com que as estimativas fiquem mais próximas do real mesmo não sendo perfeitas.
09. O livro “Eyes of the darkness” do Dean Koontz previu a pandemia;
É um boato interessante que surgiu nas redes sociais e alguns sites sensacionalistas replicaram a informação (https://observador.pt/2020/02/26/livro-de-terror-escrito-ha-40-anos-previu-epidemia-de-coronavirus-em-wuhan/ ). O boato ronda principalmente em um trecho do livro que fala sobre um vírus com 100% de taxa de mortalidade originada na China em Wuhan e se chama Wuhan-400 (https://twitter.com/DarrenPlymouth/status/1229110623222554626/photo/1 ). As discrepâncias começam com o fato do Covid19 ter uma letalidade menor que 4% e contamina animais enquanto o Wuhan-400 possui uma letalidade de 100% , contamina apenas humanos, dissolve o cérebro, não sobrevive fora do corpo por mais de um minuto e mata em 24 horas.
Nas primeiras versões do livro (1981) o vírus se chamava Gorki-400, o nome de uma cidade da União Soviética (https://twitter.com/calebmusik21/status/1237600247863369728/photo/1 ). Com a queda da União Soviética, os autores decidiram mudar o nome pois precisariam de um novo vilão para as edições mais novas. E como havia boatos naquela época que os chineses possuíam armas biológicas, decidiram dar o nome da cidade Wuhan onde há um instituto de virologia e trocaram os personagens por chineses.
Também há boatos que o livro predisse até mesmo o ano da pandemia (https://twitter.com/Mygreenbin1/status/1229699634152402944 ), porém a foto é falsa. O trecho retirado é de outro livro chamado “The End of the Days” (TEOD) da escritora Sylvia Browne (https://twitter.com/MSN_Maldives/status/1238290964495523840 ) no qual falaremos a seguir.
10. Sylvia Browne previu o coronavírus em 2020”
Como acima explicado há um trecho do livro TEOD escrito em 2008 que supostamente prediz a pandemia do atual coronavírus. O livro é real e pode ser baixado ou comprado online facilmente. A Sylvia fez diversas previsões e acertou pouquíssimas delas, e uma das previsões que ela acertou foi a de um surto parecido com o de pneumonia em 2020. Mas isso não indica nenhum fator sobrenatural. Até um relógio quebrado acerta a hora duas vezes ao dia. Muitas das previsões também não poderiam ser consideradas previsões de fato, porque acompanhando certos tipos de notícias é perfeitamente possível saber que tal evento provavelmente ocorreria no futuro. Abaixo a lista de profecias juntamente com comentários:
- Entre 2008 e 2020 um presidente americano morreria de ataque cardíaco (Falso);
- Após isso, o vice-presidente declararia as intenções de criar uma guerra contra a Coreia do Norte. Após fracassar com a intenção de obter o apoio do congresso ele seria assassinado (Falso);
- Até 2010, o resfriado será algo do passado. As pessoas entrariam em uma cabine e por 5 e 6 minutos e os microrganismos seriam destruídos (Falso);
- Em 2010 as mulheres dariam a luz suspensas e os bebês cairão por gravidade (Falso);
- A possibilidade de doenças como depressão e esquizofrenia poderão ser determinadas com exames no nascimento (Inconclusivo, mas já existiam estudos na época sobre determinar essas doenças geneticamente https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15184104 )
- Células seriam retirados da bochecha de todo nascido e seriam usados para compor uma base de dados global linkado aos documentos (Falso);
- Em 2012, haverá próteses reais para substituir partes do corpo com todas as funções do membro perdido (Falso);
- Diabetes e câncer serão curáveis (Falso);
- Haverá tratamento para Alzheimer com células da placenta (Verdade porém já existiam estudos na época https://noticias.ufsc.b2007/03/ufsc-estuda-celulas-tronco-a-partir-de-placenta-e-de-cordao-umbilical/ )
- Microchips seriam instalados no cérebro das pessoas curando a doença de Parkinson em 2014 (Falso);
- Em 2015 não existirão cirurgias evasivas (Falso);
- Em 2020 não haverá mais cegueira e surdez (Falso);
- Casais teriam menos desejos de terem filhos (Verdade, porém a taxa de natalidade já estava caindo a tempos https://en.wikipedia.org/wiki/Total_fertility_rate )
- Em 2010 uma doença bacteriana semelhante à “doença comedora de carne” surgirá e não haverá medicamento contra ela. Os pacientes seriam isolados até descobrirem que poderiam ser curados com calor e corrente elétricas (Falso);
- Cirurgia corrigirão defeitos no feto antes do nascimento (Verdade mas a prática já existia desde 1980 https://en.wikipedia.org/wiki/Fetal_surgery )
- O Papa Bento seria o último eleito e o próximo seria um coletivo de papas (Falso);
- Em 2014 satélites detectariam criminosos e enviariam alertas para as autoridades (Falso);
- Por volta de 2020, uma doença parecida com a pneumonia se espalhará ao redor do globo atacando os pulmões e brônquios resistindo todos os tratamentos utilizados. A doença desaparecerá assim como apareceu e voltará novamente 10 anos depois. Em seguida desaparecerá completamente (Parcialmente verdade porém ainda há coisas a serem descobertas sobre o vírus)
Concluindo, a previsão é apenas pura coincidência.
11. A Ambev está distribuindo álcool em gel gratuitamente;
Essa é mais que uma FN. É na realidade um golpe usado por criminosos para roubar dados das pessoas que se cadastrarem no site falso (https://rlagosnoticias.com.b2020/03/20/criminosos-nao-se-cansam-e-usam-mais-uma-estrategia-para-aplicar-golpes-pelo-whatsapp/ ). Ao clicar no link, a pessoa era redirecionada a um site falso da web para colocar os dados pessoais. A Ambev inclusive se pronunciou sobre o caso no twitter (https://twitter.com/Ambev/status/1240660794058121219?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1240660794058121219&ref_url=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Ffato-ou-fake%2Fnoticia%2F2020%2F03%2F20%2Fe-fake-mensagem-que-diz-que-a-ambev-esta-distribuindo-alcool-gel-gratis-para-a-populacao.ghtml ).
12. Israel descobriu a vacina do COVID19;
Assim como a FN da vacina de Cuba, essa FN foi criada a partir de uma interpretação equivocada da notícia de uma vacina que estava sendo desenvolvida e que PODERIA estar disponível em maio. Vários grupos de direita compartilharam a notícia distorcida (https://www.youtube.com/watch?v=kbTJG3BwV74 ). O laboratório responsável pela pesquisa se pronunciou e afirmou que ainda estão trabalhando na vacina e que ficará pronta em 3 meses caso não haja nenhum contratempo (https://13news.co.il/item/news/domestic/health/coronavirus-vaccine-1026258/?fbclid=IwAR1zQNUTlV2b_HdJC9AMCR2fEW2t8c9O7VSuBw81HdPSfM2ptI5MU2mKM5U ).
13. O Simpsons previu a pandemia;
O episódio dos Simpsons a que se refere aborda um episódio de 1993 em que um funcionário do Japão em Osaka espirra em uma caixa que foi enviada para o Homer. A imagem que circula na internet é essa (https://twitter.com/Attilaademm/status/1223950852421013505/photo/1 ). Porém a imagem foi manipulada. No episódio original no minuto 4:18, podemos ver que se trata da “Osaka flu” e não de coronavírus (https://www.youtube.com/watch?v=uBOBiq-UdQs&feature=share&fbclid=IwAR1LgM9dVMLoI2m-g9ekScFLHQtTjy9NpMSN96cghOWzAUFVEESOzW77WmQ ).
14. Vitamina C com Zinco e vitamina D combate o coronavírus;
Essa FN foi compartilhada nas redes sociais (https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1507000456135481&id=508712292630974 ). Ela foi criada a partir de uma notícia distorcida sobre um estudo em que o consumo de vitamina D ajuda na imunidade e, consequentemente, no combate ao Covid19 (https://noticias.uol.com.bsaude/ultimas-noticias/redacao/2020/03/28/pacientes-internados-com-coronavirus-tem-carencia-de-vitamina-d-diz-estudo.htm?utm_source=facebook&fbclid=IwAR23OJ8cjqiX8ND9Mye2P-67Vk0zLdpCjk-9V9jxiA6YNjF2Rn5w2--Gaac&cmpid=copiaecola ). O Próprio presidente zerou os impostos sobre vitamina D e Zinco e os classificou como medicamentos para combate ao vírus (https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1246432726460305414 ).
Se lessem com mais atenção, poderiam ter percebido o trecho que diz que não existe nenhuma prova científica em questão. A Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota de repúdio sobre essa FN (https://www.facebook.com/SociedadeBrasileiradeInfectologia/photos/pcb.2544508135678774/2544507892345465/?type=3&theater ).
No Paraná, uma empresária foi autuada ao anunciar suplementos de vitaminas como prevenção ao coronavírus (https://g1.globo.com/pparana/noticia/2020/02/07/empresaria-e-autuada-apos-anunciar-suplemento-de-vitaminas-como-prevencao-ao-coronavirus-no-parana.ghtml ).
15. Bill Gates e/ ou a CIA obtiveram a patente do coronavírus;
Essa FN é muito conhecida no exterior e já foi desmentida várias vezes. Ela foi publicada com frequência por conspiracionistas nas redes sociais (https://twitter.com/Jordan_Sather_/status/1219795721286586368 ) inclusive espalhada pelo Olavo de Carvalho, o guru do governo Bolsonaro (https://epoca.globo.com/guilherme-amado/olavo-culpa-bill-gates-por-coronavirus-no-brasil-24218397 ). Aparentemente, a pessoa que criou a FN sequer leu a patente inteira. A patente de 2015 (https://patents.justia.com/patent/10130701 ) menciona de fato a palavra coronavírus mas, não se trata da Covid19 e sim de outro coronavírus chamado Gammacoronavírus que afeta aves (https://en.wikipedia.org/wiki/Gammacoronavirus ). Basicamente, é uma patente sobre o desenvolvimento de uma vacina de coronavírus para aves.
Parte II: https://www.reddit.com/useRickbraz91/comments/g6dged/refutando_fake_news_sobre_coronav%C3%ADrus_ii/
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2019.12.27 14:57 silveringking A Queda do Império - Parte 2: Timor

Introdução
Como agradecimento pelo bacalhau de ouro, decidi fazer um esforço e postar a segunda parte da queda do império antes do fim do ano. Espero que esteja tão boa como a primeira parte.
Hoje vamos falar de Timor, uma pequena nota, algumas das coisas que eu vou dizer aqui ficariam melhor no artigo sobre a India, mas mesmo assim não consigo explicar Timor sem explicar a India, e para explicar a India tinha que explicar África primeiro, por isso hoje voltaremos a falar dos nossos amigos traficantes os Ingleses, também falaremos de um novo “player” neste jogo que é a colonização, os holandeses. Ah já agora, o artigo vai sair um pouco grande, pois há muito que contar sobre a colonização de Timor.

