História do cristianismo na Rússia

Ilustração de cristãos sendo preparados para queimarem vivos na perseguição de Nero Cesar (64-68 d.C.) Não há propriamente uma história da filosofia cristã, assim como há uma história da filosofia grega ou da filosofia moderna, pois no pensamento cristão, o máximo valor, o interesse central, não é a filosofia, e sim a religião. Como é que o cristianismo na Armênia . acreditava que o cristianismo foi trazido para Armênia dois apóstolos - Tadeu e Bartolomeu.Aparentemente, daí o nome da Igreja - Apostólica.Esta é a versão tradicional, documentada, no entanto, não é confirmada.É por certos cientistas só sei que a Armênia se tornou um cristão no tempo do rei Tiridates em 314 aC.e.Depois de uma reforma ... Catedral de São Basílio, em Moscou. A Igreja Ortodoxa é muito forte na Rússia (Foto: Thinkstock/Getty Images) O maior país do mundo chama a atenção por muito mais que ‘apenas’ seus 17 milhões de quilômetros quadrados, que cobrem imensas porções ... Rússia e Cristianismo . A propagação do cristianismo na Rus' começou por volta do século 8, quando os territórios eslavos foram estabelecidas a primeira comunidade. Alegaram os pregadores ocidentais, ea última impacto foi pequeno. História da Rússia. De início, a Rússia se considerava herdeira espirital do Império Bizantino. Assim, em 1547, o primeiro Tsar – palavra russa que significa “César” – foi nomeado no país. Logo, o príncipe Ivan foi o primeiro a ser coroado. A partir disso, os russos começaram a expansão territorial pelo continente asiático. O cristianismo não era a religião principal na Bulgária até a década de 860 d.C., portanto, em todo o país, há inúmeros lugares dedicados a crenças e divindades anteriores. Inicialmente, após a cristianização da nação, esses lugares foram preservados porque eram parte essencial da cultura do povo e da história nacional. Os novos sacerdotes adaptaram as antigas tradições ... A adoção do cristianismo foi um evento importante na Rússia. O século XIII na história da Rússia é marcado por invasões estrangeiras, incluindo a Horda de Ouro. Na segunda metade do 15o começo do 16o século, a formação do estado russo centralizado aconteceu. População De acordo com o censo de 1897 sua população era próxima dos 128.200.000 de habitantes, sendo que a maioria deles (93,4 milhões) vivia na Rússia europeia. Como não poderia deixar de ser, havia grande diversidade étnica no Império Russo. Mais de 100 diferentes grupos étnicos viviam ao longo do território russo, sendo que a etnia… A História do cristianismo ortodoxo e o reavivamento da fé na ex-República comunista. ... “O Santo Padre me consagrará à Rússia, que se converterá”. Na verdade, ... A Santíssima Trindade São Sérgio Lavra é um centro espiritual e a capital do cristianismo ortodoxo na Rússia. Foi fundada por um dos mais amados e venerados santos russos São Sérgio de Radonezh. A autoridade deste lugar era tão alta que até os czares e tsarinas consideravam honroso fazer aqui uma peregrinação a pé, apesar da distância de 60 km de Moscovo.

Israel e seus Inimigos

2020.09.15 02:44 josianemoreira Israel e seus Inimigos

Tudo começou na época de Abraão, quando ele e Sara tiveram seu filho Isaque, o filho da promessa, que deu origem ao povo judeu pp.dito. Porém, antes Abraão havia tido um filho com sua escrava Hagar, Ismael, que casando-se com uma egípcia deu origem a doze príncipes que povoaram aquela região. Descendentes de Abraão, Ló e o filho rebelde de Isaque, Esaú, se misturam com os ismaelitas, dando origem aos povos vizinhos (adonitas, amonitas, amalequitas, moabitas, hagarenos, ismaelitas) que juntaram-se aos filisteus, cananeus e outros povos com um único objetivo: – destruir a linhagem da promessa, Israel. Depois vieram os babilônios, os persas, os gregos, os romanos, os turcos, os árabes, e mesmo vários segmentos do cristianismo, como ocorrido na época dos cruzados, a inquisição, os pogroms, o holocausto, as intifadas e agora os terroristas do Hamás, Hisbolah, Isis, e outras facções do Islam, sempre com o mesmo objetivo, a aniquilação de Israel.
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Se o judeu é o povo da Bíblia, então o maior legado de Israel para a humanidade é seu livro divino e inspirado por D´us. O que diz então este livro sobre esta hereditária perseguição e desejo de aniquilar Israel, varrendo-o do mapa?
Foi então que me concentrei nas passagens bíblicas que pudessem trazer luz ou pelo menos uma explicação razoável no sentido de entender a importância de Israel para as nações através do tempo e do plano divino. Portanto, não há como entender a inimizade dos países vizinhos e mesmo a maioria das nações que se posiciona contra Israel sem levarmos em consideração os aspectos espirituais deste conflito milenar.
Meu amigo, apresento a seguir, um contexto bíblico-espiritual na tentativa de explicar o porquê deste conflito. Evidentemente, mesmo os que não crêem na Bíblia poderão conhecer um pouco da história.
Antes de começar, eu gostaria de apresentar neste momento a minha conclusão final: A razão de toda guerra e conflito com Israel está relacionado ao Tikkun Olam (A redenção universal) que virá em breve sobre o planeta Terra e sobre todo o universo. Israel foi comissionado divinamente como nação coorporativa para esta nobre missão. Entretanto, esta missão não o coloca melhor do que nenhuma outra nação, mas faz recair sobre ele uma grande responsabilidade pela qual Israel tem pago um altíssimo preço ao longo de sua existência. A grande verdade é que as forças opositoras do mal ou das trevas, que tanto a Bíblia menciona, sabem que pouco tempo lhes resta para agir (Ap 12:12).
Israel como povo muitas vezes tem se esquecido, ao longo de sua própria história, dessa nobre missão, desse chamado divino e irrevogável. Mas, se recorrermos ao Tanhuma Kdoshim, 10 (um antigo Midrash), escrito antes do Tamuld da Babilônia, veremos que os rabinos da época já entendiam a importância de Israel no contexto universal. Ou seja, Israel é o centro da terra na perspectiva messiânica. Assim, o centro do mundo seria Israel, do mesmo modo que o centro de Israel seria Jerusalém. O centro de Jerusalém seria o Templo; o centro do Templo seria o Aron Hakodesh (a Arca) e o Centro da Arca seria a Torá.