E tudo começa com um troll…
Para poder explicar a razão dos portugueses começarem a navegar os mares assim do nada, tenho de falar do maior troll de todos os tempos. O individuo anónimo que escreveu a primeira versão de uma carta falsa sobre o nome Preste João. Havia várias versões da carta que circularam no final da idade média, e não, não vos vou dar fontes, pesquisem e se eu estiver errado digam. Mas basicamente o que a carta contava era sobre um rei chamado Preste João que era muito rico e cristão, mas que estava rodeado de inimigos mouros e precisava de ajuda de qualquer reino cristão que o viesse salvar, em troca ele pagaria muito, muito dinheiro. Toda a nobreza europeia acreditou nisto, incluindo a nobreza portuguesa. Ironicamente realmente havia um reino cristão bem longe da Europa e isolado do resto do mundo cristão, a Etiópia, que é também é o local mais a sul, onde se encontram “naturalmente” judeus. Mas a Etiópia nunca foi muito rica e isto tudo foi uma coincidência. Havia, no entanto, uma segunda razão para querer navegar para Oriente, uma razão peculiar…

A especiaria mágica…
Se tiverem uma máquina do tempo funcional e acesso a um supermercado e quiserem ficar ricos, recomendo irem ao supermercado e comprarem noz-moscada e irem até à idade média e venderem-na. Ia vender que nem ginjas, isto porque na Idade Média a noz-moscada era extremamente rara, logo extremamente valiosa. O problema é que esta só crescia num pequeno arquipélago na Indonésia, que tinha o óbvio nome de Ilhas das Especiarias… São umas pequenas ilhotas de onde a árvore que produz noz-moscada crescia. Existia só nessas ilhotas, até mais tarde a planta ser importada para outros sítios, mas eu não vou discutir isso. A noz-moscada era tão valiosa e rara, que diziam que servia para tudo, até para curar pragas. Infelizmente, por uma pequena questão chamada de “Rota da Seda”, só os muçulmanos tinham acessos às ilhotas. Eles vendiam- sim aos Europeus, mas a preço de ouro…
Isso tudo mudou quando Vasco da Gama descobriu a rota por mar para a India. Nós e a Espanha fizemos um acordo e ficámos com o controlo de grande parte da Ásia, incluindo a Indonésia e essas pequenas ilhotas. Ainda existem vestígios da cultura portuguesa na Indonésia, eles dizem palavras como garfu (garfo), e existe uma ilha na Indonésia chamada de Flores. (Já agora Taiwan chamava-se Formosa pela mesma razão). Nós íamos bem encaminhados para tornar da Indonésia uma das nossas melhores colónias… Até que veio alguém para estragar tudo…

Entra um novo “player”
Se há alguém bom a ganhar e perder colónias rapidamente são os holandeses. Durante a ocupação filipina eles atacaram quase todas as nossas colónias para ficar com elas. Atacaram o Brasil e perderam no, atacaram Angola e perderam na, já agora o apelido van Dunem, que é o apelido da nossa ministra da justiça, é de origem holandesa, foi um holandês que ficou por lá e deixou muita prole mulata. Não foi só perder, no entanto, ganharam bastante no sudeste asiático, nós perdemos quase todas as nossas colónias do sudeste asiático para os holandeses, e eles consequentemente perderam nas para os ingleses. Todas menos umas poucas, incluindo parte de Ceilão. E agora vou vos contar uma história engraçada, o primeiro rei dos Braganças, deu a mão da filha, D. Catarina em casamento ao rei inglês e como dote deu lhe Ceilão. Não só, mas D. Catarina introduziu o hábito do chá aos Ingleses, que era um hábito originalmente português importado de Macau. Os ingleses ficaram tão viciados em chá, que as razões das Guerras do Ópio, eram o chá e o dinheiro chinês, ou seja, eles vendiam ópio para satisfazer o seu vicio de chá. Já agora, eu tenho a teoria de que Hong Kong foi escolhido a dedo exatamente por ser ao lado de Macau, que era na altura um porto importante…

As Índias Ocidentais Holandesas
Talvez das poucas colónias que os holandeses não perderam até lhes darem independência no século 20, foram Índias Ocidentais Holandesas, também conhecidas como Indonésia. A única parte da Indonésia que os holandeses nunca foram soberanos, foi Timor. E depois, penso que no século 18 se não me engano, nós estabelecemos um acordo com os holandeses a assegurar o controlo de Timor pelos portugueses. E assim ficámos com meia ilha ali entre a Indonésia holandesa e a Austrália inglesa.

A Colónia Penal
Timor era a nossa colónia mais miserável, nós ficámos com ela só para dizer que tínhamos terra, mas na verdade a sociedade em Timor estava longe de ser a mesma da India portuguesa ou de Macau, os Portugueses que iam para Timor eram brutais e não só com os nativos. Timor servia para dois motivos, cultivo de café e colónia penal. Para Timor só mandávamos a pior escumalha que tínhamos em Portugal, mandar alguém para Timor, muitas vezes significava a morte da pessoa. Por vezes a colónia até servia para afastar certos nobres da corte, punham nos na sua administração porque era distante e de lá eles não podiam fazer algaraviada no parlamento.

O sofrimento de Timor e Verão Quente
Timor era miserável, até mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses não respeitaram a neutralidade portuguesa e ocuparam timor por estar perto dos interesses holandeses (curiosamente respeitaram-nos em Macau). Nunca houve grandes conflitos em Timor durante a Guerra Colonial, no entanto, era uma colónia “calma”, pobre, sem infraestruturas, mas calma. E aqui tenho de falar do Verão Quente e de um Homem chamado Henry Kissinger que foi Secretário de Estado de Richard Nixon e que sobreviveu para o ser para Ford. Kissinger era um político bastante astuto, como secretário de estado tinha muito poder, até com o Presidente. Na altura do Verão Quente, havia um grande risco de Portugal se tornar um país comunista, e Kissinger estava pronto para invadir Portugal, caso este se tornasse comunista, pois temia um país comunista na NATO. Ora quem elegeu um presidente comunista foram os Timorenses, a Indonésia sabia que os Americanos não iam gostar de ver Timor comunista, perguntaram se podiam invadir e estes disseram que sim. Foi assim que Timor se tornou uma província da Indonésia, dias depois de declarar a independência.

Guerrilha e Independência.
Apesar de ter sido imediatamente invadida pela Indonésia, muita gente foi contra a invasão e na verdade houve décadas de guerrilha devido a essa decisão. Portugal foi um dos grandes promotores da independência de Timor, e um dos aliados mais proeminentes da causa Timorense, foram, surpreendentemente, os Braganças. D. Duarte fora piloto em Angola e viu os horrores cometidos pelos portugueses, nos anos 90 fez várias campanhas a nível nacional e internacional para a independência de Timor e foi um grande “player” na causa de Timor. Eventualmente houve mudança de gerência na Indonésia. E a Indonésia juntou-se à causa portuguesa e libertou Timor, que ficou sobre a custódia das Nações Unidas por uns tempos, tornando-se a primeira nação do milénio. Devido ao grande apoio português, Timor é um grande promotor da cultura portuguesa no seu país, inclusive substitui o seu código civil que era baseado no holandês por um influenciado pelo código português de livre e plena vontade. É uma nação jovem e com perspetivas de futuro. Tem uma boa relação com Portugal e com a ASEAN (Association of South East Asian Nations), de quem é membro observador e pretende ser membro pleno, contando com o apoio da Indonésia e das Filipinas.

Espero que tenham gostado... Provavelmente não postarei mais até a janeiro, o próximo artigo será Angola e São Tomé, vou ter que falar sobre o Reino do Kongo e a Rainha Nzinga provavelmente, o artigo de Angola e São Tomé vai sair grande...
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2018.12.02 16:21 Acujl Como ser anónimo na Internet – [TUTORIAL COMPLETO]

Antes de mais, não sou um especialista, apenas alguém interessado em segurança e comunicação e este tutorial é apenas direccionado à educação :D

1) HTTPS ou TOR?

1.1) Intrudução

Ao navegarmos a Internet convencional ou a “surface web” usamos protocolos. Tudo começou com o HTTP (HyperText Transfer Protocol), foi um dos primeiros protocolos quando tentamos aceder a um site mas é bastante fácil para um “hacker” ver o que fazemos e por onde navegamos isto porque não há qualquer tipo de encriptação entre o servidor web e a vossa máquina ou seja, basta alguém estar estar na mesma rede do que vocês, por exemplo a mesma rede wifi, e executar um MITM (man in the midle atack). Onde o hacker redireciona o tráfego da máquina alvo para o seu servidor e ele literalmente lê os pacotes de dados (informação trocada ou seja, passwords, utilizadores, etc) com um simples “sniff” no wireshark (programa que nos permite ver pacotes de dados (TPC, UDP, etc)). Forma bastante eficaz de roubar informações a alguém em servidores desprotegidos.
Felizmente e a nosso favor a maioria dos sites hoje em dia usa HTTPS (HTTP + SSL), muitas pessoas convencionam o “S” no final do HTTPS como “secure”, daí o cadeado verde que vemos quando acedemos a esses websites.
O processo (SSL) começa quando nos tentamos conectar a um site e ele manda-nos uma cópia do seu certificado SSL (Chave pública), o navegador verifica se o certificado está expirado, em vigor, valido, etc (uma grande treta de acreditação). Se o navegador confiar no certificado, ele cria e envia de volta uma chave de sessão simétrica utilizando a chave pública do servidor. O servidor da decrypt da chave de sessão simétrica usando a sua chave privada e envia de volta uma confirmação criptografada com a chave de sessão para iniciar a sessão segura e agora o servidor e o navegador comunicam com, supostamente, segurança. São assim realizados os primeiros momentos de conexão quando acedemos a um website com HTTPS.
P.S: Pensem em chaves publica como algo que transforma x em alguma coisa que só pode ser aberto com a chave privada, y. Mais sobre isso a frente.

1.2) Se HTTPS é assim tão seguro, porque usar tor?

Bom, mesmo com esse tipo de segurança há várias formas de ver ou atacar alguém. Sempre podemos fazer phishing, ainda usar MITM (fazermo-nos passar por o servidor verdadeiro, é difícil AF mas possível) entre muitas outras coisas..
Com o Tor deixamos de ter esses problemas. Mais ou menos.

1.3) Mas o que é Tor?

Tor é uma comunidade, uma rede de computadores muitas vezes referida como Dark Web ou Deep Web.
A rede Tor dá-nos um nível de segurança com 128-bit AES (Advanced Encryption Standard) end-to-end (De computadores para computadores, não da nossa máquina até ao website). No final das contas é uma rede que sobrepõe “IP’S” em várias camadas e deve ser tratada como tal.
O melhor é usar HTTPS e Onions (Tor), HTTPS protege os nossos dados a nível de navegadores (nós)<=>(WEBSITE) e a rede Onion reforça o anonimato com “loops” pela internet de modo a escondemos a nossa identidade (IP). Mas esse nível de segurança depende do próprio website/servidor com que estamos a tentar comunicar. Para os nerds que desconheciam esta tecnologia, aqui têm um “Let’s Encrypt” para onions (here)
A rede tor funciona a partir de nodes, qualquer um pode fazer um relay, node de saida, etc. Uma autentica rede de computadores que comunicam entre si anonimamente.

1.3.1) Um aparte do funcionamento dos nodes…

Utilizando este modelo de 3 ou mais nodes fica mais difícil, mas não impossível de correlacionar o vosso pedido inicial com o vosso IP original. Também queria frisar que a maior parte destes nodes são universidades (fun fact)
O problema vem quando escrevemos “plain text” num site que acessamos via Tor, imaginemos que o meu exit node é o FBI ou a NSA. Se tivermos introduzido dados sensíveis apenas rezem que quem estiver a manteoperacional o exit node não tenha poder computacional suficiente para desencriptar a vossa ligação.

1.4) Let’s get REAL

Depois disto não parece nada seguro usar tor né? O bom é que é praticamente e impossível quebrar 128-bit AES. Toda a rede de bitcoin (hash rate atual é de 60M) demoraria 2.158 x 10^12 anos para quebrar 1 só chave. E para além do mais, sempre podemos configurar os nossos nodes, mais aqui.
Apenas não coloquem nada que não gostariam que se tornasse publico pois a segurança nunca é garantida! O que é (praticamente) garantido é o anonimato com o tor :)(Eu diria até que o vosso anonimato é garantido, todos os websites na deepweb que foram fechados até o dia de hoje por exemplo, não teve nada a ver com uma falha na rede tor mas sim foi um descuido dos administradores)
E para comunicação na web (chat) usem sempre PGP (Pretty Good Privacy), vamos falar mais a frente.

2) Que sistema operativo usar / Como Operar

Pretty bit topic here..

2.1) Sistemas Operativos

Querem anonimato? Usem um sistema operativo ao vivo (Live Operating System / Live CD). É um sistema operativo contido num dispositivo de armazenamento móvel, podem usar em qualquer lado com um computador (motherboard não desbloqueada) não deixando qualquer rasto no pc da sua existência (kinda, mais a frente).Caso não queiram ser tão hardcores sempre podem usar linux muito bom também, updates constantes da comunidade ;)Para o típico utilizador windows.. sabiam que o windows envia tudo o que vocês escrevem e falam para a Microsoft? Aqui têm tools que removem a telemetria and stuff (here)
Se são uns completos noobs e nunca instalaram nenhum OS (operating system) podem usar uma coisa chamada Virtual Box que emula um sistema operativo dentro de outro. Pesquisem.

Recomendo o uso do Tails (Live), Link here.

P.S: No que toca à Apple não tenho experiência portanto, não comento.P.S2: Dêm uma vista de olhos no “qubes”, sistema operativo hardcore para segurança.

2.2) PGP, Como Operar & Related

2.2.1) Mini Introdução

Temos de assumir sempre o pior, qualquer agência de inteligência ou governamental interceptou e desencriptou os nossos dados. O que eles podem usar contra nós?
Temos sempre de agiter o cuidado de nunca compartilhar dados pessoais, NUNCA. Ter uma boa password sem nada que nos identifique (Tenho uma boa password?) e diferentes passwords e entidades para cada serviço/website que usemos. Lembrem-se, basta “deslizar-mos” uma vez e somos comprometidos. Caso usem o mesmo utilizadopass qualquer organização/pessoa com intenções pode “ligar os pontos” e identificar-te.

2.2.1) PGP (Pretty Good Privacy)

Outro passo que devem tomar é comunicar apenas usando PGP. Lembram-se das chaves publico e privadas? Vou salientar novamente esse tópico.Tomem em conta que nem sempre é possível comunicar com PGP, quando estamos a preencher informação num website ou wtv essa informação pode estar comprometida.
Side Note: Há uns open sorce code para usar o Proton Mail com PGP com alguma facilidade, pesquisem nerds.

O processo PGP:

GUARDEM BEM A VOSSA CHAVE PRIVADA, GUARDEM NUM LOCAL OFF-GRID, fisicamente escondida. Caso comprometida, fudeu. E já agora, se a perderem não há nenhuma forma de a recuperar.
No tails a área onde podem mexer com o PGP fica no canto superior direito, uma que parece uma prancheta, vão a “manage keys”.
Por exemplo, uma das razões que o Silk Road falhou foi que Ross (um dos administradores) nem sempre comunicava através de encriptação PGP e depois de ser apanhado (meteu informações pessoais na net no inicio da sua jornada) as autoridades tiveram acesso a tudo o que não estava encriptado.
Sugiro sempre que guardem as suas chaves privadas num cartão SD ou melhor num microSD para que se um dia forem apanhados e alguém for-vos bater à porta podem simplesmente parti lo e os vossos dados ficam seguros x)

2.2.2) Tails e resíduos

(assumindo que têm o tails a funfar..)
Tails é um excelente sistema operativo para privacidade, quando ligado e “bootado” no PC ele cria um drive virtual e quando é fechado tal é apagado, mas não permanentemente.
Como deve ser conhecimento geral, armazenamento na memória de um computador (no seu disco rígido) funciona a base de 0’s e 1’s. Vamos supor que crio uma pasta chamada “teste”. O disco rígido será desempenhado de designar os respetivos 0’s e 1’s a uma secção do disco e saber onde está tal secção.
Temos 2 dados importantes aqui, os dados da pasta “teste” (0’s e 1’s) e a sua localização na respectiva secção do disco, chamam-se “pointers”. Pointers apontam o local do disco onde estão armazenados os dados (0’s e 1’s).Quando apagamos algo (tradicionalmente) apenas apagamos os pointers e os 0’s e 1’s anteriormente designados à pasta teste estarão agora labled como livres, esperando serem rescritos por novos 0’s e 1’s de novos dados. Espero ter sido claro.
Portanto, alguém com habilidades pode pesquisar no disco 0 e 1’s designados como “espaço livre” que, organizados “façam sentido” e recuperar os nossos dados privados.
Temos 2 opções:

2.2.3) Encriptação do disco inteiro & destruição segura de ficheiros & RAM

No que toca a encriptação do disco tails tem uma funcionalidade incorporada chamada FDE (Full Disk Encryption) ou seja, formata-vos a pen (ou o quer que seja que estão a usar) e rescreve-a com o seu conteúdo encriptado sendo apenas possível ganhar-lhe acesso com uma palavra-passe. E como sempre, guardem a password num local seguro ou memorizem-na.
Tutorial de como encriptar o disco (here)
E no que toca a destruição segura dos ficheiros há vários programas para o fazer, apenas recomendo que o faças no mínimo 3x (para garantir aleatoriedade). Duck it.
Mesmo com o disco encriptado e os dados limpados ainda podemos extrair-te informações pela tua RAM 📷
Chamam-se de “Cold Boot” esses tipos de ataques.

Primeiro, RAM (random acess memory), quesamerda?

RAM é o local onde o computador armazena dados que apenas são necessários temporariamente e isso acontece milhões de vezes por segundo. Pensem na RAM como uma memoria onde pode ser escrita e rescrita os 0’s e 1’s extremamente rapido.
Imaginemos que estão a trabalhar num documento de texto, enquanto trabalham tal está a ser guardado na RAM (armazenamento de curto prazo) até que clicam em salvar e o documento é armazenado no disco rígido em si (armazenamento de longo prazo).
Nesse período de tempo os dados são armazenados na RAM sem qualquer tipo de encriptação. Quando desligamos o computador normalmente ele passa por um ciclo onde limpa os dados armazenados na RAM mas se ele perder energia abruptamente os dados ficam “leaked” na RAM e é onde são realizados os Cold Boot Atacks. A única medida que podemos implementar contra este tipos de ataques é usar RAM DDR3 (isto porque ela necessita de eletricidade para manter dados, passado x tempo os dados são apagado) e desligar o PC normalmente, sempre.

2.2.3) Inimigo? Javascript.

Imaginemos que corro servidores maliciosos tendo em conta que tenho uma grande comunidade a alimentar-se dos meus serviços e sou apanhado. O que as autoridades podem fazer para os apanhar?
Um dos métodos mais comuns usado pelas autoridades é injetar javascript ou seja, todos os utilizadores iriam acessar uma página web alterada que tinha como intenção correr javascript que transmitia o IP da pessoa e a sua localização (visto que tal código era apenas descodificado e corrido no pc da pessoa).
Dito isto, aconselho desativarem a execução de javascript nos vossos navegadores (browsers). Tanto no iceweasel (tails) ou no firefox (tor) podemos desativar a execução de javascript com o seguinte procedimento:
(se usam tails, cada vez que o iniciam poderão de ter de fazer isto)

2.2.4) Dados EXIF

Tiramos tantas fotografias com os nossos telemóveis né? Sabiam que provavelmente a vossa localização está incorporada nelas?
Quase todos os formatos de fotos podem ter as cordeadas incorporadas menos o formato .PNG portanto é imperativo para um criador de um website apenas permitir formatos PNG e também para nos porque a nossa informação pode dar “leak” por um erro tão simples como este.
Felizmente o Tails tem uma solução, basta irmos a Applications -> Accessories -> Metadata Anonymisation Toolkit, mais info –> (here)

2.2.5) VPN + TOR = PERFECTION?

Bem, não.
VPN’s não são de confiança. A famosa “HideMyAss” que supostamente tinha uma carrada de implementações de segurança que nem eles próprios conseguiriam ver o que o utilizador fazia abriu a boca quando questionada pelo governo da Inglaterra sobre o caso LulzSec.Mas se tentarem a vossa sorte escolham uma que no mínimo tenha 128 bits ou até mesmo 256 bits de encriptação.
Se querem ainda mais segurança do que já têm, comprem umas raspberryPi, disfarçam-nas e coloquem-nas em um sitio que tenha uma rede Wifi Publica escondidas e com eletricidade, façam uns servidores OpenVPN, uns proxies da treta e GG (Como criar uma rede tor mas caseira). Fiz um tutorial de como fazer uma VPN numa raspberry, depois é só fazer uns loops.
P.S: DNSQueries, não confiem na vossa rede.

2.2.6) Cuidado com downloads

Por vezes numa comunidade da deepweb recebemos PM (private messages) que nos dizem que a nova atualização do tor tem uma falha de segurança e aqui está o link X para dar patch. Treta, nunca confiem e façam sempre o download do website oficial (cuidado com o phishing) mas podemos sempre verificar a autenticidade dos nossos downloads.
Recomendo o uso do GnuPG. Pesquisem, muito importante! Voltamos a usar o nosso amigo PGP ;)
P.S: Não só downloads, também podem assinar mensagens encriptadas (quase como encriptado 2x)

2.2.7) Simples e eficaz, adeus monitorização da treta

Podem-nos identificar de várias maneiras, uma delas é pelos nossos padrões habituais que podem ser usados contra nós em tribunal.
Uma forma fácil de acabar com isso é desabilitar “mostrar o meu status online”, muito comum em fóruns e comunidades.

2.2.8) Usem bridges!

Mesmo com esta segurança quando ligados ao tor o vosso ISP (Internet Service Provider) pode ver que vocês estão a usar o Tor, para tal sempre podemos usar bridges. Lista de bridges (here) captcha é hard mesmo.. (ataques de correlação)
Depois de entrarem vão ter acesso a uma lista de bridges que são publicamente disponiveis pelo Tor, talvez não seja a melhor opção mas sempre tens a opção de mandar diretamente um email para [[email protected]](mailto:[email protected]) com o body da mensagem sendo “get bridges”, infelizmente só funciona para Gmail e Yahoo (anti bots)
Para usa-las no boot do tails aparecem 2 opções: Live e Live (Fail Safe), neste menu cliquem em Tab , Espaço e escrevam “bridge” e depois enter. Modo bridge ativado. Ao entrarem no tails basta adicionar as vossas bridges numa tab que vos vai aparecer neste formato-> IP:PORTA e gg.
Visto que é muito menos provável que o vosso ISP conheça estas ligações. Também podem especificar o pais assim: XXX.XXX.XXX.XXX – COUNTRY: X
De qualquer das formas bridges é um assunto complexo, do your homework. Coisas bonitas para vocês (here)

3) Governo e polícia

3.1) Os seus limites

Bom, não têm, pelo menos os americanos (casos mais conhecidos). Eles chegaram ao ponto de ter uma conta no silk road como vendedores onde seriam vendidas fake ID’S (durante 7 anos), após esse período começaram de apreensões. E no serviço postal dos US, qualquer encomenda “ilegal” não eram apreendida mas sim colocavam-lhe um tracker.
Tenham sempre em mente que se eles vos querem apanhar mesmo, eles farã tudo no seu alcance para vos capturar. Tenham sempre em mente que se vocês estão a fazer qualquer tipo de actividade considerada ilegal têm sempre de ter em conta o pior cenário possível. Vocês até podem ter uns PC’s, uns servidores e algumas skills mas não é nada comparado com o poder deles.
Lembrem-se, basta escorregarem uma vez e acabou, sejam prudentes.