Representação do Midrash Tanhuna Kdoshim: A Palavra do Eterno como centro do universo

Mas, o que é a Torá? No profundo sentido espiritual seria a Palavra de D´us, Sua “davar”ou “logos”. Para mim, a Torá é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, segundo João (1:14), apóstolo e seguidor de Yeshua, o Messias, em sua primeira vinda. Na sua primeira vinda, Yeshua veio para trazer as Boas Novas de redenção para a humanidade; veio como profeta, como Filho do homem (Ben Adam), como gostava de ser chamado. Mas, em sua segunda vinda, virá como Rei (Ben David) e Sacerdote para implantar o Seu Reino Messiânico de Justiça, Paz e Alegria (Rm 14:17), reinando sobre as nações de Jerusalém, exatamente do Templo de Salomão que será reconstruído no Monte Moriá, segundo o profeta Ezequiel.
O profeta Ezequiel, em exílio na Babilônia no ano 598, A.C, entendeu claramente o porquê de Israel estar em exílio por 70 anos. Israel vivia como as demais nações na tríade da idolatria, adultério e apostasia. Ezequiel vê Israel saindo dos propósitos divinos e em luta constante com seus vizinhos. Depois, num outro tempo, Ezequiel vê as nações da terra marchando contra Israel. Sobre isto, gostaria, para efeitos didáticos, fazer uma “midrash” de vários textos bíblicos, resumindo no seguinte:
Os três tipos de inimigos de Israel em três tempos:
I. Primeiro Tempo – Os vizinhos inimigos de Israel.
Os capítulos 25 a 32 de Ezequiel mencionam os vizinhos de Israel como seus inimigos. Todos tem em comum um único propósito: destruir Israel! Quem são eles?
Amon, Moabe, Edom, Filístia, Tiro, Sidon e Egito. Asafe, salmista contemporâneo do Rei David, escreveu no Salmo 83 que os vizinhos inimigos de Israel são: Edom (descendentes de Esaú), Ismaelitas (descendentes de Ismael), Moabe (descendentes de Ló com sua filha mais velha), Hagarenos descendentes de Hagar), Gebal (fenícios e parte do Líbano), Amom (filhos de Ló com a filha mais nova), Amaleque (descendentes de Esaú), Filisteus (habitavam em Jope e Gaza), Tiro e Assíria (parte da Síria e Iraque). No Salmo 83, é dito que esses povos formaram uma liga, um conselho (federação) com um único objetivo: Riscar Israel do Mapa! (Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel – verso 4). Ou seja, podemos fazer uma correlação entre os textos de Ezequiel (25-32) com o Salmo 83 e chegar à conclusão que todos esses povos foram inimigos ferrenhos de Israel e tentaram destruí-lo, impedindo que o povo hebreu conquistasse e tomasse posse da Terra prometida a Abraão, a terra de Canaã. Interessante notar que nenhum desses povos prevaleceu na terra. Todos esses povos possuem vestígios no atual povo árabe, hoje os vizinhos de Israel. E o mais interessante é que o mesmo espírito e desejo de destruir Israel continua vivo. Portanto, Israel deverá estar atento sempre aos seus novos “antigos” vizinhos.
Resumindo:
a) Esses antigos vizinhos foram e serão ainda derrotados no futuro segundo o salmista. Isto nos mostra que existirão países vizinhos de Israel que tentarão alcançar seus antigos objetivos: Apagar Israel do Mapa. Podemos então dizer que esses vizinhos tentarão impedir a existência de Israel, isto é, do povo e da terra de Israel ainda nos dias de hoje.
b) Motivo espiritual: impedir que as profecias messiânicas se cumpram quanto à terra de Israel e seu povo para a chegada do Messias e de seu Reino universal (Tikkun Olam).
II) Segundo Tempo – A coligação das nações, inimigos de Israel.
Representada em Apocalipse como a Grande Babilônia (Ap 17 a 20) constituída por dez reis ou nações ou coligações das nações, onde aparecem figuras como o Dragão (satanás), a Besta e o Falso Profeta (Ap19). A tríade do espírito da Babilônia é a idolatria, a prostituição e a apostasia. Podemos dizer que idolatria é tudo aquilo que afasta o homem do verdadeiro D´us; a prostituição é tudo aquilo que corrompe relacionamentos e valores morais, e apostasia é a conseqüência natural de afastar o homem do Seu Criador, da fé, das bênçãos e promessas. Hoje, vemos claramente que as nações estão se alinhando para a formação desta liga babilônica, onde Israel é o centro dessa oposição. É interessante notar que a Europa tem sido invadida por mulçumanos oriundos dos países árabes e da África, principalmente. Nota-se também que os países europeus tornam-se cada vez mais antagonistas ao Estado judeu. Facções da ideologia nazista tem crescido no mundo todo, bem como o antissemitismo. O espírito do mal que nos tempos bíblicos tentava impedir Israel de se estabelecer e existir, aparece ao longo da história na destruição do primeiro Templo por Nabucodonosor, do segundo Templo por Tito de Roma, seguido depois pelos Cruzados, Inquisição, Pogroms, Holocausto, intifadas, e no momento, a coligação de terroristas islâmicos.
Objetivo final: Tentar impedir a vinda (retorno) do Messias e de Seu Reino Milenar, o Tikkun Olam. Pois segundo as profecias, o Messias Yeshua volta para Israel, não para outro país. Porém, essa “babilônia” será destruída na batalha no Vale do Armagedon, ou Megido, ou Vale de Jesreel, o vale do juízo, onde o Messias adentrará com seus eleitos e vitoriosos, destruindo a besta e o falso profeta, lançando-os no abismo, no lago de fogo e enxofre. O Dragão, satanás, será preso por mil anos (Ap19:20 e 20:2). Quase todos os profetas bíblicos desde Isaías até Malaquias fizeram menção quanto ao “Iom há Din” o grande e temível dia do Senhor, o dia do juízo das nações.
III) Terceiro Tempo – Coligação das nações com Gogue e Magogue contra Israel no final da era milenar
Mesmo após o Reino de D´us ser implantado nesta terra pelo Messias Yeshua (para aqueles que Nele crêem), aparecerão no final da era milenar povos e nações que se rebelarão contra todo o propósito deste Reino messiânico. Inacreditável, mas isto acontecerá segundo as profecias. O profeta Zacarias (Zc 14:16) menciona que neste período de 1000 anos de paz na terra, as nações subirão de ano a ano a Jerusalém para adorarem o grande Rei Messias e para celebrarem a festa de Sucot (Tabernáculos), mostrando a paz no mundo e a alegria por termos um Rei soberano sobre todas as nações. Nesta época haverá três tipos de pessoas vivendo na terra. O primeiro será constituído por aqueles crentes em Yeshua que morreram no Messias, mas que ressuscitaram por ocasião que antecedeu a Sua vinda, no arrebatamento da Igreja, judeus e gentios juntos no Messias (I Te 4:13:16). O segundo tipo foram aqueles crentes que não passaram pela morte, mas também tiveram seus corpos glorificados na vinda de Yeshua (ITe13:15) e o terceiro tipo serão pessoas que nascerão durante a era milenar. Eles levarão uma vida normal no período milenar, mas no final do milênio satanás será solto e levará grande parte desses a uma rebelião contra D´us e o Messias. Porém, serão destruídos pelo fogo que cairá dos céus (Ap20:7-10). Quem serão esses povos que se rebelarão contra D´us no Reino milenar de Yeshua? Ezequiel, nos capítulos 38 e 39, e também Ap 20:8, mencionam Gogue, chefe de Meseque e Tubal, Pérsia, Cuche, Pute, Gomer e Togarma. Quem são esses povos?