3.2) O que fazer quando se é apanhado

Errar é humano. Provavelmente vamos todos cometer um erro e se o governo achar que somos um peixe suficientemente grande ele vem a trás de nós.
É sempre melhor prevenir do que remediar, temos de ter já um advogado pago 50k + extra (caso sejam ilegais, mesmo.) isto porque o governo pode congelar-nos as contas/apreender o dinheiro.
Sabiam que o silencio é um direito? Mantenham a boca fechada. Eles vão tentar usar todas as táticas para nos fazer admitir que somos culpados dos crimes de que somos acusados.
Provavelmente a primeira coisa que eles vos vão dizer é que nos querem ajudar e estão a trás do maior peixe do cardume, ignorem, treta.
Eles vão dizer “então não queres cooperar? Estava a tentar ajudar-te mas agora só vais dar problemas” ou “Tens alguma noção dos crimes de que és acusado?”. Mais uma vez, mantenham-se calados e continem a pedir por um advogado.
Nunca falem sem o vosso advogado presente e nunca façam nada que não seja exigido legalmente. Vocês têm o DIREITO de estar calados.
Não discutam com os policias sobre se eles têm ou não alguma coisa contra ti, sê chill nesse assunto. Age assustado, ansioso e confuso. Como se não soubesses o que se passa e apenas queres o teu advogado. Diz aos policias: “Vocês estão-me a assustar, apenas quero o meu advogado”… como eu amo engenharia social.
Com o vosso advogado é o basico, sejam honestos com ele e trabalhem como uma equipa. Privilegio Cliente-advogado.

4) Cool Stuff

4.1) TorChat

TorChat funciona da mesma forma que o tor funciona com todas a features que todos gostamos, cria links .onion da mesma forma que o tor mas usa-o para identificar um ID de uma pessoa em particular sendo que esse ID pode comunicar com outros ID.
P.S: Não recomendo, ideia bonita mas não sabemos o nível de anonimato ou as vulnerabilidades que tal implica visto que funciona da mesma forma do que se como tivéssemos criado um HiddenService (um site tor) no nosso PC. Isso pode levar a problemas sérios.
Fica à vossa mercê, de qualquer das formas a sua comunicação eu<=>parceiro teria o mesmo nível de segurança do que o tor.

4.2) Como utilizadores do Tor foram apanhados

https://www.youtube.com/watch?v=7G1LjQSYM5Q

4.3) Email anónimo, História & Tor

https://www.youtube.com/watch?v=_Tj6c2Ikq_E

5) Recomendações

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2018.01.31 20:15 exlcapital Plano de Negócios EXL Capital 11.12.2017 (Revisão será em 01.06.2018)

A EXL capital surgiu no intuito de aproveitar um dado momento do mercado financeiro brasileiro. Especificamente uma análise minha (Erik Rodrigues) sobre uma possível (na época, 2016) valorização das ações da Petrobras. Nada mais foi que reunir amigos da empresa, explicar minhas ideias e juntos acompanharmos o desenvolvimento do mercado em opções. Alguns gostaram do modelo e levaram mais a sério e nos próximos meses continuamos desenvolvendo o projeto. De outro lado, tenho um projeto particular a 2 anos, uma rede de notícias e informações sobre política, economia e filosofia. Unimos as ideias e os projetos em um só e começamos a criar material intelectual próprio de analise econômicas e politicas afim de ajudar o grupo em seus investimentos no longo de 2016 e 2017 e assim, desenvolver riquezas. Moldamos estruturas de demonstrações dos resultados obtidos, gestão de risco com diversificação da alocação de capital e todo o conteúdo informativo desta ordem com divisão de tarefas. Ou seja, lapidamos o projeto com o intuito deste se tornar no futuro, um Clube de investimento / Consultoria financeira. Contudo, a grande dificuldade neste sentido é lidar com a grande burocracia envolvida e possuir os valores mínimos para operarmos em uma conta conjunta naquilo que gostariamos. O EXL Ether Project nasce de uma visão conjunta de Warren Buffet (pensamento de investimentos longos) e o pensamento de Nicholas Taleb. Ou seja, acreditamos que o mercado cripto possui grande valor e por este motivo, nosso objetivo é acumular o máximo de capital possível em projetos que envolvam a tecnologia de todas as maneiras viáveis, difundir conhecimento sobre a área e criar uma rede de informações e consultoria.
Mas afinal, qual é o atrativo neste Plano de negócios? http://www.mises.org.bArticle.aspx?id=311 N. do T.: Talvez o aspecto mais crucial de qualquer sistema econômico seja o seu sistema bancário. Entretanto, essa é uma área sobre a qual pouquíssimas pessoas entendem. Muitos, aliás, sequer conhecem seu funcionamento mais básico. Poderia tecer aqui, muitas considerações sobre o atual sistema monetário (ocidental, sobretudo), contar a longa caminhada que levou a moeda clássica de troca, em forma de commodities como ouro e prata, ao necessitar da credibilidade do intermediário: Estado, Reis, Bancos. A perder seu valor, sua estrutura, até se transformar no atual papel moeda que não possui valor intrínseco nenhum fora ser lastreado em divida. Para isto, e até para ficar mais ilustrativo, peço que o investidor assista este vídeo, os detalhes técnicos, eu mesmo conferi e aquilo representado no vídeo, é a pura realidade. https://www.youtube.com/watch?v=bltL7zRXhhs Após aprofundar meus estudos na tecnologia Blockchain, encontrei no Bitcoin e demais Altcoins, a solução tecnologia fundamental a todas as problemáticas presentes em nosso atual sistema econômico, creio com convicção que estamos diante de um momento único e que os próximos 10 anos irão mudar profundamente nossa noção do que é o dinheiro, inteligência artificial, internet das coisas e automação. https://www.youtube.com/watch?v=UL1RYIQ8WkM&t=1s Mas o que leva a EXL a pensar que o Bitcoin não é uma bolha e que seu valor, porquanto do mercado de criptomoedas está inflado? Da forma mais simples possível, por que o criptodinheiro trás de volta a estrutura de moeda básica como commoditie, a escassez e o valor agregado. A mineração, o processo em si, é o que torna o criptodinheiro algo com valor agregado, a criptografia, anonimato, scripts como o do Bitcoin que limita a oferta e a criação de mais criptodinheiro, lastreia seu valor. À medida que o mercado aumenta no sentido de abrangência de utilização (demanda e capitalização) e ele é minúsculo ainda em 2017, os preços correlacionam este valor com o valor do ativo já que existe valor agregado. Ou seja, quanto mais gente usando, maior o valor das criptomoedas, existe um processo de deflação na tecnologia blockchain que nunca antes foi visto, por isto a dificuldade dos banqueiros em aceitar que criptomoedas não estejam ligadas a dividas, corroídas por juros e emissão de mais papéis para fazer valer o papel atual que neste processo, por natureza, se desvaloriza ainda mais. Traduzindo, a EXL irá ao longo de pelo menos 5 anos, estruturar seus negócios em todas as pontas possíveis, gerando 24/7, criptomoedas, além de comprar a moeda em si nos melhores pontos gráficos possíveis, em 5 anos, com o próprio processo deflacionário, mais a possibilidade de um cisne negro (E arrisco ser uma guerra ou uma grande depressão econômica em virtude da divida americana ou chinesa) teremos uma poupança acumulada muito robusta.
Ações corretivas e preventivas 1) Diversificação de armazenamento das receitas. Através da diversificação das carteiras de acordo com o tipo de criptomoeda mais o acompanhamento continuo do CEO em relação a segurança das carteiras, valor de taxas e demais problemáticas que possam causar prejuízos ou transtornos a EXL, além do acompanhamento e auditoria continua do CFO, estaremos sempre preparados para eventualidades e mesmo em um caso de catástrofe como roubo, violação de segurança, perda de dados ou afins, teremos sempre o patrimônio bem dividido seja no sentido de backup, seja no sentido de segurança como um todo. Também estamos analisando a aquisição de hardware para armazenamento em uma carteira física. 2) Diversificação e transferência constante dos resultados de mineradoras e pools para carteiras. Através do acompanhamento constante do operacional sobre os resultados, além da diversificação dos valores investidos, gerenciamos o risco no sentido de não ficar dependentes de apenas uma empresa, uma moeda ou um projeto, com investimentos centralizados. Além de periodicamente resgatar os resultados do garimpo, o que nos assegura sobre a ocorrência de alguma catástrofe que envolva empresas parceiras. 3) Como atuaremos em diversas pontas (Mineração Site, Mineração em cloud, Mineração Física, Faucets, Aquisição de moedas e todas as demais maneiras possíveis para acumulo de capital), mitigamos a ocorrência da desvalorização dos equipamentos físicos em relação ao seu poder de mineração ou mesmo uma ocorrência de desastre em relação a mineradoras em cloud. Ou seja, através da diversificação das formas de faturamento, teremos certa redundância, o que fornece um nível maior de segurança em relação a formas de obtenção de rendimentos. 4) Através da aquisição das criptomoedas em pontos estratégicos, como forma de diversificação a mineração ou outras formas de arrecadar capital, também estaremos no longo prazo, nos expondo de forma mais eficiente, não dependendo apenas dos resultados a longo prazo de garimpo, em casos de valorização a curto prazo, a EXL também estará estrategicamente exposta a obtenção de lucros 5) Efetuamos cadastros e testes em diversas Exchanges. Selecionamos as mais confiáveis, que oferecem os melhores recursos e que são mais tradicionais. A partir daí, temos em primeiro lugar uma redundância, não estando dependentes de uma instituição financeira específica e podemos também diversificar o câmbio no sentido de aproveitar as melhores oportunidades de variação do mercado e obter melhores custos em taxas. 6) A auditoria será feita de forma independente. No sentido de que aqueles diretamente ligados à área operacional no negócio, estão constantemente sendo acompanhados por um terceiro que foi selecionado com base em sua expertise técnica, responsabilidade e nível de confiança em relação ao grupo, ou seja, o auditor é alguém de extrema confiança de todos os membros da equipe gestora do projeto. Aqueles que estejam a frente do operacional, do financeiro ou mesmo da gestão do negócio, são policiados afim de evitar ocorrências de imprudência ou imperícia. 7) Em relação ao backup de códigos, chaves, senhas ou mesmo de dados e informações confidenciais, iremos armazenar um backup constante destas informações em um local em nuvem, onde o CEO, CFO e Auditor terão acesso compartilhado as informações, em um caso de roubo de equipamento, problema técnico, ou ocorrência onde um dos dois não estiver disponível para efetuar uma determinada função que exija estas informações, teremos redundância. 8) O mesmo ocorre com a divisão das tarefas. Desenvolvemos o projeto com um escopo de operação que não centraliza funções. Com isto, além da segurança em relação a não centralização dos dados, podemos dimensionar melhor o tempo utilizado para exercer as tarefas que envolvem o projeto e utilizar a expertise de cada um da melhor maneira possível. 9) O gerenciamento financeiro e administrativo foi desenvolvido de maneira a nos fornecer uma visão em tempo real de todas as camadas do negócio, com isto, além de evitarmos erros, criarmos rotinas de acompanhamento e policiamento dos negócios - de uma forma extremamente criteriosa - as tarefas são descentralizadas, portanto, cada um possui funções e responsabilidades independentes. Todos os possuidores de tokens também podem acessar os dados, relatórios e também temos o auditor dedicado a efetuar o acompanhamento constante daquilo que é operacionalizado. 10) Com o intuito de constantemente melhorarmos as diretrizes do projeto, fica acertado que de cada 6 meses, haverá uma revisão de todo o modelo de negócios.
Forças* Pontos fortes As Forças são elementos internos à empresa, sob o controle da equipe envolvida e que trazem algum tipo de benefício ou vantagem para o negócio. Um ponto importante em relação as nossas ”Forças” é a disponibilidade de capital. Hoje já temos em posse da EXL um capital considerável em um projeto estável e bem fundamentado, à medida que o Ether Project for se consolidando, teremos a oportunidade de iniciar um empreendimento sem digamos: utilizar o “dinheiro do leite”. A maior parte dos investidores da EXL Capital e por consequência, deste projeto, são pessoas que nutrem um laço de verdadeira e extensa amizade. A maioria se conhece a mais de dez anos, anos estes em que pudemos analisar o caráter de cada um. O perfil de cada um. O que cada um tem de melhor e pior, a junção destas habilidades e competências, acrescida a credibilidade dos membros do grupo, nos deixa em posição de destaque em relação a outros projetos empreendedores. Isto por que temos a oportunidade de negócio, uma boa equipe gestora, investidores de confiança, um capital considerável já em posse e a expertise necessária para desenvolvermos as atividades. Concluindo, um ponto muito importante a ser destacado é a facilidade de operacionalizar o projeto. Definida a estrutura inicial e tendo o escopo detalhado das rotinas, a manutenção do negócio é extremamente simples. Com isto, a equipe gestora não terá que disponibilizar mais do que algumas horas diárias para desenvolver as atividades do projeto. Fora o fato de que com a divisão das tarefas, existe uma facilidade agregada à rotina de cada um, além da transparência aos investidores e redundância na guarda de informações de acesso como senhas e backups.
Oportunidades* Pontos fortes Oportunidades são eventos externos à empresa, aos quais os membros não tem controle direto, e que podem afetar positivamente no negócio. Acredito que o primeiro grande ponto de oportunidade de nosso negócio é o fato do sistema monetário atual ser uma grande fraude. (Exemplo: https://www.youtube.com/watch?v=1QKxG_L_mag) O atual sistema de reserva fracionária (Como é feito o dinheiro atualmente) é literalmente uma máquina de imprimir dinheiro sem valor, lastreado em dívida (Sobre o dólar e o padrão ouro: https://www.youtube.com/watch?v=f-61SlUCamo), sem valor intrínseco. Um bom exemplo são os trilhões de reais injetados na economia brasileira desde 2003. (Intermediário de troca, medida de valor, reserva de valor, instrumento de poder liberatório, padrão de pagamentos e instrumento de poder) em relação às "moedas Reais ", além de ser um grande esquema de pirâmide financeira para ser extremamente claro (Sobre o Real: https://www.youtube.com/watch?v=kdTd9wReDM0 / Sobre juros e dinheiro: https://www.youtube. com / watch? v = yZsNukdj_iY). Hoje há um sistema monetário muito mais efetivo e real, com valor intrínseco, descritivo, com alto nível de segurança e que é basicamente, o nosso ramo de negócios. Podemos apontar também, como um ponto fundamental de oportunidade em nosso negócio, a blockchain como um todo. A blockchain é uma tecnologia de banco de dados que é base de praticamente todas as criptomoedas. É com toda certeza a principal característica e diferencial do mercado Cripto. Inclusive, é justamente a validação de um registro na blockchain o que chamamos de mineração, o nosso nicho de mercado. Está tecnologia é revolucionária por que tira a necessidade de um poder centralizador em validar quaisquer tipos de informação. Existe uma gama enorme de possibilidades neste sentido, desde um cartório descentralizado, sem a necessidade de um governo para averiguar a veracidade de uma determinada informação ou documento, até mesmo o desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial, por exemplo, em um Smartcontract em rede Ethereum. Em 2017 o mercado Cripto, se aproveitando da blockchain, já iniciou uma gama enorme de negócios que no futuro, substituirão muitas das aplicações que usamos hoje. Muitos dos negócios e corporações que existem atualmente simplesmente serão esmagados pela blockchain, pelo simples fato de que ela é incorruptível, inviolável e lapidável a todo o tipo de ramo de negócios. E é justamente o fato da EXL Capital t iniciar suas operações ainda em 2017 (Setembro de 2017) que nos coloca na frente em relação ao atual desenvolvimento do mercado Cripto. Hoje, temos a oportunidade de iniciar nossas operações ainda, digamos, no início da revolução cripto. Ainda existem ativos extremamente “baratos” em relação ao seu valor “possível” diante de análises internas (CEO) e análises externas (Grandes investidores, Fundos Hedge, Analistas técnicos e demais pessoas e instituições de renome e credibilidade técnica como a escola austríaca de economia), além disto, poderemos navegar por um vasto campo de possibilidades em relação a investimentos em projetos do mundo Cripto que estão ainda no papel ou mesmo no início de suas atividades. Ainda como ponto crítico em relação à oportunidade de negócios, estamos de fato em um momento único na história do mundo. O ponto do ápice dos projetos sociais como: estado de bem estar social e capitalismo de estado. Não só no mundo, mas também no Brasil, sim, mesmo nos EUA é o que vem acontecendo. Isto fruto de muitos anos de má gestão, corrupção (de todos os lados) e ignorância popular. De um lado tivemos diversos governos que administraram muito mal as contas públicas, roubaram bilhões de reais dos cofres, inflaram os impostos, instalou-se um sistema de capitalismo de estado, uma espécie de socialismo disfarçado. Promovendo com isto, um rombo fiscal nunca antes visto. O capitalismo corporativo que se aproveita deste cenário enriquecendo grupos específicos, alimentou este processo ainda mais através de bancos e lobistas por exemplo. Do outro lado, a população ignorante a situação econômica do país, prefere demagogia a reformas, assistencialismo a mercado livre, xingamentos e linchamentos a raciocínio lógico e ideias. O estado para se manter, vive do populismo que alimenta a corrupção do estado. Resultado? Uma bolha na dívida pública que está prestes a estourar. Entre 2019 a 2025 o Brasil vai falir. (Mais dados e gráficos sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=Gtsj8ZpzkJ0) E não, o sistema político não vai resolver isto, simplesmente por que ele acha que isto é bom para ele. Em meio a estes anos, em algum momento, o Brasil não conseguirá mais honrar suas contas públicas já que elas irão superar as receitas completamente, absurdamente. Ou seja, vai faltar dinheiro para pagar serviços básicos como saúde, educação e saneamento. Assim como programas sociais, bolsas estudantis e funcionalismo público. Mesmo havendo cortes severos e abertura de mercado extrema, o que não vai acontecer, a situação é irreversível. Ou seja, matematicamente é impossível evitar o colapso das contas públicas Brasileiras. E pior, havendo um calote, é importante saber que grande parte dos credores de dívidas, são empresas nacionais e fundos de pensão, além de automaticamente isto gerar uma enorme desaceleração econômica (Inflação, Desemprego, paralisia de obras e investimentos), o que cria um efeito dominó, ou seja, quem sofre com isto é a própria população e não “o grande capital estrangeiro”, não que ele não vá sofrer, mas não há como ser indiferente a isto por que simplesmente afeta a vida de todos. Mas calma que está é uma análise otimista. São números contando que o mundo continuará neste mesmo ritmo econômico, China crescendo, EUA em quase pleno emprego e assim por diante. E claro, não é isto que vai acontecer. Hoje a dívida chinesa alcança inacreditáveis 235 % do PIB (A enorme dívida da China está num caminho "perigoso", ampliando o risco de uma grande desaceleração do crescimento econômico, alertou o Fundo Monetário Internacional) o que gera problemas estruturais como a bolha de crédito atual, as cidades fantasmas e a questão dos juros sobre a dívida, que vem aumentando, por exemplo. Isto sem citar os problemas geopolíticos. Um conflito de escala mundial envolvendo a China (e vamos falar disto) ou uma desaceleração de sua economia acentuada, pode comprometer seriamente os negócios brasileiros dado o fato que o Brasil já é, e se torna cada dia mais, dependente comercialmente da China (Economia chinesa: https://www.youtube.com/watch?v=Mkopr3gDweg). Agora sobre os EUA, temos algo ainda mais interessante acontecendo. Voltemos ao ano de 2008 quando aconteceu a maior crise econômica de nossa história, você saberia me explicar o que aconteceu? Não? Eu explico. O que aconteceu foi que os EUA durante o período dos anos 2000 reduziu sua taxa de juros para números baixíssimos com o intuito de estimular a economia, crédito elevado, por exemplo, para realizar o American Dream (https://www.youtube.com/watch?v=ZyLzFSmbDVk). E foi justamente no mercado imobiliário que o keynesianismo (teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo de atingir o pleno emprego) foi testado ao máximo. Só para vocês terem uma ideia, era possível sem muita comprovação de renda ou documentação, conseguir crédito para comprar diversas casas muito bem em muitas parcelas. O Resultado? As pessoas compravam casas e depois alugavam estas casas para outras pessoas, que alugavam para outras. Tinha até cachorro como locador de várias casas. Tudo parcelado em suaves prestações em juros compostos, expostas as variantes do mercado. Os corretores? Felizes e esbanjando as fartas comissões, facilitando o crédito o máximo possível. E os bancos? Vendendo em um sistema de alavancagem global, seguros atrelados à dívida pública (como se diz em Wall Street: Muito bom). Afinal, quem vai deixar de pagar a hipoteca? Um belo dia os juros chegaram, as pessoas ficaram sem emprego, o que expôs todo o sistema fraudulento e a bolha imobiliária estourou, levando milhões a miséria. O que ocasionou o maior resgate estatal da história (Lembre-se, quem paga a conta são os contribuintes). Como falei, toda está brincadeira estava alavancada em nível mundial e com isto, a bolha levou a maior parte dos mercados do mundo, também ao colapso. Mas afinal, por que contei está história? Contei por que todos os dados referentes à economia americana atualmente, mostram um novo ciclo de retração da economia (Escola Austríaca de Economia sobre os ciclos e crises econômicas: https://www.youtube.com/watch?v=qAjXH96IBmk). A elevação da taxa de juros vista neste ano de 2017 é literalmente só a ponta do iceberg. Hoje a dívida americana superou os $ 20 trilhões de dólares (que equivalem a mais de 105% do PIB americano). Hoje eles possuem um déficit de $ 600 bilhões por ano. Isto sem citar Obamacare e os fundos estudantis falidos. Lembra lá de 2008? Então, o governo fez um mega resgate bancário com o dinheiro dos contribuintes (Imprimiu mais dinheiro através do processo de reservada fracionaria), injetando ainda mais dinheiro na economia, aumentou a dívida e estagnou os salários, ou seja, hoje a dívida além de ser muito maior que em 2008 ($ 13 trilhões de dólares), segurar um aumento dos juros com o intuito de controlar a inflação se tornou impossível. Se os salários não estão crescendo, como pagar a conta destes juros? Aliás, como bancar todo este déficit acumulado? A base para o caos é a mesma de 2008, só que muito pior e mais diversificada. Por fim, temos um catalisador importante de tudo isto. Um conflito em nível global. Sim, ele pode e provavelmente vai acontecer. Está sendo moldado há meses já e bem, isto basicamente pode catalisar e tornar exposto, todos estes pontos que apontei e de uma forma extremamente danosa a economia mundial. O colapso do sistema financeiro está para acontecer, mas fiquem calmos pessoal, temos Bitcoin e Ethereum.
Fraquezas * Pontos fracos As Fraquezas são também elementos internos à empresa, sob o controle, mas que trazem algum tipo de malefício ou desvantagem para o negócio. Analisando no sentido interno, o principal ponto que pode influenciar para que todo o modelo de negócio e toda a visão e planejamento em torno dele não funcione, não dê certo. Seria eu estar errado. Se todas as minhas analises em relação ao que é a tecnologia blockchain estiverem erradas, caso o Bitcoin seja realmente como diz o mainstream: Uma bolha. Ou mesmo se a mineração se provar um negócio ineficiente por quaisquer motivos. Provavelmente tudo que planejamos não dará certo, ficando evidente provavelmente já nos primeiros meses as falhas e prejuízos. Outro ponto importante de se destacar é a possibilidade de o modelo de negócios, nos moldes em que será apresentado, não cativar os investidores no sentido destes, não acharem viável e lucrativo investir no negócio. Caso isto se torne realidade, teremos grandes problemas em estruturar o projeto e torna-lo rentável. O que pode inclusive, inviabilizar sua execução ou trazer problemas de liquidez no futuro. Principalmente durante o período de 2017- 2019, onde estaremos iniciando nossas operações e estruturando o negócio, seja em relação à compra de equipamentos, poder de mineração e divisão de lucros; a estabilidade financeira será fundamental. Neste ponto, caso tenhamos no período, ocorrências de emergências com investidores da EXL Capital, poderemos ter primeiramente um problema de logística, com o alto fluxo de recursos saindo do caixa. Na sequência, de liquidez, no sentido de que teremos que arcar com taxas mais elevadas em um caso de saque emergencial (Em momentos de estresse no mercado) o que pode inclusive inviabilizar a consolidação do Ether Project já que todo estudo é baseado em uma determinada quantidade de investimento inicial escalonado. Isto por que os recursos hoje em posse da EXL Capital serão a base financeira para consolidação do Ether Project. À medida que ocorram saques de grandes proporções, não teremos mais estes recursos em nosso domínio em um momento critico. Conforme o escopo operacional, teremos uma divisão de funções e responsabilidades muito específica. Com isto, em partes estaremos também, ampliando a margem de erros, mais expostos aos riscos por assim dizer. Já que individualmente, cada um de nós pode cometer erros em suas funções, ou mesmo, agir de má fé em relação ao negócio. Ocorrências em que lançamentos forem efetuados indevidamente no Zero Paper (Nosso sistema de Gestão ERP) ou mesmo uma determinada ação que seja feita com imperícia, negligência ou má fé; pode causar danos financeiros e/ou estruturais ao negócio e estes são ampliados à medida que existem mais pessoas envolvidas no processo. Entende-se por imperícia a falta de habilidade ou experiência reputada necessária para a realização de certas atividades. Negligencia: falta de cuidado, de atenção; desleixo, e desinteresse na execução do ato. Assim como má fé: ação maldosa, conscientemente praticada, com o intuito de se beneficiar em prejuízo de outrem. Por fim, ainda avaliando o projeto em etapa de estruturação, uma ocorrência onde algum dos membros da equipe gestora (CEO, CFO e Equipe operacional), sobretudo; em que haja um acidente, um mal estar elevado ou mesmo o óbito, pode afetar o projeto de forma catastrófica. Seja por uma necessidade de resgate emergencial por parte dos investidores, que conforme apontado acima, neste ponto de estruturação se faz fundamental a estabilidade financeira; seja pela ausência em suas funções (membros da equipe gestora), por longos períodos em decorrência de problemas de saúde, o que pode comprometer o operacional do projeto.
Ameaças* Pontos fracos Ameaças são situações externas à empresa, aos quais não há controle direto, e que podem afetar negativamente no negócio. Agora analisando o cenário externo, na mesma linha de raciocínio aplicada na análise de nossas fraquezas, temos como principal ameaça o caso de todos os economistas, especialistas em investimentos, em tecnologia e acadêmicos que hoje são entusiastas do mundo cripto, estarem errados. Se por quaisquer motivos suas análises estiverem incorretas ou forem de má fé, muito provavelmente toda a base que fundamenta a superioridade destas tecnologias em relação às atuais estará comprometida, se provará sem sentido e, portanto, não obteremos sucesso em nossos negócios. (Análise pessimista: https://www.youtube.com/watch?v=jGFSPAoHkBc). Neste sentido, segundo análises de investidores mais pessimistas, o blockchain veio para ficar. Como tecnologia é algo impossível de deter no sentido de expansão da aplicabilidade da tecnologia e realmente é algo muito bom, contudo, já seu uso em criptomoedas, estes já não são tão confiantes. A base argumentativa é de que o Bitcoin, por exemplo, (Serve para as demais Altcoins) não possui valor agregado suficiente para determinar o seu preço atual, além de segundo estes, “acreditar que as criptomoedas vão substituir o sistema financeiro atual não passa de um sonho”. A vertiginosa subida dos valores não seria, portanto, embasada em fundamentos o que por sua vez, irá levar ao colapso de seus preços, assustando investidores e dando fim ao império do Bitcoin. Outro ponto externo que pode influenciar sensivelmente o projeto é a ocorrência de algum desastre envolvendo as mineradoras onde efetuamos algum tipo de investimento. Este desastre poderia ocorrer devido ao fechamento da mineradora, queda vertiginosa do nível de produção da cloudminer, a mineradora se provar um esquema de pirâmide e seu site sair do ar, ou mesmo um conflito em larga escala que pode influenciar nas farms da mineradora em questão, como pode ocorrer, por exemplo, com a EOBOT que possui grande parte de suas fazendas de mineração na China. Um cisne negro é um evento imprevisível, impactante e que pode abalar as bases de quase tudo sobre o mundo. A lógica neste sentido, vale tanto positivamente quanto negativamente em relação ao nosso projeto. Caso aconteça algum evento nos próximos anos de grande magnitude, poderemos ter uma grande desvalorização de nossos ativos, aumento da dificuldade de mineração (Por exemplo, em caso de um conflito de larga escala onde muitos países “fechariam” suas internets impactando na dificuldade de mineração) ou mesmo algum tipo de regulamentação que seja negativa aos negócios. Neste sentido, poderíamos ver tanto uma grande variação positiva, quanto negativa. Outra ocorrência que temos que já de pronto nos preparar é no sentido de segurança. Hackers poderiam “em tese”, roubar ativos da EXL Capital através de infecção dos equipamentos que possuem dados de acesso às contas, assim como Whallets com plataforma em nuvem podem ter problemas de segurança e haver um roubo ou vazamento de informações. O mesmo também pode se tornar realidade fisicamente, ou seja, é possível que um ladrão roube ativos de Whallets físicas, sequestre ou coaja um dos investidores a fim de angariar informações que possam levá-lo a obter formas de roubar ativos ou coisas do tipo. Também é necessária atenção especial em relação a Antivírus, backup de informações, descentralização de acessos a fim de ter redundância e segurança ampliada já que, além daquilo apontado acima, equipamentos podem apresentar problemas técnicos de outras ordens que poderiam causar perda de informações ou de ativos. Todavia, ainda temos que avaliar constantemente a viabilidade do negócio no sentido de custo benefício. Ou seja, simplesmente se o negócio é lucrativo. Já que gradativamente os equipamentos depreciam sua capacidade de produção em relação à dificuldade de mineração, sendo assim, com o passar do tempo à mineração tem dificuldade ampliada, causando desgaste no nível de lucratividade em relação ao investimento inicial. Adaptar o modelo em POW ou POS é fundamental. Caso por quaisquer motivos o nível de dificuldade aumente sensivelmente, teremos problemas de produção e por consequência, de lucratividade, o que pode inviabilizar a continuidade das minerações. Isto pode acontecer inclusive, em decorrência das grandes mineradoras que monopolizam o negócio e conseguem por uma questão de demanda e por comprarem hardwares no atacado, uma produção muito maior (Em relação a custo vs beneficio) que pequenos investidores em relação aos valores investidos. Ações a serem feitas para potencializar o negócio O principal fator para o sucesso de um negócio é o fator humano. Nesta linha de raciocínio, temos uma boa equipe no sentido de expertise (conforme apontado acima) e que está, nutri um laço de confiança fundamental para estruturação do negócio em relação à oportunidade de mercado apresentada. Aproveitar a boa equipe, ampliar o laço de confiança, amplificar os conhecimentos no negócio de forma específica, buscar estabilidade financeira em todos os sentidos possíveis e, sobretudo, desenvolver formas de ampliar a visão do investidor sobre o negócio, cativá-lo e muní-lo de informação; é nossa missão fundamental. Isto serve de base para todas as demais ações que viermos a efetuar. Operacionalmente iremos adaptar, corrigir e melhorar no passar dos meses, o nosso escopo operacional, deixando este o mais simples possível no sentido de execução. O mais rentável possível no sentido de escolher os melhores ativos a minerar ou comprar, através de análises e acompanhamentos, diversificar investimentos, adaptar e ampliar formas de captação de criptomoedas (Site, Faucets, Bônus e afins), efetuar a compra nos pontos estratégicos e acompanhar constantemente os níveis de produção, afim de sempre reduzir custos e aumentar produtividade. Aproveitando sempre também, a volatilidade do mercado. Em relação à questão financeira, o foco principal da EXL Capital nos próximos 24 meses é estruturar o negócio. Por este motivo, a estabilidade financeira será perseguida como meta fundamental. Evitar saques, escolher os melhores fornecedores com as melhores taxas possíveis, efetuar uma gestão administrativa responsável e proativa, capitalizar e investir em equipamentos para nos dar margem de produção, capital de giro e estruturação do capital próprio da empresa. Para tanto, o CEO e o CFO irão constantemente buscar ferramentas e procedimentos (juntamente com a área operacional e de auditoria), que estrategicamente nos auxilie em relação a está meta. Conforme já apontado, o nosso principal desafio na verdade, é em relação a nossas próprias convicções. O maior desafio e ponto de oportunidade da EXL Capital é na verdade a consolidação daquilo que acreditamos e analisamos, na realidade, nos próximos anos. Caso isto se configure como algo real, o negócio será bem sucedido se bem administrado. Provado que tais fundamentos não possuem base e que os pessimistas estão certos, teremos muitos problemas. Só o tempo nos dirá. Contudo, podemos nos preparar. E devemos, portanto, acompanhar constantemente a evolução do mercado, validar as informações sobre a tecnologia, acompanhar a capitalização, segurança de nossos ativos e informações de forma geral; potencial daquilo que é desenvolvido em Cripto, diversificar, criar rotinas de acompanhamento de risco, de gestão eficiente, de alocação de recursos e tomar as melhores decisões possíveis dentro daquilo que a realidade nos ofertar. Mesmo que a melhor decisão seja por ventura, encerrar as operações. Se aprendi algo em relação a investimentos é que a confiança das pessoas determina o preço das coisas e que não existe e nem nunca vai existir, nenhum bom investimento em que você tenha a certeza de que ele é bom antes dele se valorizar. No momento em que há esta certeza, já não há mais a oportunidade, já aconteceu. O que deixa um investidor na frente em relação ao mercado é como ele equilibra a sua ação ao efetuar um investimento, o seu instinto, o seu estômago de se expor ao risco, mas o quão conservador ele é também, em relação ao gerenciamento deste risco. Ou seja, é fundamentalmente necessário ser corajoso, mas ao mesmo tempo, ser responsável e racional. Sem estes elementos, não há como ter sucesso em um investimento. Muita gente quando falo hoje em criptomoedas, já vê em mim um faraó (Alguém que vai influenciar a pessoa a fazer parte de algum esquema de pirâmide financeira) ou então, enxergam em criptomoedas, uma nova bolha. Claro que a desinformação e pessimismo ajudam nesta visão, principalmente em um mundo onde as pessoas majoritariamente se aproveitam umas das outras. O tempo irá mudar e é fundamental escrever tudo isto, passar para o papel uma ideia, antes que a realidade exponha quem afinal tem razão. Por este motivo, muitas pessoas não enxergam alguns pontos fundamentais de oportunidade em relação a ter criptomoedas e gostaria de expor três pontos importantes, inclusive para desmistificar um pouco a visão sobre o mercado financeiro: 1) A moeda é realmente sua, propriedade sua. 2) A rede financeira das criptomoedas não é controlada por um governo ou empresa privada. 3) É possível armazenamento da moeda de forma independente e muito mais segura que no sistema financeiro fiduciário.É muito importante que as pessoas entendam. Legalmente, o seu dinheiro quando está no banco não é seu, é do banco. Isto pode parecer bobo, mas não é. O que me impede de ir ao banco e pegar o meu dinheiro? Basicamente, o banco pode em certas circunstâncias simplesmente não te dar este dinheiro por que a partir do momento em que você deposita um dinheiro no banco, o banco deve este dinheiro a você, mas a propriedade do dinheiro já não é mais sua. Nada garante que ele lhe devolva isto. É diferente do caso de você deixar seu carro em um estacionamento, ali você está só usando o espaço, mas o carro continua sob sua propriedade. Com relação a dinheiro, é como se você ao depositar uma quantia, troca-se a propriedade do seu carro para o estacionamento e o estacionamento dissesse que só vai te devolver o seu carro se eles quiserem; se o estacionamento (banco) decidir que por determinadas circunstâncias não irá devolver o seu dinheiro, você não pode fazer absolutamente nada. E isto ocorre de tempos em tempos, principalmente diante de situações de crises econômicas, hiperinflação ou falência de bancos. Legalmente o dinheiro é propriedade do banco, devida a você. E por que depositar o seu dinheiro em um banco então? Primeiro que existem leis que tentam a todo custo, levar o seu dinheiro pro banco, em certos lugares na Europa, por exemplo, é proibido comprar coisas em dinheiro vivo depois de uma certa quantia. Em segundo lugar temos a inflação que corrompe o valor do dinheiro constantemente, se você deixar o seu dinheiro fora do banco por um bom tempo, ele será corroído automaticamente pela inflação. O Bitcoin para exemplificar o argumento, basicamente é um arquivo de dados extremamente seguro e inviolável, ou seja, não dá para falsificar um Bitcoin. E basicamente, o Bitcoin é seu, você pode armazená-lo e transportá-lo onde quiser sem ter que entregar a custódia. Isto se torna fundamental, por exemplo, na Venezuela ou Zimbábue onde há hiperinflação, crise econômica e controle governamental sobre as finanças das pessoas, as criptomoedas se tornam um ativo fundamental, literalmente, em questão de sobrevivência. (A segurança do Bitcoin pela força computacional https://www.youtube.com/watch?v=_dYXmqlzqg4&feature=youtu.be ). Temos que depositar nosso dinheiro no banco pelas razões que apresentei e simplesmente por que existem poderes centralizadores que controlam o dinheiro e claro, a emissão do dinheiro fiduciário. À medida que existem interesses privados que determinam isto, nada os impede de se beneficiarem, quem perde? Quem tem dinheiro no banco basicamente (Por que o Bitcoin é revolucionário: https://www.youtube.com/watch?v=fKFrVbVIggs ). Desde fundos de pensão até aquele que recebeu ontem o seu salário. Isto por que a cada dia que passa, mais dinheiro é impresso pelos bancos para financiar os seus próprios interesses e pagar suas contas malucas, o que desvaloriza o dinheiro das pessoas comuns, uma espécie de imposto oculto chamado inflação. (Venezuelanos começam a pesar dinheiro em vez de contar notas. Fonte UOL). Quando você tem uma moeda que não é criada por um grupo específico e sim administrada em questão de tecnologia, por um grupo descentralizado que tem o interesse de proteger o valor dela, significa que mais dela não será criada (O Bitcoin, por exemplo, possui uma replicação matemática da escassez do ouro, ou seja, é matematicamente e sistematicamente impossível criar mais do que 21 milhões de BTC, este será o numero máximo de Bitcoins que irão existir em toda a história: https://www.youtube.com/ assistir? v = 2JO7kyjtQh0). Como a moeda digital fica em sua propriedade, independente de governos ou corporações, você pode proteger melhor suas moedas, elas não podem ser facilmente confiscadas seja por banco ou mesmo pelo governo. Claro, você poderia ser roubado e extorquido em tese, mas a facilidade de locomoção, de alocação e de proteger o seu patrimônio é muito maior do que o sistema atual. O que é necessário para aplicarmos nosso plano de negócios com excelência? Pés no chão. Disciplina, muito estudo e dedicação no intuito de validar e revalidar tudo o que foi apontado aqui. É necessário conhecermos cada dia mais está tecnologia, sermos especialistas em blockchain, acompanhar todos os desenrolares da economia, política e principalmente, das contas públicas. Claro que podemos estar totalmente errados, só que quem disser isto, terá que explicar como tudo que eu disse não vai acontecer. No futuro quem sabe, a EXL irá desenvolver seu próprio sistema na Bitnation, funcionando de forma descentralizada. Não só uma empresa que investe no futuro, uma empresa do futuro. Erik Rodrigues Rosa Ferreira
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2017.08.04 15:28 feedreddit “Verdadeiramente assustador”: Ex-Comandante da PMERJ critica visão de general para a ocupação militar no Rio