Gogue representa uma entidade de satanás. Meseque (filho de Jafé, deu origem aos europeus); Tubal (assírios); Persa (Irã); Cuxe (descendentes de Cão, os Líbios, p. ex.); Gomer (descendentes do filho mais velho de Jafé, os Cimérios, arianos que vieram da Ucrânia e Rússia) e finalmente Togarma (povo de Carmequis, Turquia). Muito interessante analisar que esses povos serão os arqui-inimigos de Israel e do reino messiânico.
Objetivo final: no final do milênio, segundo a Bíblia, haverá o juízo final e a ressurreição de todos aqueles que não passaram pela primeira ressurreição (dos salvos em Yeshua). Portanto, o objetivo de Gogue e Magogue com suas nações coligadas será impedir o Juízo final, por isso, tentarão pela última vez destruir a sede do Reino Milenar, Jerusalém – Israel. Em outras palavras, satanás tentará anular o juízo final e a condenação que virá para seus seguidores (Ap 20:7-15).
Indicação das nações da coligação “Gogue” e “Magogue”
PORÉM, HÁ UM GRANDE MISTÉRIO QUE NÃO PODEMOS ENTENDER, não nos sendo revelado: – Como sendo o D´us de Abraão, Isaque e Jacó, o D´us de Israel, um Deus definido pela Bíblia como AMOR , pode ser chamado pela própria Bíblia de D´us dos Exércitos de Israel (ICr 11:9;ICr17:24; I Sm17:45) ou o D´us das batalhas (Sl24:8; ISm25:28) ou o D´us que adestra as mãos de Israel para a guerra (Sl144:1)?
Lembremo-nos que D´us não muda (Ml 3:6). Ele é o mesmo D´us de ontem, de hoje e de sempre. Portanto, concluímos que Ele continua sendo o D´us dos Exércitos de Israel nos dias de hoje.
Eu não posso entender como um D´us definido como amor, paz, justiça, alegria e tantos outros atributos, pode se posicionar ainda hoje como o D´us dos Exércitos de Israel! Isto é difícil de entender, mas é verdade.
Poucos conseguem ver que D´us trabalha em tempos e propósitos consecutivos: Adão perde pelo livre arbítrio o Reino terreno sob o comando celestial e toda a humanidade tem sofrido grandemente as consequências deste pecado da separação: guerras, fome, miséria, corrupção, perda dos valores morais, deterioração da família, etc. Portanto, D´us dá inicio ao processo de Redenção, escolhendo primeiro um povo e uma terra para se manifestar, mostrando seu propósito, dando a este povo a Sua Torá. Este povo precisaria de aprendizado, de disciplina e de temor a D’us. Assim, D´us o coloca por 430 anos para ser escravo no Egito. Depois, D´us através de Moisés o leva para a terra de Canaã, a terra prometida para que jamais deixassem aquele local. Logo a seguir, D´us levanta seus profetas que preconizam e ensinam sobre a era messiânica e o papel de Israel, em específico, da Tribo de Judá, da qual sairia o Messias em sua primeira vinda. Um grande feito divino que marcou o mundo antes e depois dele foi a redenção individual do Messias há dois mil anos, permitindo às nações, através do Mashiach, usufruir das alianças, das promessas e das bênçãos de Israel. O muro de separação foi quebrado entre Israel e as nações. D´us queria que Seu Reino começasse em cada coração, ainda no interior, na alma, tanto para os judeus como para os gentios que crêem em Seu Filho, o Mashiach!(Ef 2:11-22).
Dois mil anos se passaram. D´us permite que Israel subsistisse entre os povos, ajuntando-os dos cantos da terra e levando-os para a terra de seus pais. Israel floresce como povo e nação, preparando-se para o grande dia em que seus olhos serão abertos e receberão o messias Yeshua como Seu Rei (Rm11:26). Este tempo se aproxima e aqui faremos um parêntese, uma pausa, para que as profecias messiânicas continuem a se cumprir em Israel e no mundo.
Se realmente cremos que Ele é amor, então, só entenderemos no final e no tempo messiânico o porquê de todo este conflito com Israel através da história humana. Lá saberemos e comprovaremos que realmente a humanidade receberá o melhor Dele, o Seu amor! Ele só ama Israel porque ama todas as nações. Ele quer o melhor para as nações e, por isso, escolheu Israel e seu povo para ser a luz para as nações (Isaias 42:6) através Daquele (O Mashiach) que vêm Dele para reinar sobre toda a terra, estabelecendo o Seu shalom, a Paz!
Yeshua, em sua primeira vinda, falou muito deste Reino de D´us que começa primeiro em nosso coração. Mas em breve ele será real! A terra viverá em paz, Israel florescerá e dará frutos ao mundo. As nações da terra subirão a Jerusalém para adorar o grande Rei. O próprio Yeshua, quando se despediu de seus discípulos num Seder de Pesach (Ceia de Páscoa), disse que desde aquele momento não beberia mais do fruto da videira (vinho, kidush de Pesach) até aquele dia em que conosco beberá de novo, no Reino do Pai (Mt 26:29). Ele mesmo declarou à Jerusalém: “Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: “Baruch há Ba BeShem Adonai” – Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 23:39)
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2020.05.27 14:29 RN118532 Por que o marxismo cultural existe e é o ópio dos evangélicos

Imagino que vocês já devem estar acostumados com esse tipo de post. Estou postando no reddit porque eu honestamente não sei onde mais postar e queria ver se alguém mais está sentindo o mesmo que eu. Nem sei como usar alt, então posto pela minha conta mesmo, que só uso para ver memes e coisas de jogos e séries que gosto e evito discussão política para o bem da minha sanidade.
Eu quero começar dizendo que sou evangélico, creio que a Bíblia é a palavra de Deus e que Jesus ressuscitou no terceiro dia. Para dar uma ideia, eu creio que os credos (Apostólico, Calcedônico, entre outros) são válidos, assim como os Solas da Reforma, apesar de não ser de igreja reformada, e as confissões de fé, como a confissão de fé batista de 1689. Eu faço questão de fazer essa introdução para dizer que sou o que muitos poderiam chamar de “fundamentalista”, mesmo que eu não goste muito do que o termo se tornou, e digo isso porque estou frustrado com a situação da igreja evangélica.