“Verdadeiramente assustador”: Ex-Comandante da PMERJ critica visão de general para a ocupação militar no Rio
by Cecília Olliveira via The Intercept
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Não existe plano para segurança do Rio. Não para cidadãos comuns. Isso ficou muito claro esta terça (01) durante o evento “Brasil de Ideias”, que reuniu ministros e autoridades para “debater” a segurança do país, em Copacabana, para uma plateia de empresários.
Dentre os palestrantes nenhum falou sobre planejamento estratégico ou investimentos da operação das Forças Armadas no Rio de Janeiro, que, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, dura até 2018. Também não foi dita uma única palavra sobre os motivos da “crise” no estado: a corrupção generalizada perpetrada pelo PMDB’ que deixou o Rio numa miséria política e institucional como poucas vezes vista país afora, e a total falta de planejamento. Nenhuma palavra sobre um ex-governador preso, um governador que se equilibra no cargo para não perder o foro privilegiado e um vice que aparece nas listas da Odebrecht.
Em 2006 o Exército e polícias ocuparam nove favelas em busca de armas. Na imagem, Exército na Favela de Manguinhos, na Zona Norte da cidade do Rio.
Foto: Vanderlei Almeida/AFP/Getty Images
Pelo contrário, tinha ali um representante do governo passado. Índio da Costa foi parte do secretariado de Cabral, embora pareça não se lembrar o suficiente disso. Estiveram presentes ainda o Ministro do TCU, João Augusto Ribeiro Nardes; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Westphalen Etchegoyen;o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; e o Diretor de Operações do Comitê Rio-2016, General Marco Aurélio Vieira.
Por outro lado, sobrou senso comum, críticas genéricas e citações de dados sem fonte. Mas isso não foi problema. Os líderes políticos, representantes de entidades empresariais, CEOs e presidentes de grandes empresas do Rio de Janeiro não se atentaram a estes “detalhes”.
Licença para matar?
“Produzimos teses, produzimos dissertações, produzimos monografias e eu pergunto: quanto reduzimos da criminalidade? Quanto avançamos nisso? Nós precisamos agir. Nós precisamos fazer”, frisou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Westphalen Etchegoyen.
Para ele, existem dois fatores críticos para o sucesso da operação das Forças Armadas no Rio: a adesão da sociedade e “a compreensão que a mídia terá do que tem sido feito”. Isto porque, de acordo com o ministro, haverá “insucessos” e “incidentes”. “Nós estamos numa guerra. Vai acontecer. É previsível que aconteçam coisas indesejáveis, inclusive injustiças. Ou a sociedade quer ou não quer. Os ismos que interpretaram a realidade, integrados com o politicamente correto, é que nos impede de discutir qualquer coisa”, finaliza.
A fala do ministro-general vai de encontro ao que o ex-secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame disse em 2007: não se pode “fazer um bolo sem quebrar ovos” – em referência ao alto número de balas perdidas em operações policiais.
Poucos dos presentes estranharam as afirmações. “Isso é alarmante. É uma perspectiva bélica, que entende que política de segurança se faz sob a perspectiva militarizada e que desconsidera que a própria vocação do Exército não está ligada ao enfrentamento do próprio cidadão brasileiro. As Forças Armadas não estão destinadas a fazer guerra contra seus nacionais. Aliás, as Forças de nenhum país do mundo estão. Isso é um patamar mais alto da incompreensão da segurança pública brasileira. É verdadeiramente assustador”, disse, depois de um tempo em silêncio, Íbis Silva Pereira, coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete do Comando Geral e, por dois meses, Comandante da própria corporação.
“São pessoas que morreram para nos defender. Alguns criminosos? Sim, alguns criminosos. Mas estavam lá para nos defender”.Apesar de Etchegoyen criticar o “excesso” de produção acadêmica, ele parece não ter aproveitado a oportunidade de ler o que desconsidera e insiste em fórmulas velhas, comprovadamente sem resultado. Para o ministro, “a questão urbana do Rio de Janeiro” – claramente uma referência às favelas – “é uma das raízes do que a gente está vivendo”. E mais: “Eu tenho dúvida sobre o quanto a questão social é tão causa do que a gente vive. Pobreza não é propensão ao crime”. Vale lembrar que a “questão social” não se resume a pobreza, mas remete também ao acesso a direitos garantidos na Constituição – como educação e saúde – e também a serviços públicos como saneamento, coleta de lixo, eletricidade, outrora previstos no pacto da UPP Social e pouco executados.
Robson Rodrigues, que chegou a ser o número dois da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ficou surpreso com a fala do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. “Isso é uma democracia. Fariam isso [“coisas indesejáveis, inclusive injustiças”] na Vieira Souto? Na Delfim Moreira? Isso é um problema sério. Uma falsa interpretação adequada do contexto”, reitera. Rodrigues é formado em direito e doutorando em antropologia. Foi chefe do Estado Maior da PM e do Comando de Polícia Pacificadora.
Para Rodrigues, se as dissertações, evidências e inteligência que são produzidas pela Academia fossem utilizadas adequadamente, estaríamos numa situação melhor hoje. “O problema é quando há desvio político das ações que devem ser técnicas. E para serem técnicas precisam ter evidências. Você precisa trabalhar com uma análise muito racional desses fatos. Não adianta ir com emoções e com a força bruta”, reitera.
O Ministro do Tribunal de Contas da União João Augusto Ribeiro Nardes também não ficou para trás. Sem nenhum pudor relativizou crimes cometidos por policiais com uma naturalidade assustadora. “As polícias que nós temos são as que estão nos defendendo e nós temos que valorizá-las. Valorizar significa reconhecer. Punir quem tiver que punir. Responsabilizar quem tiver que ser responsabilizado”. E emendou: “São pessoas que morreram para nos defender. Alguns criminosos? Sim, alguns criminosos. Mas estavam lá para nos defender”. Por outro lado, disse: “Valorizar o bom policial é punir o mau policial. Não estou defendendo o mau policial. Pelo contrário”. Mais uma vez, isso casa com um discurso já conhecido, proferido por Beltrame: “Um tiro em Copacabana é uma coisa. Na Favela da Coreia é outra“.