Eu cresci em lar evangélico e sempre tive uma vocação de carreira acadêmica, por isso sou pós-graduado. Achava que ia ser teólogo, mas acabei me formando em economia, o que é quase a mesma coisa. Por isso, desde cedo, estudei bastante teologia e lia muitos teólogos e filósofos conservadores; conhecia a obra de Olavo de Carvalho quando adolescente, acreditava que os não-cristãos esperavam o momento certo para usurpar tudo o que entendemos de civilização; tentei uma vez argumentar sobre marxismo com meu professor de história – mas sem ser maneira, por assim dizer, escrota, ele até que gostou quando eu mostrei uma refutação do marxismo que retirei de um livro de cosmovisão cristã.
Uma das coisas que esses filósofos conservadores de internet conseguem fazer bem é convencer a pessoa de que ele está em um grupo de “nós” contra “eles”, portanto fui exposto a essa retórica de marxismo cultural (nota: meus pais não têm nada a ver com isso, eu achei tudo sozinho, meu pai pode ser bolsonarista, mas ele nunca fez questão de falar nada disso comigo). Eu era bastante conservador no ensino médio, só que não demonstrava.
Continuei conservador quando fui para a faculdade, fazer economia, uma das disciplinas mais conservadoras que existem. Fui austríaco por um bom tempo, até ancap, mas deixei os ancap porque eles são insanos, mas continuei um austríaco mais moderado. Eu sei que existem diferenças fundamentais entre liberais e conservadores, mas a grande maioria deles no Brasil votam nas mesmas coisas, então é comum ver os dois juntos. Eu fui parando de acreditar que as doutrinas liberais de mercado livre são as melhores porque eu passei a ver as contradições e decidi que eles não estavam corretas, mas isso não vem ao caso neste post.
Eu quero dizer que se houver uma ditadura bolsonarista no Brasil, a igreja evangélica vai ser um dos seus principais pilares por causa da retórica do marxismo cultural. Essa retórica é como se fosse crack – o ópio dos cristãos, porque cria um inimigo conveniente demais aos cristãos, incluindo os evangélicos.
Mas você pode argumentar que “marxismo cultural” não existe, é uma invenção, é uma interpretação errada. Como todo o respeito, DÁ PARA FICAR QUIETO! O marxismo cultural existe na cabeça de milhões, dezenas de milhões de pessoa! Não importa se você acha que ele não existe, porque se ele não existisse, nós teríamos que criar ele e, notícia de última hora, ele já foi criado pelo Olavo de Carvalho e dos autores americanos que ele imita. Para os mais estudados, é um efeito performativo. Eu já vi até retiros espirituais cujo tema era estratégias de luta contra o marxismo cultural. Por exemplo, muitos cristãos ficam com medo de sair na rua em dia de Parada Gay, nesses cultos de domingo a igrejas têm lugares vagos, para ver o quanto essa retórica influencia.
A questão é que o marxismo cultural influencia tanta gente. Eles acreditam que a família está sobre ataque, que nas faculdades se ensina o ódio ao cristianismo e a tudo que ele representa, que eles querem forçar as igrejas evangélicas a fazerem casamentos gays. Não somente isso, mas essa atitude também está por trás do aumento da criminalidade (porque a desestruturação social causada pela mudança de estrutura de produção não vem ao caso). Não podem acreditar que é algo decentralizado, então eles acreditam que deve haver um grupo secreto que está construindo a Nova Ordem Mundial, controlado por satanás, que está usando tudo para fazer com que isso ocorra.
Por isso que o Bolsonaro é um herói para eles. Ele vai guiar o povo brasileiro na luta contra essas forças do mal, com disciplina militar. Eles acreditam que o crescimento evangélico ocorreu por causa das condições criadas pela ditadura militar e parecem achar que se houver uma nova talvez possa crescer ainda mais.
Mas, não, a esquerda quer destruir o mundo por motivo nenhum, a não ser por causa da maldade do coração deles. O que o pessoal do “marxismo cultural não existe” parece não perceber é que, quando você tem um inimigo poderoso demais, o vale-tudo impera. Na faculdade estudei incentivos. Se os protestos contra a quarentena fossem só protestos, seria menos ruim. Mas quantas vezes nós vimos buzinaço na frente de hospitais, ataques a profissionais da saúde, aquele acampamento até com armas? Eles dizem que é para se defender, mas defender de quem? Desses “marxistas culturais” é claro.
Contra um inimigo tão poderoso, o caráter se torna prescindível. Truculência é justificada por valores superiores, como os da família. Numa crítica à apatia da igreja, um pastor falou num culto que eu estava: como é que um país com 30% de evangélicos tem 60 mil assassinatos por ano? Com a presença da retórica do marxismo cultural você não precisa fazer essa pergunta. Essa é também a estratégia para ignorar os problemas sociais, jogando o fardo pra cima da pessoa e é no fundo dizer “não é problema meu” – como disse Caim, “sou eu guardador do meu irmão?”
Um dos fatores que me fez abandonar o conservadorismo, além da esterilidade, foi que não existe autocrítica – olhe o Bolsonaro, quando ele é encurralado, ele dobra no que ele fala porque a cada desculpa que ele pede, ele perde 50 mil eleitores. Eles amam a arrogância do Bolsonaro porque o conservadorismo tornou a arrogância em uma virtude, humildade é bom nos outros. Com isso, eles elegem líderes que parecem consigo mesmos, pois eles não podem admitir que a esquerda pode não estar nem completamente errada. O marxismo cultural se torna o bode expiatório perfeito, porque a fonte de virtude é a luta contra essa ideologia demoníaca ao invés de procurar melhorar a si mesmos.
Em muitas igrejas, os pastores reclamam nos cultos que muitos jovens abandonam a fé quando vão para a faculdade, e novamente atribuem a essa influência demoníaca. Parece que não passa pela cabeça deles que eles demonizaram os não-cristãos por anos e, quando eles começaram a ver como os outros pensam, viram que não é bem assim. A mesma coisa com a mídia, a maioria esmagadora dos filmes cristãos são lixo, só server para passar a mão na cabeça do crente, mas é a única representação que a comunidade evangélica tem de si.
No fim, eu tenho que admitir que muitos evangélicos que se identificam com ideias de esquerda ou que não seguem a cartilha à risca (para incluir alguns cristãos de direita que percebem os problemas dessa abordagem) são desprezados. Eu fui quando tentei falar disso, um ex-pastor meu começou a me ignorar e a falar de Cuba aquilo, Cuba isso, como se meus doze anos estudando economia não valessem nada. Uma das razões pelas quais eu entrei pro curso de economia era que eu queria produzir algo voltado para Deus, discutir questões econômicas e religiosas, para contribuir para a igreja. Mas, hoje, eu sinto que a igreja quer ouvir coisas que a agrade, que siga a cartilha da retórica do marxismo cultural, e eu não posso produzir isso sem peso na consciência. Hoje em dia eu tento ser pluralista, não sou um economista ortodoxo (provavelmente nem sou economista), tento ler intelectuais sérios de direita como Charles Taylor e Russel Kirk (quem diria que é possível criar uma ideologia conservadora sem marxismo cultural?), mas ainda fica aquele desgosto. Tipo quando vejo o Emir Sader ou qualquer que seja o filósofo cabelo arco-íris de twitter falando besteira, eu posso rir deles de quão errados eles estão (eu tenho Tumblr, eu sei que essa corja existe), mas quando vejo o Olavo e seus asseclas só fico frustrado. Eles não conseguem entender que essas ideologias de esquerda existem porque, como disse um cardeal, a igreja fracassou.
Vejam os resultados: no tratamento da pandemia, enquanto que os países que confiaram em cientistas já estão abrindo, os países com governos de direita são os que mais se atrasam – Rússia (suicidaram médicos que tentavam falar do problema), EUA (passando dos 100 mil mortos), Hungria (ditadura praticamente proclamada – porém eu vi que o judiciário ainda está lutando contra), e agora Brasil com uma pessoa sem caráter nenhum no poder, igualmente cercada de outras pessoas sem caráter nenhum, e essa falta de caráter não é problema para a igreja evangélica e outros conservadores. É como se o coração deles tivesse endurecido e, se vocês se lembram da história de Moisés e faraó, vocês sabem o que acontecem quando isso ocorre.
E depois, quando você aponta isso, eles falam “ah, mas a esquerda faz isso e isso”. Dá para perguntar porque eles têm tanta inveja dessa capacidade da esquerda de sair impune? Sou um esquerdista horroroso, a saber. A teologia da libertação, por exemplo, nem sei se acredita em Deus, me parece uma série de comentários seculares com roupagem religiosa, enquanto que a teologia liberal definitivamente não crê em Deus – Bultmann acreditava em um troço, mas até o monstro espaguete voador é um deus mais interessante do que qualquer coisa que Bultmann acreditava. Posso falar sobre outros assuntos que toquei nesse post, mas me foquei nesse. Enquanto isso, quem dera se o problema fosse apatia.
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2019.12.10 19:05 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso de resistência formidável na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

https://www.newyorker.com/news/our-columnists/a-powerful-statement-of-resistance-from-a-college-student-on-trial-in-moscow
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2019.12.10 05:19 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso formidável de resistência na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

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2019.11.06 06:33 bicto O que é o liberalismo?


O que é o liberalismo?
O que é o liberalismo? Em que medida é possível encontrar características constantes num movimento de ideias e de iniciativas práticas que se desenvolve no curso de três séculos e frequentemente apresenta, na mesma época, tendências bastante diversas?
Merquior se propõe essa questão inicial e lhe dá uma resposta afirmativa. O liberalismo não é uma expressão oca mas, dentro de suas variações de época e de escolas, mantém-se, embora em proporções diferenciadas, fiel à sustentação de quatro liberdades fundamentais. São elas: (1) liberdade (negativa) de não sofrer interferências arbitrárias; (2) liberdade (positiva) de participar nos assuntos públicos; (3) liberdade (interior) de consciência e crenças e (4) liberdade (pessoal) para o autodesenvolvimento de cada indivíduo.Essas quatro liberdades constarão sempre, ainda que em doses diferentes e, algumas vezes, de forma mais implícita do que explícita, do elenco histórico do pensamento liberal. Este, visto no seu conjunto, do século XVIII aos nossos dias, apresenta diferenciações, basicamente em função das características de cada época, no que diz respeito à maior ou menor ênfase dada a cada uma dessas quatro liberdades e no que se refere ao relacionamento entre o indivíduo, a sociedade e o Estado. Por outro lado, o pensamento liberal, também contemplado no seu conjunto, reflete as tendências predominantes nas culturas nacionais em que se desenvolve.
No que tange ao desenvolvimento histórico do liberalismo, Merquior identifica, inicialmente, um protoliberalismo, que mergulha suas raízes mais remotas na defesa medieval dos direitos e no humanismo do Renascimento.Poderia ter se referido à emergência da liberdade interior, com Sócrates e Platão, e dos direitos universais do homem, com os estoicos. Em seguida, Merquior diferencia seis principais correntes no liberalismo: o liberalismo clássico, o conservador, o novo liberalismo, o neoliberalismo, o neocontratualismo e o liberalismo sociológico.
No que concerne às escolas do pensamento liberal, influenciadas pelas características das principais culturas nacionais em que se desenvolveu, Merquior distingue três linhas. A escola inglesa, de Hobbes e Locke a Bentham e Mill, para a qual a liberdade é principalmente a independência pessoal. A escola francesa, a partir de Rousseau, para a qual a liberdade é, fundamentalmente, autogoverno. E a escola alemã que, com base em Humboldt, encontra a essência da liberdade na autorrealização pessoal.
Raízes do liberalismo
Em última análise, segundo Merquior, o cristianismo, de um modo geral e, particularmente, a Reforma e a Revolução Francesa, constituem os fundamentos a partir dos quais se desenvolve o liberalismo.
As raízes mais remotas do liberalismo podem ser encontradas no pensamento medieval, com Marcilio de Padua (1275-1343) e seu Defensor Pacis (1324) introduzindo o requisito de consentimento dos governados, para a legitimidade dos governos. Ockham (1300-1349), Francisco Suárez (1548-1617), Hugo Grotius (1583-1645) e Johann Althusius (m. 1638) são importantes precursores de muitos dos aspectos do liberalismo. Modernamente, deve-se a John Locke, com seu Second Treatise on Government (1659) a implantação das bases do pensamento liberal.
Merquior reconhece, entre os antecedentes remotos, a influência do conciliarismo eclesiástico na configuração do pensamento constitucionalista. Faltou-lhe referir, como precedentemente mencionado, o legado grego em matéria de liberdade interior, um dos fundamentos do pensamento liberal e, por outro lado, o mesmo legado grego na construção da democracia, como regime político. Haveria que acrescentar a relevante contribuição dos estoicos, precedendo o cristianismo no entendimento da dignidade universal do homem, independentemente de sua cidadania e condição social.