“É uma fala de senso comum, punitivo. Ele reproduz o que pensa pelo menos 53% da população brasileira. Que defende que bandido bom é bandido morto e que pensa que polícia existe para confrontar o tráfico de drogas. A gente espera que uma autoridade desse nível tenha uma compreensão da realidade um pouco mais profunda. Eu fico muito estarrecido”, disse Coronel Íbis, ainda incrédulo.
Sem surpresas
“A pessoa mais moderada no grupo lá que discute a política é o Etchegoyen”, disse, sorrindo, Osmar Terra. O perfil da pessoa “mais moderada”, escritopor Lucas Figueiredo e publicado há um ano no The Intercept é estarrecedor. “Promovido por Dilma a chefe do Estado-Maior do Exército após chamar o trabalho da Comissão da Verdade de “leviano” e “patético” , ele foi nomeado por Temer como ministro-chefe do GSI, Etchegoyen é parte de um clã de militares radicais e de viés autoritário que há um século ocupa altos postos no Exército. Alcides Etchegoyen, seu avô, tentou impedir a posse do presidente Washington Luís em 1926. Depois, substituiu o nefasto Filinto Müller na chefia da Polícia do Distrito Federal, na ditadura do Estado Novo, em 1942, e fez parte do grupo que buscou a renúncia de Getúlio Vargas, em 1954.
Leo Etchegoyen, pai do ministro-chefe do GSI, comandou a Polícia do Rio Grande do Sul logo após o golpe de 1964, período em que recebeu Dan Mitrione, instrutor de tortura do governo norte-americano, para um “curso” na Guarda Civil do estado. O general Cyro Guedes Etchegoyen, tio do ministro Sérgio Etchegoyen, é apontado como responsável pela Casa da Morte, centro de tortura e eliminação de presos políticos que funcionou clandestinamente em Petrópolis (RJ) no período mais agudo da ditadura (lá, dissidentes eram mortos na pancada, com choques elétricos ou injeção para sacrificar cavalos)”.
Ou seja, temos um “caçador de comunistas” lidando com a política de segurança pública nacional.
Desprezo por dados e planejamento
Matéria publicada ontem no Jornal Extra analisou 11 ações implementadas para reforçar a segurança no Rio de Janeiro nos últimos 25 anos. Em apenas uma houve redução no número de roubos a pedestres, de veículos, de cargas e homicídios, os quatro indicadores criminais analisados para o levantamento. Nas demais, pelo menos a metade dos índices observados piorou. Nos maiores eventos ocorridos nesse período — a Copa do Mundo de 2014 (5300, incluindo o Espírito Santo) e a Olimpíada de 2016 (22 mil homens) —, todos os crimes apresentaram aumento.
Os investimentos para estes megaeventos custaram 316 milhões de reais. O Rio de Janeiro foi a cidade que mais recebeu recursos do Ministério da Justiça: em torno de R$ 108 milhões. Em 2014, o Exército ocupou a Maré e ali ficou por 15 meses. Foram 850 homens por turno, inicialmente com um gasto diário de 1.7 milhão. No total foram 559 milhões jogados fora. O tráfico resistiu, a UPP prometida nunca chegou, 27 militares foram feridos, nove pessoas morreram neste período, entre elas o sargento Michel Augusto Mikami, de 21 anos Soldados denunciaram más condições de trabalho.
A Secretaria de Segurança teve orçamento recorde no estado e ultrapassou o investido em Educação e Saúde. Foram 35 bilhões investidos de 2007 a junho de 2016. Ou seja: a falta de dinheiro pode piorar a situação hoje, mas não é responsável por ela. A falta de planejamento – outrora da Secretaria de Segurança Pública e Governo do Estado e agora da União – também são fatores determinantes.
Forças Armadas ocuparam a Maré por 15 meses. Foram 850 homens por turno, inicialmente com um gasto diário de 1.7 milhão.
Foto: AFP/Getty Images
Nada disso impede o investimento agora de 70 milhões por mês nesta operação das Forças Armadas no Rio até o fim do ano. Ao que os dados – desprezados pelos ministros – indicam, serão no mínimo mais 350 milhões no lixo. O que significa perdas ainda maiores, que poderiam ser usadas para pagar os salários atrasados dos servidores estaduais da segurança pública, pagar o combustível e manutenção das viaturas e helicópteros para patrulhamento. A polícia tem racionado até comida.
Coronel Ibis chama a atenção para o equívoco da política pública de segurança, que leva o estado do Rio a focar no varejo, colocando vidas de policiais e moradores de favelas em risco constante e desperdiçando recursos ao invés de trabalhar com inteligência e coordenação. “O proibicionismo é uma estupidez. E dentro dessa irracionalidade existe uma outra. Se vc pegar o total de apreensões de drogas feitas no estado entre 2010 e 2016 vai ver que a máquina de repressão do Rio está mal orientada. Isto porque 5% das apreensões correspondem a 80% da massa de substâncias ilícitas apreendidas. Isso significa que 95% correspondem a pequenas quantidades. Em 2015, foram mais de 28 mil registros. 50% corresponde a uma média de 10 gramas”, reitera ele, que diz: “Nós estamos movimentamos a máquina pública, até mesmo dentro da lógica do proibicionismo, de uma forma imbecil. Ao invés de direcionar para as grandes apreensões, a gente desperdiça recursos, materiais humanos, empurramos as polícias para dentro das favelas pra matar e morrer e para quê? Para apreender menos de 100 gramas”.
Ou seja, embora os ministros tenham sido unânimes em frisar que é preciso trabalhar com inteligência para enfrentar a escalada da violência no Rio, conhecimento e dados são desprezados. Etchegoyen disse que “não vamos ter um resultado definitivo de hoje para amanhã. Não vamos ter em um ano”. A falta de segurança é uma estratégia para quem vive de vender soluções. E exatamente por isso estamos na estaca zero. Pelo visto só vai melhorar se o carioca rezar. E muito.
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2017.08.02 15:38 renatopravc Porque pretendo votar no PSOL em 2018