Sem embargo de suas raízes remotas, o liberalismo, como movimento de ideias e de práticas societais, procede da Ilustração. Esta, em última análise, levantou a problemática fundamental da relação homem-sociedade-Estado, que é, por um lado, a exigência da liberdade, tanto negativa, no sentido de não coerção, quanto positiva, no sentido da participação pública. Por outro lado, a exigência da racionalidade pública, opondo-se às modalidades populistas e clientelistas da democracia. O século XVIII oscilou, por isso, entre os direitos públicos da cidadania, enfatizados pela Revolução Francesa, e as exigências de racionalidade pública, enfatizadas pelo chamado “despotismo esclarecido” – de Frederico, o Grande ou do Marquês de Pombal – que, não tendo sido efetivamente despótico, mereceria a denominação de autoritarismo esclarecido.
Liberalismo clássico – 1780-1860
O liberalismo clássico é uma reflexão sobre as condições de formação e de legitimidade do Estado e uma defesa das liberdades negativa e positiva, ante o governo e no âmbito do Estado. Hobbes sustenta que a preservação da incolumidade das pessoas e de seus direitos básicos conduz à delegação de todo o poder ao príncipe, como administrador desses valores. Locke contrapõe, no contrato social básico, a exigência do consentimento dos governados, como condição de legitimidade do poder.
Os whigs, primeiro partido organizado de tendência liberal, incorporam as exigências de consentimento, de Locke, moderando-as com algo de Hobbes, na preservação da autoridade do príncipe.
O liberalismo clássico produzirá um brilhante elenco de pensadores: Benjamin Constant e Alexis de Tocqueville, na França; John Stuart Mill, na Inglaterra; Giuseppe Mazzini, na Itália; Alexander Herzen, na Rússia. Locke, moderadamente influente na Glorious Revolution, será decisivamente influente na formação do pensamento liberal da Independência americana.

Liberalismo conservador
Os excessos da Revolução Francesa, quer no populismo de Marat e Danton, quer no jacobismo de Robespierre e do Terror, culminando no imperialismo autoritário de Napoleão, levam o pensamento liberal de fins do século XVIII e primeira metade do XIX a uma reação conservadora. É preciso proteger a sociedade das oscilações entre um populismo irresponsável e um dogmatismo repressivo. Edmund Burke (1729-1797), com sua crítica da Revolução Francesa dá o tom do liberalismo conservador. Será seguido, na Inglaterra, por Thomas Macaulay (1800-1859), John Dalberg, barão Acton (1834-1902), Walter Bagehot (1826-1877), o grande editor do Economist desde 1861 até seu falecimento, e pelo evolucionismo social-darwinista de Herbert Spencer (1820-1903). Na França, o liberalismo conservador será introduzido por François-René de Chateaubriand (1768-1848). O liberalismo francês de tendência conservadora distinguirá, na grande revolução, seu momento positivo, 1789, do negativo, 1793. Com variantes vinculadas às vicissitudes políticas da França, são inseríveis na categoria do liberalismo conservador personalidades como Michelet (1798-1874), que apoiará o Segundo Império, Rémusat (1797-1875), que apoiará Thiers, mas manterá sua preferência por uma monarquia constitucional, Edgard Quinet (1803-1875), que sustentará um liberalismo sem reivindicações de classe, e Ernest Renan (1823-1892), que defenderá um liberalismo não democrático.
O quarto capítulo de O Liberalismo – Antigo e Moderno, que aborda o liberalismo conservador, inclui uma seção tratando de uma particular vertente desse liberalismo, sob a denominação de liberalismo de construção nacional, analisando a obra e as atividades públicas de dois eminentes pensadores argentinos: Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888) e Juan Bautista Alberdi (1810-1884).
Sarmiento, herdeiro das preocupações da Ilustração, no tocante à compatibilização entre as liberdades negativas e positivas do cidadão e o imperativo de racionalidade pública, mostra como a condição dessa compatibilização é a universalização da educação popular, através da escola pública. Em seu clássico, Facundo, Civilización y Barbarie (1845) coloca-se decisivamente a favor daquela, contra o caudilhismo rural. Alberdi se defronta com uma Argentina invadida por imensas ondas migratórias e se preocupa em salvaguardar a nacionalidade, denegando direitos políticos aos imigrantes. Natalio Botana, citado por Merquior, define Alberdi como o Edmund Burke da imigração europeia. Sua proposta é a de uma modernização conservadora, que favorece a industrialização e o progresso, em condições que protejam a república da irracionalidade das massas e da desnacionalização dos imigrantes.
Constitui uma valiosa inovação, por parte de Merquior, ter superado o preconceito de restringir a discussão das grandes ideias públicas, ao universo euro-norte-americano, introduzindo, em sua grande obra, uma fina análise de Sarmiento e Alberdi. É de lamentar-se, por outro lado, que essa lúcida e despreconceituosa abertura não tenha incluído referências fundamentais ao liberalismo mexicano, com Benito Juárez e o liberalismo conservador-progressista de Porfirio Díaz, não tenha contemplado o liberalismo brasileiro, de Antonio Carlos de Andrade a Ruy Barbosa, nem o pensamento e a atuação chilenos, no extraordinário esforço de nation-building de Diego Portales.
O estudo do liberalismo conservador de Merquior se encerra com uma análise do pensamento alemão, vinculado à ideia do Rechtsstaat, incluindo uma penetrante discussão de Max Weber. A essa análise se seguem outras duas, abordando o pensamento de Benedetto Croce na Itália e de José Ortega y Gasset, na Espanha.
O pensamento alemão é pautado por duas grandes linhas; o conceito de Wilhelm von Humboldt sobre os limites do Estado, visto como “guarda noturno” das liberdades cívicas e o conceito de Kant sobre a autocultivação, como supremo objetivo da pessoa, requerendo apropriada tutela do Estado.
Avulta, nesse pensamento, a figura de Max Weber (1864-1920), que combina, admiravelmente, a tradição historicista germânica com as exigências, tingidas de positivismo, de uma sociologia científica. Dentro dessa perspectiva, Weber se dá conta de que o processo de modernização consiste numa expansão da racionalidade instrumental, cujo agente social é a burocracia. As sociedades modernas se defrontam, assim, com um duplo perigo: o despotismo burocrático e, na contestação a este, o do autoritarismo carismático. Para superar esse duplo risco Weber enfatiza a necessidade do parlamentarismo como forma democrático-racional de seleção de lideranças políticas.
Benedetto Croce (1866-1952) é outra figura eminente analisada por Merquior. Croce, a partir de um profundo historicismo (que resgata a figura de Giambattista Vico) sustenta um liberalismo como exigência moral, em oposição ao liberalismo econômico do utilitarismo. A grande contribuição de Croce foi a identificação, no processo histórico, de um crescimento cumulativo, embora não linear nem ininterrupto, da liberdade. Esse compromisso com a liberdade, como exigência moral, mas também como tendência evolutiva da história, levou Croce a uma consistente posição antifascista.
A análise do pensamento de Ortega (1883-1955) encerra a discussão, por Merquior, das grandes personalidades do liberalismo conservador. Ortega se defronta com exigências contraditórias. Por um lado, seu profundo liberalismo, como decorrência necessária de seu abrangente humanismo. Por outro lado, sua crítica ao homem-massa, não entendido como membro do proletariado, mas
como um tipo psicocultural, que se encontra em todas as classes sociais, consistente no homem sem ideais superiores, que se esgota na busca do bem-estar.
O liberalismo de Ortega o leva a apoiar os esforços iniciais da República e a se opor, concomitantemente, ao franquismo e ao comunismo. O elitismo psicocultural de Ortega o conduz, a meu ver, a uma modalidade própria de liberalismo conservador, que se poderia definir como uma sustentação universal das liberdades negativas e uma abordagem seletivamente meritocrática para as liberdades positivas. Escapou à análise merquioriana esse aspecto do pensamento de Ortega, que me parece extremamente relevante.
Concluindo sua magistral discussão do liberalismo de seu momento clássico ao conservador, Merquior diferencia, no processo, cinco principais expressões: (1) os direitos naturais, com Locke e Paine; (2) o humanismo cívico, de Jefferson e Mazzini; (3) o das etapas históricas, com Smith e Constant; (4) o utilitarismo, com Bentham e Mill; (5) o sociologismo histórico, com Tocqueville.
O liberalismo é um processo que parte do whiguismo, como mera demanda de liberdade religiosa e governo constitucional, para atingir a democracia. Os excessos desta preocupam os liberais conservadores, que querem moderar a democracia e se constituem em neo-whigs.
Daí resultam em três modalidades de liberalismo: (1) o idioma burkeano, de Macauley, Maine, Alberdi, Renan, Acton; (2) a linguagem darwinista, de Spencer; (3) o historicismo, com suas implicações elitistas, de Weber e de Ortega.

O novo liberalismo
Albert Dicey, citado por Merquior, observa que o reformismo legal, na Inglaterra, teve duas fases no século XIX. A primeira, de 1825 a 1870, encaminhou-se para defender e expandir a independência individual. A segunda, de 1870 em diante, teve por objetivo a justiça social.
O novo liberalismo, do fim do século passado em diante, teve um forte cunho social, tornando-se um social-liberalismo. A grande figura britânica, nessa linha de pensamento, foi Thomas Hill Green (1836-1882). A partir de um hegelianismo kantiano, Green sustenta a necessidade de, mantendo-se o princípio da liberdade, liberdade de qualquer coerção, encaminhar-se para a liberdade positiva, para assegurar a todos os homens a plenitude de seu autodesenvolvimento – a Bildung dos alemães. O objetivo da ação pública deve ser o da melhoria social. Isto significa agregar, à defesa dos direitos individuais, a exigência de igualdade de oportunidades e de uma ética comunitária. John Hobson (1854-1940) e Leonard Hobhouse (1864-1929) prosseguem na linha de Green. Hobhouse insiste na exigência de liberdade positiva. Hobson se tornará famoso com seu Imperialism, de 1902, atribuindo este à excessiva acumulação de riquezas e poupança, que passam a exigir a conquista coercitiva de novos mercados.
As ideias de Green foram mantidas e postas em prática por William Beveridge (1879-1963). A partir do Reform Club, em 1942, Beveridge elabora os “Estatutos Originários” do estado de bem-estar social britânico.O liberalismo social assumiu, na França, a forma do republicanismo. O que estava em jogo era a reconstrução das instituições depois da derrocada do Segundo Império, sem incidir no populismo da Comuna, nem no retorno ao monarquismo conservador. As ideias básicas do movimento são lançadas por Claude Nicolet em L’idée Républicaine en France, de 1870. O liberalismo social, na França, se subdivide em diversas modalidades: neogirondinos, com Quinet; neodantonistas, com Michelet e Victor Hugo; republicanos positivistas, com Jules Ferry e Gambetta, e republicanos espiritualistas, com Charles Renouvier.
O liberalismo social, na França, tomou a defesa de Dreyfus. Seus expoentes mais recentes foram Émile Durkheim (1858-1917) e Leon Duguit (1859-1925). A expressão final dessa tendência adquire, com Alain (Émile Chartier, 1868-1951) um sentido super-individualista, beirando o anarquismo. Alain será extremamente influente na formação do pensamento de Sartre, de Simone Weil e de Raymond Aron. Essa tendência, com coloração mais social, será mantida por
Albert Camus (1913-1960) em seus romances. O liberalismo social tem importantes defensores, na Itália, com Piero Gobetti (1901-1926), antifascista, numa posição de social-liberalismo idealista, baseado nas massas e Cario Roselli (1899-1937), que busca um socialismo democrático, liberado do marxismo. Na Espanha, com Salvador de Madariaga (1886-1978), dentro de uma visão organicista da democracia.
Na Alemanha, o liberalismo social se identifica com o apoio à República de Weimar. Seu mais eminente expoente será Hans Kelsen (1881-1973). Em seu trabalho de 1920 Sobre a Essência e o Valor da Democracia, o eminente jurista sustenta que a essência desta consiste na autonomia da geração da norma, em condições de pluralismo político.
Os Estados Unidos dão uma relevante contribuição ao liberalismo social com Woodrow Wilson (1856-1924) e seu programa da “New Freedom” e John Dewey (1859-1952), com sua ênfase sobre a educação.
Mais recentemente, os britânicos dão nova importante contribuição ao socialliberalismo, com Keynes (1883-1945) e o romancista George Orwell (1903-1950). Karl Popper, de tendência conservadora e perspectiva neopositivista, desenvolve, em termos antiestatistas, uma preocupação com a superação da miséria. Seu famoso dito: “minimizem a miséria, em vez de tentar maximizar a felicidade”. Dentro dessa linha, destaca-se a importância intelectual de Sir Isaiah Berlin, cujo Two Concepts of Liberty, de 1958, diferenciando a liberdade negativa da positiva, salienta o imperativo de perseguir objetivos racionais, evitando todas as formas de autoritarismo.
Neoliberalismo
Enquanto o que Merquior designa de “New Liberalism” se caracteriza pela impregnação da preocupação social no pensamento liberal, o neoliberalismo toma sentido oposto, constituindo uma dura crítica do paternalismo estatal. Von Mises (1881-1933) com seu libelo Socialismo, de 1922, denunciando os abusos da regulação social, Von Hayek (1899-1992) sustentando um liberalismo de mercado, em condições de governo mínimo, juntamente com Milton Friedman (1912-2006) e sua irrestrita defesa do mercado, marcam a linha extremamente conservadora do neoliberalismo.