Havia parado de postar no reddit, as discussões políticas aqui haviam se tornado muito tóxicas para mim, inclusive estava me tornando tóxico por osmose e esse negócio de passar o dia inteiro postando aqui dá muito menos resultado do que viver, desenvolver relações verdadeiras com as pessoas ou produzir. A política que realmente significa algo, aquela que afeta a realidade de forma concreta e positiva em grande parte é feita no dia a dia e não na internet.
Infelizmente, essa política do dia a dia no Brasil e em grande parte do mundo está dominada pelas práticas do compadrio, da camaradagem seletiva, do fisiologismo, do corporativismo, do vampirismo político, do apoio cego aos sucessos do passado que não funcionam mais. E eu estou cansado de viver em meio a isso.
Políticos são servidores públicos. PÚBLICOS.
De uma fonte da internet:
Público: do latim publicus, “relativo ao povo”, de populus, “povo”, possivelmente derivado do Etrusco. Também adquiriu o significado de “aberto a toda a comunidade”, em oposição a “privado”
Afinal, a quem os políticos estão servindo?
O ensino de história ainda não é uma coisa valorizada e muitas lições do passado estão sendo esquecidas ou mesmo nunca foram aprendidas por grande parte da população.
Em um mundo em que o autoritarismo novamente flerta com o poder, venho pedir a ajuda de quem ainda acredita na democracia e teve a sorte de estudar e entender o passado para saber como o mundo era antes que ela existisse.
Como política também é posicionamento e tudo aquilo que fica estagnado apodrece com o tempo, volto ao título do meu post e peço que leiam com inteligência e respeito. Prometo responder no mesmo tom.
Venho me posicionar aqui por causa da recente rusga no PSOL em relação a Venezuela. Não sou filiado, mas acompanho de perto pois voto no partido e pretendo continuar votando. Por último, direi meus motivos para votar neles.
Se procurarmos causas para instabilidade nos países democráticos hoje em dia, veremos que uma das causas é a falta de respeito ao voto da maioria.
Dilma foi eleita, mas retirada do poder (sim, ainda acredito que foi golpe). Trump ganhou, mas não pela maioria.
Infelizmente, nós ainda não temos a tradição democrática dos norte-americanos e nem mesmo um sistema de pesos e medidas tão forte quanto o deles. Eles têm a sorte de ainda possuir um Congresso e Judiciário capazes de moderar o Executivo. Porém, não é disso que eu estou falando.
Apesar de ser alguém que acredita no ideal socialista e tenta viver sua vida nesse sentido, também acho que há um limite muito tênue entre a ideia de que todos são iguais e o autoritarismo. O conceito de perfeição socialista é muito perigoso e ainda mais perigoso quando entra no terreno político.
É difícil dar uma opinião sobre a Venezuela, pois é difícil saber no que acreditar naquilo que é divulgado na mídia e fontes políticas, mas vou tentar.
Maduro foi eleito, sim. Mas a oposição também foi eleita.
Essa tentativa de silenciamento da oposição me lembra muito o que foi feito com a Dilma no impeachment. A despeito dos erros e defeitos da oposição, que também não devem ser ignorados.
Dizem que não há governabilidade sem um Congresso favorável. Foda-se. A vida é dura. A democracia deveria representar isso. Isso não é desculpa para fisiologismos. Isso é discurso de ditador que não quer ser contrariado.
Os meios são diferentes, os lados são diferentes, mas o fim é o mesmo. Nesse sentido, concordo mais com a nota do PSOL-RJ que contraria a nota do diretório nacional.
A democracia até pode ser bem flexível nas suas regras, porém o voto é sagrado.
Um carro pode rodar com gás, gasolina, álcool ou diesel, mas não se pode fazê-lo rodar com água.
Da mesma forma, existe democracia para todos os gostos, mas se você joga um pouco de autoritarismo na mistura, alguma coisa começa a funcionar mal.
Não votei na Dilma e sou critíco do que ela fez com a economia. Nisso meu posicionamento se assemelha muito ao PSOL. Ela errou, o partido dela errou, mas ela conquistou o poder de forma justa. Ela foi eleita. Dentro das regras da DEMOCRACIA.
Novamente usando uma analogia automobilística: Quando alguém bate no seu carro, a pessoa tem que pagar pelos danos. O fato dela ter batido no seu carro não te dá o direito de simplesmente tomar o carro dela.
Como no Brasil, o Judiciário e o Direito só existem para defender poderosos, ficou fácil mostrarem legitimidade à população de que o impeachment foi justo. É uma "seguradora" que não existe para ser o fiel da balança do correto e da justiça, e sim para favorecer o lado mais poderoso, que só precisa gritar por uma pequena injustiça para tê-la ao seu favor e praticar uma injustiça ainda maior.
A narrativa colou, mas somente porque os governos petistas se utilizaram da mesma máquina e foram traídos por esta.
Em uma democracia ideal, Dilma teria sido responsabilizada pelos seus erros e forçada a consertá-los pela Justiça e pelo Legislativo com a força do clamor popular, mas nós vivemos em uma falsa democracia em que estes dois são subservientes ao Executivo e este foi entregue às mesmas forças que dominam o Legislativo e o Judiciário. Tudo em nome da propagada e falsa ideia de um "bem nacional", que só é bom para alguns poucos e vis grupos econômicos.
De volta ao presente e aos meus motivos:
Fiquei muito decepcionado com o apoio do diretório nacional à ditadura de Maduro e é parte do motivo que me posiciono aqui. Assim como a direita tem demonstrado, parte da esquerda ainda se agarra às velhas noções da política, tudo aquilo que eu tenho abominado diariamente. Por meio deste post, espero demonstrar que pelo menos um eleitor deles não aceitará que o partido siga essa linha e cometa os mesmos erros que já foram cometidos por outros.
Ainda pretendo votar no PSOL, porque ainda acredito na honradez e luta de parte dos seus quadros e alguns nomes de mais visibilidade. Meu voto será muito condicionado pela escolha que irão fazer da pessoa que será candidata à presidência. Tenho minhas preferências dentro do partido e existem múltiplas correntes neste, mas não vim defender nomes ou meus interesses, então não vou mencioná-los, até porque não sou filiado.
Escolho o PSOL por suas defesas dos direitos humanos, do direito à vida de todos independentemente de quem sejam e do respeito à dignidade de cada um. É pouca coisa para um governo, mas num mundo em que até o básico é ignorado, quem defende o básico me representa. O PSOL é inexperiente quando se trata de economia e governança, mas só porque ainda não encontrou o apoio que necessita. O apoio de gente honesta, competente e que realmente quer ver mudanças nesse país.
Não acredito em perfeições, não acredito em messianismos e estou disposto a abrir mão de algumas crenças pessoais que acho que um governante deveria ter se escolherem um candidato que não me agrade. Porém, honestidade e respeito a democracia são coisas que eu não abro mão e o PSOL é o único partido que eu enxergo hoje capaz de sustentar esses dois fundamentos em campanha e em mandato. Inclusive é o único partido que não está fazendo essa campanha eleitoral antecipada descarada que todos os pré-candidatos até agora continuam fazendo a despeito da lei eleitoral (a original, não a remendada na jurisprudência por interesses)
Até mesmo Fidel Castro, no fim de sua vida, proibiu que fizessem um culto à sua personalidade depois de sua morte. Podemos aprender com a experiência cubana ou simplesmente ignorá-la.
Desculpem o longo post e o desabafo, mas eu precisava tirar isso do peito e no mundo real isso só está reservado para quem tem palanque ou muitos seguidores no facebook.
tl;dr: voto no PSOL porque acredito na honestidade de parte de seus integrantes e na sua defesa dos direitos humanos, sou contra a ditadura de Maduro e espero que o partido tome uma direção nesse sentido e indique alguém que respeite a democracia e a população brasileira para concorrer à presidência.
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