O neoliberalismo retoma a temática individualista do liberalismo clássico, dentro da postura do liberalismo conservador de Burke, Macauley e Bagehot. E conhecida a grande influência exercida por essa linha de pensamento na política contemporânea, a partir de Thatcher, na Grã-Bretanha, e de Reagan, nos Estados Unidos, irradiando-se para o restante do mundo, notadamente em muitos países do Terceiro Mundo. O fato de governos economicamente neoliberais, ainda que frequentemente fundados num autoritarismo político, terem conquistado, no Sudeste Asiático e em países latino-americanos, como o Chile de Pinochet (numa orientação continuada pelo governo democrático de Patricio Aylwin) e o México, importantes êxitos econômicos, conferiu à ideologia neoliberal uma grande audiência.
Merquior analisa, com muita competência, as principais personalidades do pensamento neoliberal. É de lastimar-se que não tenha introduzido as necessárias qualificações, no tocante à diferenciação que importa fazer, entre a comprovada validade de uma economia de mercado, dinamizada pela empresa privada, como condição de boa alocação e gestão de recursos, dos aspectos puramente ideológicos do neoliberalismo, demonizando o Estado e, por conta de sua desmontagem, instaurando a lei da selva em sociedades cuja estabilização se devera aos sadios efeitos do Welfare State.
Liberalismo sociológico
O quinto e último capítulo do livro de Merquior contém duas seções finais. Uma tratando do que se poderia denominar de “liberalismo sociológico”, que consiste, fundamentalmente, numa análise crítica do pensamento de Raymond Aron e de Ralf Dahrendorf. A outra, abordando o neocontratualismo de Rawls, Nozick e Bobbio.
Em sentido estrito, não se pode falar de liberalismo sociológico em relação a Aron e a Dahrendorf. Tal denominação só teria sentido aplicada ao liberalismo de Spencer e de Durkheim. Aquele, por seu determinismo evolucionista. Este, por seu determinismo social. Aron e Dahrendorf são eminentes sociólogos e convictos liberais. Em ambos o liberalismo não decorre de postulados sociológicos ainda que, certamente, a condição de competentes sociólogos os leve a superar os aspectos meramente ideológicos de várias modalidades de liberalismo, tanto de esquerda quanto de direita.
Aron (1905-1983), tão multifacético como Merquior – que sobre este emitiu a famosa frase “ce garçon a tout lu” – sustenta um liberalismo moderadamente conservador, na relação indivíduo-sociedade-Estado, enfatizando as liberdades negativas e a relevância do mercado. Por outro lado, tem consciência da necessidade de uma prudente regulação, pelo Estado, das relações econômicas (medidas anticíclicas) e sociais (igualdade de oportunidades e proteção de setores carentes). Sua militante denúncia das falácias do comunismo e dos populismos de esquerda lhe valeram, durante largo anos, a hostilidade da maioria dos membros da intelligentzia. Sua extraordinária honestidade intelectual, sua enorme competência e excepcional lucidez acabaram lhe conquistando a admiração geral de todos os intelectuais sérios, ainda antes de o colapso do comunismo no Leste Europeu e na União Soviética confirmar, historicamente, a procedência de suas críticas.
A análise de Aron, por Merquior, se concentra, sobretudo, na sua obra histórico-sociológica e menos nas suas concepções a respeito do liberalismo, estas predominantemente veiculadas através de sua ampla contribuição ao jornalismo. Ralf Dahrendorf (1929-2009) compartilha, com Aron, a análise da sociedade industrial contemporânea e estuda os conflitos que lhe são próprios.
Particularmente importante, a esse respeito, é seu livro The Modern Social Conflict (1988). Mostra Dahrendorf como, na contemporânea sociedade industrial (tornando-se pós-industrial), os conflitos de classe, ao estilo do século XIX, foram superados por outro tipo de conflito. As diferenciações de classe ficaram extremamente reduzidas pela universalização da educação e de um estilo de classe média para, praticamente, toda a população. Formou-se, assim, um amplo estrato de assalariados, tanto de blue como de white collars. O próprio empresariado, sem embargo de seus proventos e poder decisório, decorrentes do capital, participa desse estrato como executivo das empresas. O novo conflito social, nas sociedades contemporâneas avançadas, é o conflito entre “provisões” e “titularidades”. A legislação social e os acordos sindicais conferem “titularidades”, independentemente de específicas “provisões” para atendê-las, ocasionando, assim, frequentemente, conflitos entre direitos adquiridos e meios para dar-lhes atendimento. Os atuais debates no Brasil, em torno das aposentadorias, são uma boa ilustração desta questão. Esse tipo de conflito suscita dois movimentos sociopolíticos opostos. De um lado, a classe majoritária (o amplo assalariado), com as demandas de suas titularidades. De outro lado, os “thatcheritas”, ciosos da proteção das provisões disponíveis, impondo disciplina às titularidades.
Nesse quadro, Dahrendorf, como Aron, preconizam um liberalismo radical, que assegure um sadio equilíbrio entre provisões e titularidades.

Os neocontratualistas
John Rawls (1921-2002) conquistou fama tardiamente, com seu livro ATheory of Justice (1971). Retomando a tese do contrato social, Rawls assinala que o que está realmente em jogo não é tanto a questão da legitimidade do poder, de que se ocupavam os utilitaristas, mas as regras de justiça. O contrato social de Rawls é expressamente hipotético. Trata-se de saber o que pessoas racionais contratariam se, ignorando os recursos de cada qual e o lugar que lhes fosse dado ocupar na sociedade, tivessem de estabelecer as regras de justiça. Segundo Rawls, tal situação conduziria à adoção de dois princípios: (1) cada qual deve ter igual direito ao máximo de liberdade compatível com a liberdade dos demais; (2) desigualdades sociais podem ser admitidas, sempre que beneficiem os menos favorecidos membros da sociedade. Tais posições conduzem Rawls a um social-liberalismo.
Robert Nozick (1938-2002), em seu Anarchy, State and Utopia (1974) adota posições divergentes, sustentando, também a partir de premissas neocontratualistas, a necessidade de minimização do Estado, que o inserem na linha do neoliberalismo.
Norberto Bobbio (1909-2004), uma das maiores figuras intelectuais de nosso tempo, se preocupa com o futuro da democracia e com o tipo de boa sociedade e de bom governo realisticamente realizáveis. Seu livro Estado, Governo e Sociedade (1955) é, possivelmente, o melhor compêndio contemporâneo de teoria política.
Segundo Bobbio o bom Estado deve apresentar cinco características básicas: (1) inserir-se num contexto poliárquico; (2) conter limitações de poder; (3) assegurar aos cidadãos participação na adoção de normas; (4) dispor de procedimentos democráticos para a eleição dos líderes e (5) respeitar os direitos civis e cívicos. Como Rawls, Bobbio é um social-liberal e um democrata liberal.

Esse texto é um apêndice escrito por Hélio Jaguaribe no livro O Liberalismo: Antigo e Moderno, de José Guilherme Merquior, publicado pela editora É Realizações em 2014.
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